segunda-feira, 15 de abril de 2013

Virgínia Rosa emociona público cantando Clara Nunes


Virgínia Rosa e eu após o show
Com um misto de emoção e carinho, a cantora paulistana Virgínia Rosa conseguiu exprimir muito mais do público cativo que conseguiu sambar, cantar e se emocionar cantando as músicas eternizadas por Clara Nunes. O tempo não estava propício aqui em São Paulo: chovia e fazia muito frio, mas as mesas foram todas tomadas e amparadas por todas as faixas etárias e por saudosistas que sentiram a presença de Clara. Quando Virgínia Rosa adentrou no local, vestida de branco com um colar no pescoço (que fazia lembrar as miçangas de Clara), o clima esquentou e uma saraivada de palmas ecoou. Virgínia Rosa cantou, emocionou e foi louvada pelo público ali presente. Sua voz poderosa eclodiu todo o teatro e o público ficou arrepiado a cada término de música.

Houve um momento marcante no show: assim que Virgínia terminou de cantar a primeira música, um senhor foi em sua direção ao palco e entregou-lhe uma pétala de flor. Foi um momento único e sublime, que deixou a todos maravilhados, inclusive a cantora, que, após o show, esteve com a pétala presente em suas mãos e por onde caminhava. Seu Nélson, que gesto espetacular e que ficará para sempre em minha memória e na memória de todos ali presentes. Parabéns.

Virgínia começou o show pontualmente às 15 horas, acompanhada de excelentes músicos. Cantou com determinação as músicas imortalizadas de Clara, como Tristeza, Pé No Chão, Galou Cantou, Menino Deus e quando O Mar Serenou surgiu, todos cantaram em uníssono, dando a sensação de que Clara estava presente.

Virgínia conseguiu uma façanha e tanta: ser diferente das muitas homenagens que estão por ai em homenagem aos 30 Anos Sem Clara. O show é marcado por sensibilidade (Basta Um Dia / Ser de Luz), emoção (O Mar Serenou), arrepios (O Canto das Três Raças / Iansã Cadê Ogum) e grandezas, como no caso de Nação e Morena de Angola, em que canta o refrão em língua africana. Um show a parte, Virgínia captou de uma senhora gentil e honesta a singela e cortante frase: Você é Luz! Não contive a vontade de chorar. Essa senhora gentil e honesta e que na qual Virgínia Rosa se encantou, chama-se dona Olga, uma fofura de senhorinha!

Virgínia é digna de homenagear Clara. Além de ter voz capaz de alcançar notas impensáveis, consegue cantar todas as músicas sem tropeçar, mantendo fôlego suficiente para engatar uma nova canção e sem errar ou trocar as letras. Cantou divinamente Feira de Mangaio e sambou ao som de Portela na Avenida.

Ainda assim, Virgínia Rosa continuará se apresentando Brasil a fora o espetáculo em que homenageia Clara Nunes e recomendo este grande show, com uma grande voz e com uma grande cantora, chamada Virgínia Rosa.
 
Foto 1: Virgínia e eu após o show
Foto 2: a pétala de flor entregue por seu Nelson a Virgínia Rosa ao fim da primeira música, Juízo Final. Emoção à flor da pele.

 

Virgínia Rosa canta Clara Nunes

Marcelo Teixeira

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A polêmica de Chico César em Odeio Rodeio




Chico: polêmica desde 2005
Chico César vem com a coragem e o bom humor suficientes para dizer - e gravar - Odeio Rodeio, uma música que parece simples, mas que carrega um peso enorme nas costas e que proporcionou a quase retirada de Chico das rádios do Brasil. A parceira de reclamação não poderia ser melhor e trouxe a tiracolo a segunda maior defensora dos animais, a cantora e compositora Rita Lee. Os dois gravaram Odeio Rodeio, música e letra de Chico e uma das duas faixas do CD Compacto e Simples, que tem também a canção Brega. Trata-se de uma inovação no formato do CD ou um revival dos antigos compactos de vinil - que continham 2 ou 4 músicas. É o quarto lançamento do selo de Chico, o Chita Discos.

Odeio Rodeio acabou se tornando um grito de guerra das entidades protetoras dos animais e o bordão dá nome à campanha lançada pela Associação Paulista de Auxílio aos Animais (Apaa), que tem até adesivos. Odeio Rodeio também estampa camisetas - uma delas usada pela cantora Pitty, que usou ostensivamente após o lançamento da canção.

 

Odeio rodeio e sinto um certo nojo

 Quando um sertanejo começa a tocar

 Eu sei que é preconceito, mas ninguém é perfeito

 Me deixem desabafar

(Trecho de Odeio Rodeio, de Chico César)

 

Rodeio e religião: se me perguntarem, digo que sou contra aquele e antipatizo com este. Mas só se me perguntarem. Tolero bem a existência destas duas expressões – a cultural e a divinação ao culto, ao ponto de buscar algo que as una em mim para que eu possa dar minha opinião. Sei que ninguém pediu, mas ideias ganham vida própria sem que digamos sim ou não.

