sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O senso (in)comum de Rodrigo Pitta em disco elitizado


Rodrigo: pouca voz em CD elitizado
Mesmo sendo um dos cantores e compositores da nova geração com um certo respeito no mundo da produção cinematografica e teatral, Rodrigo Pitta não me agrada como cantor. Suas letras são ótimas, com excelentes tiradas sobre o mundo moderno e sobre a cidade cinza que é São Paulo, mas sua voz não me agrada em nada. Ao menos suas canções estão no patamar de serem as melhores dos últimos tempos e as mesmas canções poderiam ser cantadas por cantores de qualquer estirpe dentro do melhor da MPB. Menos por Rodrigo Pitta, seu idealizador.  Disco de estreia do artista, Rodrigo lança Estados Alterados em um clima de mistério e sofisticação de elite. Sim, a música de Pitta não é para qualquer classe social e não é qualquer um que pode chegar e dizer que gosta de seu trabalho, até mesmo porque Rodrigo Pitta transpassa o ar de intelectual demais num país em que os jovens são mais ligados em estilos mais popularescos, como Anitta, Naldo ou qualquer outra aquisição menos comportamental. Mas o disco de estreia de Pitta é mediano, para ficarmos apenas no mediano. Estados Alterados foi gravado no Rio de Janeiro e masterizado no outro lado do mundo, no Japão e tem toda a cara de São Paulo por um único motivo: ser cinza demais. Produzido por Arto Lindsay, o disco exibe como tema capital a melodia Sambas Alterados, incluída na novela atual global, Amor à Vida e não por acaso, a faixa ganhou um eficiente clipe gravado na Ponte Estaiada, na zona sul de São Paulo, e traz intervenção de Racionais MCs, recitando a letra de Sampa, de Caetano Veloso.

O trabalho é definido por Rodrigo Pitta como diversas químicas que o levam a estados alterados e o amor é uma delas, assim como a dor. No disco há também músicas para dançar, temas do candomblé, drogas e suas alterações de consciência e senso de realidade. E a própria vida urbana com seus variados estados de ser, estar, permanecer e ficar. Assim como a melancolia urbana às vezes é árida, às vezes suave e melódica no seu interior, Pitta traduz uma felicidade ímpar num trabalho que teve dois anos de gestação, entre março de 2011 e março de 2013. O disco, repito, não é ruim, mas a voz de Rodrigo Pitta, por vezes, cansa, enjoa e nos faz forçar os dedos para desligar o som para que não possamos ouvir sua música devido a sua voz ser chata. Tirando isso, o disco tem um senso comum equilibrado, gostoso de ver, de pegar, de comentar. Apenas.

Da tristeza romântica de Blue Tuesday, a única música em inglês, ao mix de house e rock de Caos, o disco tem uma pitada brasileira nordestina em Água Tudo e Eletroquímico, assim como a saborosa Estados Alterados. Bad Trip e Minha Cabeça, Meu Avião são como sintomas de saudades sobre as viagens de Pitta e sobre desiluções amorosas do mesmo.

Estados Alterados é para a classe média e para o ouvinte mais ligado na música chique e bem elaborada. Não para qualquer um.



Rodrigo Pitta / Estados Alterados
Nota 4
Marcelo Teixeira

9 comentários:

Anônimo disse...

terrível! um dos piores lançamentos que ouvimos nos últimos tempos.
Letrista mediano, nem excelente é.
cantor não, nem trovador, nada.

pensamos que é somente mais um incensado do meio mas graças ao bom deus sabemos que não dura muito tempo na mídia!!

Marcelo Teixeira disse...

Até agora não entendi o disco de Rodrigo Pitta. Uma hora gosto, no mesmo instante detesto. Por isso eu digo que ele fez um disco elitizado, culto demais para um país leigo. Rodrigo será mais lembrado como cineasta e produtor de grandes musicais, mas nunca pela sua música. Uma pena, pois ele não tem voz, não tem estilo e nem presença de palco.

