sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

4º Maior Cantora do Brasil: Elis Regina


A inquietante Elis
Elis Regina pode até ter mudado a era dos festivais, ter dado cara nova aos espetáculos ou até mesmo dado vida a musicalidade e a teatralidade que pouco se vê hoje em dia, mas Elis não foi capaz de suprir expectativas marcantes e nem fora considerada por muitos como a maior cantora de todos os tempos. Sua música não é totalmente conhecida por pessoas que só conhecem as triviais e muitos de seus discos são paupérrimos, ou seja, Elis Regina ficou mais conhecida por seu jeito histriônico e suas frases de duras impactaçoes do que pela sua música rica ou alguns shows históricos. Para tanto, somente após sua morte que suas músicas foram alçadas por patamares distantes e canções até mesmo esquecidas passaram a ser referencia para milhares de pessoas.

Mesmo sendo a maior cantora do Brasil (o que muitos acham ser a do mundo), Elis chega a 4º posição da lista das maiores cantoras do Brasil pelo fato ser uma cantora que inovou o teatro, que inovou o jeito de cantar, que inovou nas articulações, mas que não elaborou sua musicalidade por completo.

Elis Regina Carvalho Costa nasceu em Porto Alegre no dia 17 de março de 1945 e morreu em São Paulo no dia 19 de janeiro de 1982 e foi uma das maiores intérpretes brasileira. Conhecida por sua presença de palco esplendorosa, sua voz e sua personalidade, Elis Regina é considerada por muitos críticos, comentadores e outros músicos a melhor cantora brasileira de todos os tempos. A melhor e não a maior. Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo, ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma apresentação ou numa mesma música. Como muitos outros artistas do Brasil, Elis surgiu dos festivais de música na década de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria, e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou Arrastão, de Vinicius de Moraes e Edu Lobo.

Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV. Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões. Seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que transferiu-se do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e mídia. Transferindo-se para São Paulo em 1964, onde ficaria até sua morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.

Elis Regina aventurou-se por muitos gêneros; da MPB, passando pela bossa nova, o samba, o rock ao jazz. Interpretando canções como Madalena, Como Nossos Pais, O Bêbado e a Equilibrista, Querelas do Brasil, que ainda continuam famosas e memoráveis, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo e ditadura militar no país. Ao longo de toda sua carreira, cantou canções de músicos até então pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro.

Entre outras parcerias, é célebre os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim, Simonal, Rita Lee, Chico Buarque—que quase foi lançado por ela não fosse Nara Leão ter o gravado antes—e, por fim, seu segundo marido, o pianista César Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Mariano e Maria Rita. Mariano também ajudou-a a arranjar muitas músicas antigas e dar novas roupagens a elas, como com É Com Esse Que Eu Vou.

Sua presença artística mais memorável talvez esteja registrada nos álbuns Em Pleno Verão (1970), Elis & Tom (1974), Falso Brilhante (1976), Transversal do Tempo (1978), Saudade do Brasil (1980) e Elis (1980). Ela foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil e isso a faz ser especial. Elis Regina morreu precocemente em 1982, com apenas 36 anos, deixando uma vasta obra na música popular brasileira. Embora haja controvérsias e contestações, os exames comprovaram que havia morrido por conta de altas doses de cocaína e bebidas alcoólicas, e o fato chocou profundamente o país na época.

Elis fora um dos talentos mais marcantes de seu tempo, mas ainda assim, Elis foi mais uma das boas e sensacionais cantoras que o Brasil produziu com tamanha excelência.

 

4º Lugar: Elis Regina

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

 

2 comentários:

Vlademir Lima disse...

Discordo com a ordem cronológica!! Elis Regina é a melhor cantora brasileira de todos os tempos, pois as anteriores a ela não atingiram sua técnica de canto, capaz de cantar músicas onde outros cantores (as), jamais se atreveram a regravá-las, tamanha sua competência!!!

ADEMAR AMANCIO disse...

O dueto de Elis e Tim Maia,e Elis e Cauby são antológicos.É claro que a Elis é a maior cantora popular do séc XX.