Lá se vão quase sete anos do lançamento do desafio do cantor sertanejo Zezé di Camargo à roqueira Rita Lee para que esta provasse denúncias de maus tratos a animais durante os muitos rodeios realizados Brasil afora. Houve, por aquela época da composição, em parceria cantada com Chico César (hoje ocupando o cargo de secretário estadual de cultura da Paraíba), a proibição da canção ODEIO RODEIO, que viria enfurecer a ala pop de intérpretes de música caipira (gênero dominante em eventos country).

Polêmica velha e que se consumiu no deslinde do mau enfrentamento de ideias preconceituosas (Rita/Chico) versus defesa baseada em números (não levaram em conta o sofrimento dos animais) tais como a quantidade de empregos que os rodeios geram, retorno financeiro para as cidades que sediam grandes eventos, e que tais sertanejos usam e abusam. Reclamaram da música, reclamaram de Chico e Rita, houve muita discussão entre sertanistas com calças apertadas e cabelos arrepiados e nada pensaram sobre os animais.

Acompanhei a pantomima saboreando um bom contrafilé assado e dando razão à vegetariana Rita, mas sem dizer a ninguém minha opinião. Dizia apenas de si para si que o desnecessário e o ocre do rodeio poderiam ser testados com os peões sendo montados pelos bois e cavalos. Opinar contra isto ou aquilo, só se encostassem um punhal de prata em um dos meus olhos e dissessem: - Opine! Diga! E eu diria que sou contra rodeio, que vejo naquilo apenas crueldade e sadismo, nada mais.

 

A calça apertada, a loura suada, aquele poeirão

 A dupla cantando e um louco gritando “segura peão”

 Me tira a calma, me fere a alma, me corta o coração

 Se é luxo ou é lixo, quem sabe é bicho que sofre o esporão

(Trecho de Odeio Rodeio, de Chico César)

 

O fato é que este que vos escreve é homem comum como outro qualquer, e por ser comum tem hábitos considerados normais, anseios e ambições rastaqueras, desejos inimputáveis e sonhos tão recorrentes quanto ordinários. Ou seja, uma estrela no céu, uma gramínea no descampado, um automóvel em um congestionamento. Apenas mais um. Mais um entre tantos.

Assim sendo posso afirmar que, no mesmo instante que a música causa repulsa e estranheza, a mesma me atrai, me completa e me comove. Me atrai porque me faz observá-la (mesmo que longe); me completa porque ainda aposto que a canção poderia fazer parte de uma aventura minha e me comove pois sei que, para o indivíduo sertanejo, não é nada bom ler ou ouvir aquilo que lhe causa prazer, noutro provoca profundo, danoso e irreversível asco.

 

É bom pro mercado de disco e de gato, laranja e trator

 Mas quem corta a cana não pega na grana, não vê nem a cor

 Respeito Barretos, Franca, Rio Preto e todo o interior

 Mas não sou texano, a ninguém engano, não me engane, amor

(Trecho de Odeio Rodeio, de Chico César)

 

Todavia, não sou do tipo que faz comícios ou ergo bandeiras. Confio acreditando que as pessoas são livres para sentirem o justo, o grande e pequeno daquilo que realmente sentem, pública ou sofregamente. Só não encostem um punhal colorido em um dos meus olhos, dizendo: - Opine! Diga! Direi que sou contra o sertanejo sujo que se propaga em praça pública.

Creio piamente que ideais não devam ser impostos. Então, que os peões guardem seus punhais e deixem as pessoas refletirem a cerca de questões postas, nunca na ordenança falsa de formadores de opiniões charlatãs, que visam esconder a verdade e destroem o direito de um prazer existir naturalmente. Não acho possível que um boi pule daquele jeito só porque tem um peão em seu dorso, nem acho justo que uma parada evangélica seja realizada com dinheiro público (no único evento do interior paulista foi utilizado este expediente). Se me perguntarem, digo que sou contra. Aliás, sou contra a tudo o que seja manifestação pública: contra rodeios, contra sertanejos rotos e contra evangelizações fora do contexto.

E a polêmica Odeio Rodeio, que lançou pelo seu próprio selo e foi recusada em praticamente todos os canais de rádio e televisão para não ferir interesses econômicos óbvios e a suscetibilidade de alguns colegas, fez com que Chico César ficasse recluso por um tempo, lançando discos maravilhosos, mas que a mídia controladora não as permitiu divulga-las com exatidão. Uma pena.

