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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

8º Maior Cantora do Brasil: Dolores Duran


Dolores Duran, eterna
Adiléa da Silva Rocha - a nossa Dolores Duran - nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 07 de junho de 1930. Foi com certeza uma das maiores representantes do samba-canção brasileiro. Começou a cantar muito cedo - seu primeiro prêmio foi aos seis anos de idade. Aos 15 seu pai morreu - e a menina Adiléa teve que sustentar sua família, cantando, que é o que ela melhor sabia fazer. Autodidata, dominou o inglês, francês, italiano e espanhol ouvindo músicas, a ponto de Ella Fitzgerald lhe dizer que foi em sua voz a melhor interpretação que ela já havia ouvido de My Funny Valentine - um clássico da música norte-americana. Em 1957 - então com 27 anos e recém separada de um casamento desastroso, - Tom Jobim (um estreante!) mostra-lhe uma composição em parceria com Vinícius de Moraes. Ao ouvir a melodia, Dolores pega um lápis e escreve Por Causa de Você - e manda um bilhete a Vinícius pedindo-lhe para concordar com a nova letra - e Vinícius prefere a de Dolores.

A partir daí compõe, nos seus últimos dois anos de vida, algumas das mais lindas, tristes e ternas músicas da MPB, como Castigo, A Noite do Meu Bem, Olha o Tempo Passando e Estrada do Sol, entre outras tantas. Em 23 de outubro de 1959, com 29 anos, chega em casa às 7:00 da manhã, e diz a sua empregada: Não me acorde. Estou cansada. Vou dormir até morrer.

 

8º Lugar: Dolores Duran

As 30 Cantoras Maiores Cantoras de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

16º lugar: Ana Cañas - As 20 Melhores Cantoras dos Últimos 10 Anos


Ana Cañas entre as 20 melhores
No cenário atual da MPB, poucas artistas têm a força de interpretação de Ana Cañas. A paulistana possui uma boa técnica vocal, aprimorada por anos de apresentações em casas noturnas. Mas Ana se destaca entre centenas de intérpretes técnicas - e chatas - porque sente cada emoção das letras que canta. Amor & Caos, seu disco de estreia, tem vários exemplos disso - como Devolve Moço, faixa de sua própria autoria, e Coração Vagabundo, releitura do sucesso do compositor baiano Caetano Veloso. O curioso é descobrir que Ana Cañas virou cantora quase por acaso. Anos atrás, estudante de Artes Dramáticas da USP, ela foi fazer um teste para uma peça de teatro. O espetáculo trazia na trilha sonora uma canção do repertório da cantora americana Ella Fitzgerald. Ana se apaixonou pela canção e pôs na cabeça que seria cantora. Peregrinou por casas noturnas até se fixar no Baretto. Ali, chamou a atenção de Chico Buarque e Caetano Veloso, entre outros grandes nomes da MPB. No início de 2007, iniciou as gravações de Amor & Caos sob a produção do guitarrista Alexandre Fontanetti - que até hoje está na sua banda. A gravadora Sony/BMG se interessou pelo seu passe e chamou a cantora para integrar o cast de sua nova empresa, a Day1, um misto de gravadora e agenciadora de carreiras. Amor & Caos ganhou críticas calorosas.

Ana Cañas começou sua carreira como muitos artistas, cantando na noite. A cantora passou quatro anos cantando Jazz e MPB (Ella Fitzgerald é a sua musa) no All of Jazz até iniciar a sua carreira. Além de cantora Ana também é atriz, por isso ela gosta de encarnar personagens e interpretar as suas canções. Com certeza ela faz isso muito bem e suas apresentações sempre possuem um pouco de sua carreira teatral.

Ana Cañas chega ao décimo sexto lugar com méritos de uma grande artista em ebulição. Música Popular Brasileira com um pouco de Jazz e Rock, uma mistura boa de ouvir. Esta é Ana Cañas.



Décimo Sexto Lugar: Ana Cañas

As 20 Melhores Cantoras dos Últimos 10 Anos

Marcelo Teixeira

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Gaby Amaranthos, a diva do TchenoBrega




A cantora Gaby Amaranthos
Ela nasceu Gabriela Amaral dos Santos, é fã de Clara Nunes e Billie Holiday, é mãe de Davi, adora o estilo da cantora Beyoncé e adotou o nome artístico de Gaby Amaranthos, vestindo-se como a musa inspiradora. Lembro-me muito bem de sua apresentação no programa do Faustão e logo me apaixonei por seu estilo, seu jeito descontraído e seu jeito de cantar: esvoaçante, emocionada, lindamente perfeita e carismática. Logo depois, ela foi entrevistada por Marília Gabriela e ali consagrou-se uma nova estrela da música brega brasileira. Vale ressaltar que Gaby Amaranthos não se iguala em nada com Joelma ou qualquer outra cantora de baixo escalão e que ela tem luz própria, voz própria e carisma própria.

