segunda-feira, 7 de julho de 2014

Jessé: O Senhor da voz


Jessé: grande voz
Não houve e nem haverá um cantor igual a Jessé. Hoje esquecido das grandes mídias, o cantor vive na lembrança de quem viveu a década 1980 e os herdeiros destes, que, assim como eu, não o conheceu em vida. Mas graças ao meu pai, tive uma infância marcada por boa música, seja brega ou romântica, samba ou bossa nova e ouvi muito o cantor Jessé. Lembro-me dele nos programas do Chacrinha, sempre impecável, tímido, cantando para cada pessoa que o assistia. Mas por que Jessé me hipnotiza tanto? Muitos cantores de hoje se renderam ao fascismo da mídia e ao crescimento ilicíto do mercado fonográfico, que insiste em produzir música comercial de péssima qualidade. Exceto rarissimos cantores escondidos em nosso país, nos dias de hoje não temos mais um cantor que toque em nossa alma tão fundo e certeiro, que nos deixa transtornados a ponto de cairmos na tentação de varrer sua vida. Antigamente era assim: os fãs tinham mais liberdade em poder ter um ou outro cantor que lhe desse o direito de ser chamado de cantor. Jessé era mais que um simples cantor: ele era um artista completo, que emocionava plateias, adultos e crianças, mulheres e principalmente os homens, que ficavam embasbacados com sua maneira de impôr no palco. A frase Jessé não canta, ele humilha ganhou forças nas redes sociais que tentam manter a imagem do cantor ainda mais viva. Com sua voz de trovão e com sua postura de palco, o cantor revolucionou a música dos anos 1980 e se tornou líder absoluto no cenário nacional. No decorrer de sua brilhante carreira, Jessé gravou 12 discos, como os álbuns duplos O Sorriso ao Pé da Escada (1983) e Sobre Todas as Coisas (1984), mas o sucesso de maior grandeza é a música Porto Solidão, que até hoje faz de sua lembrança um dos maiores cantores brasileiros. A música foi apresentada no Festival MPB Shell e o cantor ganhou o prêmio de melhor intérprete. Jessé morreu em 1993 em um acidente de carro e daquele ano até hoje, muita coisa mudou, muitos cantores surgiram e desapareceram, o pagode e o sertanejo venceram barreiras e ao mesmo tempo despencaram e muitos esqueceram Jessé. O Mais Cultura Brasileira! traz um vídeo em que o cantor Jessé canta seu maior clássico, Porto Solidão e notem como era a sua postura e seu jeito irretocável de cantar. Portanto, VIVA JESSÉ!


 

Jessé
Marcelo Teixeira

3 comentários:

Márcia disse...

TIVE OPORTUNIDADE DE VÊ-LO AO VIVO.

Edson Tavares disse...

Artigo compartilhado na página em homenagem ao Jessé no facebook: https://www.facebook.com/EternamenteJesse

Edson Tavares disse...

Artigo compartilhado na página "Eternamente Jessé" no facebook.

https://www.facebook.com/EternamenteJesse