 

Compacto e Simples / Chico César

Nota 10

Marcelo Teixeira

Show do Clube da Bossa com Márcia Tauil, Rogério Midlej e Nanan Catalão em Brasília


Grandes vozes
 A efervescência da boa música impera em Brasília e O Clube da Bossa espera você nesse sábado para mais um encontro com músicas que exigem sensibilidade e graça dos intérpretes. Vamos contar com a presença sempre muito aplaudida de Márcia Tauil, Rogério Midlej e da jovem Nanan Catalão. Na banda, o maestro Marcos d´Abreu estará no piano, responsável pelos arranjos, tocando junto com o violonista Alberto Gambirasio, o baixista Genaldo Mendonça e o baterista Rodrigo Galvão.

Local: Teatro SESC Sílvio Barbato, Setor Comercial Sul, Quadra 2, Ed. Presidente Dutra.
Horário: das 11:30 às 13:00 / Sábado
Não deixe de vir! Entrada franca!


 
Clube da Bossa com Márcia Tauil, Rogério Midlej e Nanan Catalão



 

 

 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Morra, Marcos Feliciano!


 

O deus Feliciano
Peço licença e desculpas ao leitor do Mais Cultura!, mas hoje o assunto não será música. Peço licença e desculpas aos leitores que lerem este artigo, assim como peço licença pelo espaço que tenho para poder expressar a minha indignação contra um pastor. Peço desculpas pelas palavras de baixo calão que poderei usar, mas serão ferramentas necessárias para que a minha expressão seja entendida por muitos. Chega de impunidade. Chega de pastorismos dominando ou tentando dominar o mundo. Chega de Silas Malafaia, Sônia Hernades, Marcos Feliciano. Chega. Estamos cansados de tanta palhaçada de um homem que serve a Deus e estamos exaustos de atitudes infantis de um homem que exerce uma das principais funções dentro do governo. Assim como ele tem suas opiniões, nós temos as nossas e assim como ele a expõe, nós temos também a honra e dignidade em poder expressar as nossas opiniões. A minha vontade era de arranhar a cara de Marcos Feliciano. Puxar seus cabelos e arrastar seu rosto pelo chão. Ver escorrer o sangue de sua face. Quebrar seus dentes. Arrancar suas orelhas. Puxar sua língua e cortar na faca.

Evangélico é igual a mim e a você. Somos irmãos, como eles mesmo falam. Evangélico é tudo igual. Roubam, matam, estrupam. Existe evangélico negro, branco, japonês, sueco. Existe evangélico sagaz, aquele que acredita no seu deus, mas que quando acaba o culto, pensa igual ao Feliciano. Existe evangélico que prega o evangelho no culto, mas enquanto o amigo vizinho esta orando silenciosamente, o evangélico aproveita a oportunidade e apanha seu dinheiro ou qualquer coisa que esteja a sua frente. Se Feliciano pode dizer que negros não é gente e que gay precisa morrer, eu posso fazer as duas coisas ao mesmo tempo: ser gay e negro. Aposto como o meu deus é igual ao deus dele. E eu não preciso de religião nenhuma para provar o quanto estou feliz com minha orientação sexual e com a cor a qual honro e adoro ter.

Pedimos um basta a este evangélico ladrão, assassino de mentes alheias e homossexual não assumido. Marcos Feliciano não é digno da função que exerce e muito menos é ser humano filho de seu deus todo poderoso. O seu deus é um deus falho, um deus desumano e um deus que não existe. Pois se existe um deus para Feliciano, este deus é a mente de satanás, que está presente em seu corpo, sua alma, suas vestes, seus passos, suas danças ridículas em cultos programados e destinados à bestas insanas e incapazes de crer.

Marcos Feliciano é o capeta ladrão do dizimo a qual a beata impiedosamente sã e caridosa deposita sua fé, achando que ele, Feliciano, é o deus aqui na terra. Deus que se sente o Silas Malafaia e a bispa Sônia Hernandez, a rainha do dizimo, do dinheiro, da beleza, dos cremes e do mundo americano. O deus de Silas não é o mesmo deus de Feliciano, assim como não é o mesmo deus de Sônia, nem de Edir Macedo, nem de Waldemiro, mas todos esses elementos da vida privada e reis de igrejas monumentais, entendem que não é preciso ser da mesma congregação. Basta mostrarmos as carteiras recheadas de dinheiro.

Tenho conhecimento de causa para poder dizer isso. Sou negro. Sou gay. Sou trabalhador. Adoro o que faço, amo a quem posso e nunca roubei um centavo do ser humano ao lado, nem nunca preguei uma oração destinada aos fiéis imbecis que ali estão.

Por falar nisso, estou pensando em não ser mais crítico musical e vou virar pastor. Irei gritar enlouquecidamente num palco, fingir fazer orações magistrais, receber o dizimo, pedir cartões de débito e crédito aos meus fiéis, exorcizar corpos em voga e entrar para um governo cristão, que aceite minhas ideologias e, assim, quem sabe, não fico rico ilicitamente?

Mas para isso acontecer, o Marcos Feliciano precisa morrer.