Nascida e criada na periferia de Belém, bairro do Jurunas, Gaby já cresceu com a música. Suas origens são de uma família de sambistas, onde desde pequena já cantava e dançava nas rodas de samba da família. Gaby é uma pessoa alegre, para ela não existe dia ruim. Antes de cantora profissional, a Gabriela foi coreógrafa de quadrilha, fez cursos de teatro e chegou a fazer pequenas apresentações na comunidade. Canta desde os 15 anos – começou na Paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus, no bairro onde nasceu. Mas, apenas quando completou 18 anos, teve permissão para cantar nos bares da cidade, e assim começou a se apresentar cantando clássicos da MPB.

A rainha do Tecnobrega foi influenciada por cantoras como Clara Nunes, Ella Fitzgerald e Billie Holiday e pelos bregas Francis Dalva e Reginaldo Rossi – mas deixa claro que a sua maior influência está no bairro em que nasceu, onde tudo toca ao mesmo tempo. O destaque de Gaby Amarantos começou quando ela resolveu formar a banda Tecno Show, no ano de 2002. À frente do grupo, ela sugeriu introduzir riffs acelerados de guitarra brega tradicional com a adição de batidas eletrônicas, na banda, como faziam, ao mesmo tempo, os cantores Tony Brasil e Jurandir. Assim surgia o Tecnobrega.

Em 2003, o grupo lançou seu primeiro CD, com o grande sucesso Gemendo e Não vou te Deixar. Logo depois do lançamento, a banda se destacou nacionalmente, se apresentando pela primeira vez em um dos programas mais populares da TV brasileira, o Domingão do Faustão. No ano seguinte, o Tecno Show divulgou seu segundo álbum, o Reacendendo a Chama. A banda ia conquistando cada vez mais o seu público. A Tecnoshow chegou a vender mais de 100 mil cópias de discos.

Em 2009, a Gaby resolveu sair da banda, no período em que engravidou do seu único filho, Davi. A maternidade fez com que a cantora refletisse mais sobre sua vida profissional e assim sentiu necessidade de montar a sua carreira solo.

Logo que a cantora se dedicou a carreira solo, no ano de 2010, foi convidada a participar do programa do Faustão pela segunda vez, lançando o sucesso Hoje eu tô Solteira – foi anunciada por Fausto Silva como a Beyoncé do Pará.



Cena de um clipe
Já no último ano, a rainha do Tecnobrega voltou sua atenção para a gravação do seu primeiro CD solo. Trabalhou no disco, fez vários shows pelo Brasil, fez parcerias, gravou um videoclipe e até um DVD ao vivo no bairro do Jurunas, que teve direção de Priscilla Brasil e Vincent Moon. A primeira música disponibilizada, Xirley, já conquistou todo o Brasil e ganhou até um videoclipe, dirigido por Priscilla Brasil. A música e o clipe foram alvos da mídia e do público geral por suas referências feitas ao mercado informal do Tecnobrega e a pirataria. Mercado que muitos não conheciam antes de Gaby.

Durante algum tempo, o ritmo paraense ficou escondido no próprio estado e ficou marcado como o som da periferia de Belém, mas hoje Gaby está colhendo o sucesso que plantou. Recentemente, a cantora se destacou na mídia mundial como rainha do Tecnobrega, tem se apresentado em vários programas populares e é referência na música brasileira. Foi elogiada por Nelson Motta, Hermano Vianna, além de outros críticos musicais. Gabriela Amaral dos Santos, que antes fazia um som que se limitava na periferia Pará, hoje é tida como a esperança da música nacional.

O Tecnobrega se popularizou, o gênero quebrou barreiras e conquistou o público. Prova disso são as notícias que de todos os lugares do mundo sobre a cantora. Nem os clubes da Europa resistiram ao som inovador. Gaby está entre as 100 pessoas mais influentes do ano de 2011, assim como tem Gaby entre os discos mais aguardados pra este ano.

Ainda teve Gaby Amarantos, em rede nacional, iniciando 2012. A cantora foi a atração principal do programa do Faustão no primeiro dia do ano. A cantora ganha cada vez mais os carinhos de todos e conquista fãs, essencial para o seu sucesso. Ela agradece por todo o incentivo e carinho recebido do seu público.

O seu primeiro álbum solo Treme, aguardado por todos, está com o lançamento agendado para o primeiro semestre, logo após o Carnaval. O disco foi dirigido por Carlos Eduardo Miranda e produzido por Féliz Robatto. Treme conta com composições da própria Gaby, dos músicos: Zé Cafofinho, Ronaldo Silva, Felipe Cordeiro, Dona Onete, Joe Benassi e Maderito, Veloso Dias e Alipio Martins. Além de participações das cantoras Fernanda Takai, Thalma de Freitas e Iara Rennó e muito mais.

Vale recordar que a música de abertura da novela Cheias de Charme, atualmente brilhando no horário das 19 horas na TV Globo é cantada por Gaby e leva o título Ex My Love, com sua voz suave, aveludada e sensual. Afinal, Gaby não é vulgar, mesmo sendo brega. E para este ano a rainha do Tecnobrega está cheia de projetos. Antes do CD, Gaby lança o seu EP. Está previsto, também, o lançamento do DVD Gaby – Live in Jurunas. Muitas outras novidades estão por vir. E o ano, para Gaby, está apenas começando!



Marcelo Teixeira