Anônimo disse...

Eu não concordo com você Marcelo, sou fã do Rodrigo, mesmo porque todos os críticos relevantes deste país adoraram o cd do Rodrigo Pitta. Seu blog desconhecido foi o único que não gostou. Me admira um rapaz negro, que deveria ser fã do Rodrigo Pitta porque ele é um dos talentos negros mais importantes do Brasil, vir como uma crítica com ares de inveja. Porque? Porque Rodrigo é mais bonito, mais inteligente, mais chic, mais rico do que você e muito mais relevante do que você jamais será???? Você deveria aplaudí-lo e não fazer as vezes de bicha invejosa, nem sei se vc é bicha, mas esse é o tom da sua crítica, uma bicha que jamais será Rodrigo Pitta, com um texto duvidoso e mal feito, que no final dá nota 8. É coerente isso?! Aliás foi procurando resenhas sobre o disco dele que encontrei a sua. Mal escrita a principio, mas mais do que isso equivocada. O disco do Rodrigo é um respiro em meio a tantas coisas ruins que tem no Brasil. Sobre presença de palco, você já viu algum show do Rodrigo Pitta? De onde vc tirou isso? Não entendi tanta raiva guardada, tanto desrespeito diante de um trabalho tão novo e peculiar. A falta de educação ao dizer que o disco faz com que você queria desligar o som, que a voz do Rodrigo enjoa, tudo isso é odioso, e ódio volta para a gente. Não é coisa de critico sério palavras tão afetadas de mariquinha. Depois fui pesquisar sobre você com um amigo, ele me disse que vc é de fato uma tiete do teatro musical, e que até já apanhou em cena por conta de suas críticas...Quer ser um bom crítico, seja uma boa pessoa primeiro, porque com um texto de colegial, achando que vai longe, que pode ser o PedroAlexandre Sanchez ou o Mauro Ferreira ou o Lichote que amaram o disco...está enganado. Você vai viver pra sempre na sombra da escolinha estadual que vc deve ter cursado e dos mal produtos pra pele que vc usa, que te deixam horroroso na foto do blog, e que isso sim dá vontade de apertar um botão e sair da página. Li outras criticas do seu blog e percebi também que vc fez a bicha ordinária com várias outras pessoas. É por isso que o seu blog não ganha relevância. É tudo muito ruim. Agora quero ver se vc vai ser digno de deixar esse comentário entrar no site. Ai sim vou descobrir o seu caráter. Porque falar mal dos outros é fácil, agora quero ver se assumir o que disse e aguentar as críticas também é.

Anônimo disse...

Nossa vim aqui pela indignação do meu amigo!
Que blog de merda hein!

Carlos Doda disse...

Ouvi o CD, mas confesso que odiei! O artigo está resumidamente bem escrito. Rodrigo Pitta não canta, ele balbucia arrastadamente. Valeu pela nota 4.

Marcelo Teixeira disse...

Ele será eleito um dos piores cantores do Ano dentro da MPB. Aguardem, será entre dezembro e janeiro de 2014 a lista.

Elisa Hideo disse...

Cadè a voz dele? A Música Popular Brasileira está capenga com este tipo de lançamento... :(

Marcelo Teixeira disse...

Não sou pago para ser um desses blogueiros/jornalistas que saem jogando lixos dentro da memória do povo. Este blog nasceu para ser democrático e assim será até o último dia em que postarei algo aqui. Portanto, Rodrigo Pitta é um dos piores cantores dentro da MPB e isto é notório. A nota 4 (rebaixada depois de ouvir atentamente o disco) é válida como mérito. Não sou e nem pretendo ser pago por intelectuais da mídia globalizada. Escrevo o que penso e o que gosto ou não gosto. E no momento, não gostei deste disco.
Marcelo Teixeira.

Elisa Hideo disse...

Concordo!