 

Morra, Feliciano!

Marcelo Teixeira

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Viva Cauby!


 

Cauby Peixoto: o Rei
Com 81 anos de idade, Cauby Peixoto ainda está na ativa – para a nossa eterna felicidade! Voz caracterizada pelo timbre grave e aveludado, mas principalmente pelo estilo dândi, que inclui figurinos e penteados excêntricos, Cauby está em atividade desde a década de 1940, aonde é conhecido no meio artístico como Professor. A família tinha a música no sangue; o pai tocava violão e a mãe bandolim; os irmãos eram instrumentistas, e o tio grande pianista. Foi considerado pelas revistas Time and Life como: O Elvis Presley brasileiro. Convidado para uma excursão aos EUA, onde gravou, com nome artístico de Ron Coby, um LP com a orquestra de Paul Weston, cantando em inglês. De volta ao Brasil, comprou, em sociedade com os irmãos, a boate carioca Drink, passando a se dedicar mais a administração da casa e interrompendo, assim, suas apresentações.

Em 1980, em comemoração aos 25 anos de carreira, lançou pela Som Livre o disco Cauby, Cauby, cujo é o melhor de sua carreira, com composições escritas especialmente para ele por Caetano Veloso (Cauby, Cauby), Chico Buarque (Bastidores), Tom Jobim (Oficina), Roberto Carlos e Erasmo Carlos (Brigas de amor) e outros. Bastidores, particularmente, se converteria em um dos maiores sucessos do repertório do cantor. No mesmo ano, apresentou-se nos espetáculos Bastidores (Funarte, Rio de Janeiro) e Cauby, Cauby, os bons tempos voltaram, na boate Flag (SP).

Em 1982 uma temporada no 150 Night Club (SP), com os irmãos Moacir (piano) e Araquem (piston) e lançou o LP Ângela e Cauby, o primeiro encontro dos dois cantores em disco, com sucessos como Começaria tudo outra vez (Gonzaguinha), Contigo aprendi (Armando Manzanero), Recuerdos de Ipacaray (Z. de Mirkin e Demetrio Ortiz) e a valsa Boa-noite, amor (José Maria de Abreu e Francisco Matoso).

Em 1989, os 35 anos de carreira foram comemorados no bar e restaurante A Baiuca (São Paulo), ao lado dos irmãos Moacir, Araquem, Iracema e Andiara (vozes). No mesmo ano, a RGE relançou o LP Quando os Peixotos se encontram, de 1957. Em 1993 foi o grande homenageado, ao lado de Ângela Maria, no Prêmio Sharp. Foi lançada pela Columbia caixa com 2 CDs abrangendo as gravações de 1953 a 1959, com sucessos como Conceição entre outros.

Atualmente, apresenta-se nas noites de segunda-feira no Bar Brahma, tradicional templo da boemia paulistana, localizado na mais famosa esquina brasileira (av. Ipiranga com São João, em São Paulo, Brasil), em temporada que já dura há mais de oito anos, com ingressos concorridos.

Não é a toa que Cauby é Cauby. Teatros lotados, bares repletos de pessoas ansiados por vê-lo e a mesma desenvoltura de um garoto de quinze anos, mas com a sabedoria de um senhor que nos ensinou tudo dos bastidores da vida através de um único gesto: respeito!

 

Viva Cauby!

Por Marcelo Teixeira

terça-feira, 9 de abril de 2013

Agenda Mais Cultura: De Tom a Tim, show de Nathália Lima em Brasília


 

Bela voz, belo som
Nathália Lima é uma das cantoras brasilienses com grande qualificação artística, voz sedutora, categoria digna do status que merece receber e consegue nos hipnotizar do início ao fim de uma canção. Recentemente gravou Elas Cantam Menescal, ao lado de Márcia Tauil, Sandra Duailibe e Cely Curado, tendo a participação do anfitrião, Roberto Menescal em praticamente todas as faixas. Nathália canta brilhantemente e agora os brasilienses, que já a conhecem, podem reverenciar a cantora mais uma vez. O Agenda Mais Cultura tem a honra de divulgar o mais novo show da cantora, De Tom a Tim, que, assim como a cantora sugere, é uma viagem musical.

O Show De Tom a Tim será uma viagem pela MPB e Pop Nacional. São destaques do repertório canções de: Tom Jobim, Chico Buarque, Dorival Caymmi, Djavan, Vanessa da Mata, Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, Zé Ramalho, Tim Maia e muito mais.

Se você está indo à Brasília ou está de passagem pela cidade, nada melhor do que assistir a um bom show, acompanhado de uma boa voz, com um show intimamente brasileiro.

É nesta quinta!

 

Voz: Nathália Lima

Violão: Hugo Coêlho

Percussão: Jorge Macarrão

 

Local: 11.04 no Nosso Mar (115 Norte) Brasília

Horário: 21:30

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A volta de Alexandre Pires ao Só Pra Contrariar


Será que ele aguentará a pressão?
Que a carreira de Alexandre Pires não decola mais, disso todo mundo já está sabendo. Saiu do grupo Só Pra Contrariar, que era líder absoluto na década de 1990 e início dos anos 2000 para tentar carreira solo e desandou de vez, assim como a maioria dos líderes de grupos pagodeiros da época, como Netinho, do Negritude Júnior, Leandro Lheart, do Art Popular e Chrigor, do Exaltasamba, entre muitos outros que aderiram a carreira solo. Muitos pararam no decorrer da carruagem, outros foram sendo esquecidos merecidamente, pois não desenvolveram nada artisticamente, mas alguns esforçados tentaram a risca manter-se firme a musicalidade que lhes foi permitida por jabazeiros irresponsáveis.

Alexandre Pires tentou carreira de diversas maneiras: de cantor romântico, brega e neo-sertanejo, todas as tentativas foram irrisórias e cansativas, sem sucesso nenhum. Tentando carreira internacional, o fiasco foi ainda maior, embora tenha cantado para o então presidente americano George W. Bush o Hino Nacional e algumas músicas bossa novistas. Enquanto Alexandre Pires tentava a carreira solo, o grupo que ele deixara no passado, Só Pra Contrariar, vinha com carga nova, tendo a frente o irmão de Alexandre, Fernando, que não tinha carisma algum, não trouxe inovações e, para complicar, o grupo cantava as mesmas canções de quando tinha como líder o cantor que revelara o grupo, Alexandre Pires.

Depois de polêmicas com macacos, louras, canções brasileiras para políticos norte-americanos e tentativas em vão em terras desconhecidas, Alexandre Pires volta ao grupo que o revelou, Só Pra Contrariar, com ternos muito bem alinhados, instrumentos muito bem alinhados, mas com nenhuma novidade, nenhuma música nova e cantando os sucessos de outrora.

Voltar às origens não é nenhuma vergonha, afinal, com tantos altos e baixos, nada melhor que tentar alavancar o nome do grupo, mas são resquícios de que algo de errado aconteceu. Afinal, a ganância de Alexandre em tentar carreira solo, deixando um grupo sólido, fez com que o mesmo entrasse em vários conflitos e enrugando o som, a qualidade e a imagem de todos. Alexandre Pires está mais velho e não está com cara de quem está feliz retornando ao grupo, cantando as mesmas músicas. O pagode tenta resistir ao tempo e tenta voltar às suas origens, que é trazendo seus líderes de volta.

Mas a volta de Alexandre Pires talvez tenha um propósito: demolir a hegemonia de Thiaguinho, que vem brilhando maravilhosamente bem sua trajetória depois da bem sucedida carreira no Exaltasamba e de Péricles, que também teve uma história marcante no mesmo grupo e que hoje trilha um caminho inverso, com muitos aplausos e carinhos do público.

Trazer Alexandre Pires de volta ao Só Pra Contrariar foi um dos pesos mais complexos que a indústria da música pode carregar. Veremos se o grupo resistirá ao tempo, se irá trazer alguma novidade futura ou se será alguma fase passageira (a qual eu acho) e eu estarei aqui, sentado e de camarote, tentando visualizar o que realmente aconteceu para tamanho desastre musical.

 

A volta do Só Pra Contrariar

Marcelo Teixeira

 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Agenda Mais Cultura: Lançamento do DVD de Luiz Marques em Minas Gerais


 
Grande voz, grande cantor
O sensacional cantor e compositor mineiro Luiz Marques lançará seu primeiro e honroso DVD neste domingo, dia 7 de abril, no Teatro da Biblioteca Pública, às 19 horas. Vale a pena conferir todo o trabalho deste cantor, que consegue ser primoroso em suas canções, nos dando a dimensão de sua voz e talento à músicas ricas em melodias e com um lirismo a flor da pele. Luiz Marques é um dos melhores cantores da atualidade e faz de Minas Gerais um dos melhores pontos do Brasil como a efervescência mineira.  

 

Dia: Domingo - 07/04/2013
Local: Hora: 19:00hs Praça da Liberdade , 21 – Funcionários

 

Luiz Marques - Lançamento do DVD Mira Certa

Preços: R$10,00 inteira e R$5,00 meia entrada.

Classificação: Livre

 

Na onda dos Novos Baianos


O quarteto baiano e original
Os Novos Baianos é uma banda excepcional, que além de ter um talento imenso para rock de todos os jeitos, consegue unir este rock aos ritmos baianos como o samba e o chorinho, às vezes até o frevo, de forma fantástica. Em meio à guitarras elétricas, pandeiro, letras singelas ou muito loucas (mas ambas muito bacanas) e vocais maravilhosos da Baby, do Paulinho e do Pepeu, os Novos Baianos conseguem passar uma leveza, um despojamento e uma simplicidade quase infantil que não se vê em outras bandas, eles passam a essência baiana, e isso torna ainda mais fantástico o som deles. Os Novos Baianos são mais do que uma banda, são uma família, é muito bacana observar as capas e os encartes dos discos deles pois podemos ver inúmeras crianças e bebes, filhos deles, eles eram uma comunidade, moravam juntos, tocavam juntos, viviam em grupo, e talvez por isso façam um som tão acolhedor.

Só o fato de a banda ter uma pessoa que não toca e não canta, apenas faz as letras, o Galvão, já é um diferencial muito interessante, assim como outra pessoa que intriga e merece destaque que é a excêntrica Baby Consuelo. Com um jeito muito louco, uma voz maravilhosa e uma personalidade muito figura, a Baby tem ainda mais prestígio comigo do que a Rita, pois não faz qualquer esforço para ser uma pirada muito leve, muito legal. Foi muitos anos casada com o Pepeu e é legal comentar a forma como se conheceram, já que foi bem... diferente:

Diz Pepeu que andava pelas ruas de Salvador com a turma que veio a se tornar a banda quando viram um brilho na testa de uma garota que também andava pela rua. Ao se aproximarem viram que o que brilhava era um espelho que a garota amarrara na testa, essa garota era Baby, que diz que amarrou o espelho para que as pessoas se vissem dentro da cabeça dela.

Os Novos Baianos é uma fenomenal e graças a Deus lançou muitos discos bons e maravilhosos e vale a pena ouvir todos eles, sem cansar a memória e aprimorando seu gosto musical.

 

Os Novos Baianos

Marcelo Teixeira

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mariene de Castro se transforma em Clara Nunes


 

Homenagem à Guerreira
Homenagear Clara Nunes não é uma das tarefas mais fáceis para uma cantora que é pouco conhecida no cenário musical, ainda mais para a cantora guerreira Mariene de Castro. Considerada por muitos como a nova Clara (título que já foi utilizado por Vanessa da Mata em início de carreira), Mariene segue com total maestria no lançamento de seu DVD em homenagem à grande guerreira maior, a cantora que deu voz e vida ao samba e que abriu caminhos para Alcione, Dona Ivone Lara e Leci Brandão brilharem. Cantar foi uma das maneiras que Clara conseguiu mostras as pessoas toda a sua qualidade e profissionalismo e, de quebra, conseguiu angariar uma legião de fãs espalhados pelos quatro cantos do Brasil, transformando-se num ser de luz, com uma radiação pura e profunda, que talvez nenhuma outra cantora tenha. Sendo uma sabiá (apelido dado com carinho por Vinicius de Moraes), Clara foi uma das maiores cantoras do país e aqui no Mais Cultura, ela alcançou o segundo lugar na seleta lista das trinta maiores cantoras do Brasil.

A consternação vem do subversão entre a vontade e as dificuldades de vida e Clara teve algumas dificuldades na vida. A missão de Clara talvez tenha sido cumprida e ouvir Minha missão, de Paulo César Pinheiro e João Nogueira, trata de uma criação e resignificação da vida pela canção, pelo canto, no cantar. O sujeito canta a própria dor que carrega o mundo e há falta de felicidade: Quando eu canto / É para aliviar meu pranto / E o pranto de quem já / Tanto sofreu, sibila Mariene de Castro (Ser de luz - uma homenagem a Clara Nunes, 2013). O cantar é oferecido, então, como uma garrafada de ervas consumidas –  pois cantar cura.

Canto para anunciar o dia / Canto para amenizar a noite / Canto pra denunciar o açoite / Canto também contra a tirania / Canto porque numa melodia / Acendo no coração do povo / A esperança de um mundo novo / E a luta para se viver em paz, canta Mariene de Castro com a deprimida vitalidade de quem vivencia as ansiedades do súdito da canção. Dor que rima com entrega lúcida à vida. Dor consciente dos prazeres e dos infortúnios de viver. Tudo isso gira na voz quente e épica de Mariene de Castro.

Determinações, nada deterministas, ao contrário, tomadas mesmo como signos do viver, engendram o fazer cancional, por movimentar, organizar e reapresentar sabedorias coletivas e comuns inerentes ao humano. Quando eu canto, a morte me percorre / E eu solto um canto da garganta / Que a cigarra quando canta morre / E a madeira quando morre, canta, diz Clara Nunes. Cantar é, portanto, interferir da dicotomia vida e morte.

Penso que acreditar que apenas a tradição, como se esta não dependesse da traição a si mesma – da inovação – para se reinventar e permanecer como tal (tradição), contém o núcleo luminoso da identidade nacional, é deixar de entender para que se canta: para anunciar o dia / para amenizar a noite / pra denunciar o açoite / também contra a tirania. E as mídias de reprodução têm servido de aliadas da preservação e da afirmação de identidades e culturas, ao revelar e disseminar continuamente o tupi e o alaúde, mitos e essências de brasilidades. Quando eu canto / Estou sentindo a luz de um santo / Estou ajoelhando / Aos pés de Deus, canta Mariene.

O cancionista – a neo-sereia, porque midiatizada – é o médium, a mediação orgânica, das sereias, musas, dos santos, orixás, mitos em complexo signo de rotação, no Brasil. Mariene de Castro apresenta uma voz de timbração forte, de mulher guerreira, sensual e nossa, brasileira, entre a sala e o terreiro, quente. A dicção está cheia de vigor e na própria entoação verificamos uma afirmativa certeza da beleza repleta de fulgor e encanto. A vida pulsa aqui, na voz de quem sabe para que canta: para remelexer a estrutura do nosso instinto caraíba.

Clara Nunes nos deixou em pessoa física. Mariene de Castro a interpretou, apenas. A semelhança entre as duas é existente e cabível de comparações verdadeiras e similares. A luz ainda não se encerrou no fim do túnel e nem a presença de Clara se escondeu no mais profundo breu. Mariene veio para comprovar que ainda temos muito o que saldar a nossa guerreira filha de Ogum com Yansã.

 

Um Ser de Luz (Homenagem a Clara Nunes) / Mariene de Castro

Nota 10

Marcelo Teixeira

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cala a boca, Joelma!


 

Infâme
Quer quebrar os CDs da banda Calypso? Este é o momento. Quer jogar os CDs da banda Calypso no lixo? Este é o momento. Quer odiar a cantora Joelma? Este é o momento. Indo de encontro com a piedade pagã de deuses da evangelização no Brasil, Joelma cometeu o maior de seus pecados, confidenciando em público a discriminação contra gays e os associando aos drogados. Joelma recentemente tem se defendido das acusações e postado vídeos na internet, a ponto de se autopromover e, evidentemente, não perder seu público, que até então era cativo e formado, especialmente, por gays. Joelma cometeu o maior de seus pecados, atacando de forma incoerente e dissimulada, homens e mulheres que gostam do mesmo sexo, alimentando e fomentando, assim, a luta a favor dos evangélicos que vem propiciando, a cada dia, um horror a parte.

Joelma ficou famosa nos anos 2000 como a nova cantora do momento, quase derrubando o império de Ivete Sangalo, mas não conseguiu derrubar os méritos das carimbadas cantoras dos anos 60, 70 e 80. O magnetismo de Joelma foi tanto, que a cantora conseguiu emplacar sucessos consideráveis na mídia, sendo executada insistentemente nas rádios. A banda Calypso obteve êxito maior que outras bandas do mesmo segmento e conseguiu atrair milhares de fãs pelo mundo afora, a maioria gays e simpatizantes.

A música de Joelma é um lixo e eu mesmo constatei isso aqui no Mais Cultura, com a colocação dela entre as piores cantoras do Brasil, estando no mesmo páreo que Paula Fernandes e Wanessa, e de cantores como Belo, MC Catra e Latino. Joelma é um lixo em todos os aspectos e sua voz é afetada, histriônica, chata, desengonçada e perturbadora. Sua aparência é horrenda, seus cabelos são postiços, seus dentes são encomendados e suas danças, roupas, balangandãs são frutos do chamado mundo gay. Mundo gay este que esta senhora de voz anasalada atacou ferozmente.

Não tenho nada contra a cantora Joelma, salve o título de pior cantora do Brasil. Não gosto de suas danças, suas músicas, suas vestes. Não gosto de sua voz falada. Joelma me passa a imagem de uma enganação. E enganação por enganação, prefiro ficar assistindo a programas populares que é transmitido em horário nobre nas férias escolares, que é mais prazeroso neste caso e se torna o lazer mais culto que possamos pregar. Joelma é o arroubo que a sociedade transgressora um dia a colocou no pedestal mais alto de um mirante que agora tende a cair.

A música popular brasileira não perdeu absolutamente nada. Aliás, nunca ganhou. Joelma não é uma cantora digna da categoria, nem de merecimentos, muito menos de ser considerada uma das melhores ou (como alguns a chamavam até ontem) a diva. Aconselho a quebrarem seus CDs, rasgarem suas fotos, picharem suas imagens, riscarem sua boca. Aconselho esquecermos a Joelma para todo o sempre. Aconselho, antes de mais nada, a não chamarem de cantora a preconceituosa Joelma. Aconselho, sim, a chamarem de Xoelma!

 

A ruína de Joelma

Marcelo Teixeira

terça-feira, 2 de abril de 2013

Clara Nunes - 30 Anos de Saudades


Clara - 30 Anos depois...
Hoje completa 30 anos sem Clara Nunes. Trinta anos de saudades, trinta anos sem uma das maiores cantoras que o Brasil já produziu e trinta anos com um lugar vago, ausente e triste. As manhãs nunca mais foram as mesmas depois que Clara partiu, em abril de 1983. Eu era muito pequeno quando tudo aconteceu, mas minha mãe, dona Maria Geralda, mineira como a Clara, me contaria tudo e um pouco mais sobre o fatídico dia 2. Perder a maior cantora de samba do Brasil não era tarefa fácil de suportar, tampouco de assimilar, mas Clara partia e deixava sua marca registrada como sendo uma guerreira, batalhadora e humana. Genuinamente brasileira, Clara Francisca Nunes Pinheiro foi e ainda é a maior cantora do país e sem sombra de qualquer resquício ou vestígio, vai ser a detentora de todos os méritos que uma mulher possa receber. Hoje completamos trinta anos de uma saudade que nunca vai deixar de existir e mesmo que as manhãs não possam ser mais as mesmas, Clara Nunes deixou um sorriso em nossos lábios, músicas em nossa mente e uma sabedoria em nossos corações.

 

Clara Nunes – 30 Anos de Saudades

Marcelo Teixeira

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Entrevista com Simone Guimarães - Segunda Parte


Simone Guimarães
É sempre uma grande satisfação conversar ou trocar algumas palavras com a espetacular Simone Guimarães: além de grande cantora e compositora, com discos bem caprichados, duetos com ícones da MPB, como Maria Bethânia e Milton Nascimento, Simone é, também, uma intelectual que pensa e muito nos segmentos do Brasil e na luta a favor da nossa cultura. Nascida em Santa Rosa de Viterbo, interior de São Paulo, hoje a cantora faz parte da efervescência que Brasília produz, estando ao lado de cantoras como Márcia Tauil, Sandra Duailibe, Roberto Menescal, Miúcha e outros, levando muita música de qualidade para os quatro cantos do país. Nesta primeira parte da entrevista, Simone Guimarães nos brinda com sua inteligência e sapiência em ver as coisas mais simples se transformarem em algo valioso. O Mais Cultura! (ou o Espaço Azul, como ela mesma apadrinhou o blog), tem o enorme prazer estar sendo condecorado com suas ricas frases de efeito moral. Hoje publico a segunda parte da entrevista que Simone Guimarães me concedeu com exclusividade.
 
 
MT - Existe a possibilidade de vermos um show seu em São Paulo para este ano de 2013?
SG - Sim. Vários convites já apontados. Minha nova produção caminha no sentido de divulgar o novo trabalho que lançarei ainda este ano em todas as capitais, num elogio rasgado a Bossa nova e aos anos 60. Será trabalhoso, mas valerá a pena. O disco está sendo confeccionado com direção musical de Ocelo Mendonça, grande artista cearense aqui de Brasília.
 
MT - Você participou do CD Pietá, de Milton Nascimento, considerado por muitos uma obra-prima do cantor. Milton é o seu padrinho musical. Já pensou em fazer um CD somente com músicas dele?
SG - Claro que sim, chegará o momento! Esse está na lista dos trabalhos mais eminentes por conta do aniversário do Bituca e do movimento Clube da esquina.
MT - Você dedicou um disco inteiramente ao cancioneiro do compositor Isaac Cândido, no disco Cândidos, pelo selo Independente. De onde nasceu a ideia de fazer esse disco, resgatando e o homenageando?
SG - Eu tenho uma admiração imensa pelo Ceará contemporâneo. Existe muitos artistas e poetas que criam coisas maravilhosas. Isaac é um aglutinador. Se você observar, esse disco traz muitos letristas diferentes e são poetas sublimes de lá. Além de ser o Isaac um ser humano admirável, já venho cantando sua obra há algum tempo. Me chama atenção pelo sentimento desprovido de vaidade na arte.
MT - É sempre difícil uma cantora dizer qual a sua melhor criação, mas pra você, no seu mais intimo pessoal, qual é o seu melhor CD?
SG - Flor de Pão é um disco para mim muito representativo como letrista . Tem nele uma música em parceria com Antonio Carlos Bigonha que eu acho que é minha melhor letra: Confissão gravada por Nana Caymmi em seu disco recente Sem poupar coração e Aguapé como cantora, mas o que eu mais gosto é o que estou fazendo agora. rssss!
MT - Simone Guimarães por Simone Guimarães é?
SG - Meu Bisavô paterno nasceu em Veneza, já o materno em Reminni, os dois na Itália. Tenho um avo português e uma avó afro-decendente da pela morena, sou carioca, paulista e cearense, moro em Brasília e sou brasileira da Gema e as claras, devota de Nossa Senhora de Nazaret. Adoro Belém do Pará e mais recentemente estou apaixonada pelo Sudoeste do plano Piloto de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.
MT – Obrigado, Simone, por conceder esta entrevista.
SG - Eu é que agradeço, Marcelo. Muito obrigada.
 
Entrevista com Simone Guimarães
Por Marcelo Teixeira