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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Marília Mendonça e a retratação infiel do sertanejo brasileiro


O estranho, o sertanejo e a Marília
Nem tudo aquilo que reluz é ouro e nem tudo aquilo que é meramente repentino é sensacional. Muitas vezes aquilo que é novo passa a ser algo supérfluo e aquilo que não é escutado com cautela com o tempo nos revela ser uma grande obra prima. Pode acontecer também de surgir do nada uma nova voz e acharmos que trata-se de uma voz poderosa e que marcará gerações, mas também pode ocorrer dessa mesma voz ir se desmanchando com o tempo, ficando irresistívelmente cansativo e atemporal. Poderia eu ficar aqui destilando mil e uma formatações de vozes e estilos, assim como eu poderia ir direto à chave central deste artigo: em 2016 o Brasil viu surgir uma nova voz sertaneja que eclodiu pelos quatro cantos do país como sendo uma revelação musical dita da melhor qualidade, do melhor estilo e do melhor momento. Evidentemente que Marília Mendonça não é uma voz carismática, Marília Mendonça não é um talento aprazível, Marília Mendonça não é uma grande revelação da música sertaneja, Marília Mendonça não é nada, a não ser uma cantora que acha que é cantora, que não tem postura alguma de cantora, que não canta absolutamente nada de novo e que não vai ser nada de nada. Com uma voz que nos remete à Ana Carolina (apenas uma comparação de vozes, não querendo rebaixar em hipótese alguma a cantora Ana Carolina), Marília Mendonça surgiu em um momento em que o estilo sertanejo pedia. Enquanto Anitta briga com Ludmilla um espaço vanglorioso dentro de seus estilos pop urbano, Sandy, Manu Gavassi e Wanessa duelaram um espaço entre o público jovem e pré adolescente, Ivete Sangalo e Claudia Leite foram assistidas de camarote por Daniela Mercury para ver quem é a mais legítima baiana e Luan Santana agora encontrou em Tiago Iorc um desafio irrecusável, Marília Mendonça foi fabricada às pressas para duelar diretamente com a desamparada Paula Fernandes. Óbvio que o brilho das duas sertanejas se sobrecaem repentinamente em um emaranhado de superficialidades musicais e estéticamente falando, mas o fato é que Marília não se comporta como cantora e nunca será dita de ser uma a altura das grandes divas sertanejas, como Inezita Barroso ou As Irmãs Galvão. Falta-lhe coro, falta-lhe estima, falta-se discernimento acentuado de mulher, falta-lhe estilo, falta-lhe carisma, falta-lhe tantos adjetivos que não me atrevo mais a continuar. Com uma brega música ridícula que gruda na mente, a neo-cantora parece que engoliu um balão de oxigênio e flutua nos palcos como se fosse balão inflamado. Caracteristicamente, sua voz não agrada, seu sorriso é forçado, suas vestes não se adequam e sua tez é de uma pessoa mundana, meramente comercial, nada cultural. Infelizmente o Brasil carece de cultura e, mesmo tendo que respeitar diversas delas, somos obrigados a aceitar Marília Mendonça dentro dessa parte globalizada. Sendo a nossa Adelle suburbana, Marília Mendonça consegue ser o fundo do poço que assolou o mundo sertanejo com vozes femininas depois de Paula Fernandes e nesse estilo quem se salva é Bruna Viola, que é a típica cantora regional com prestígio e determinação musical invejável.O que me dói como ser humano é ver diversas mulheres se passando por Marília Mendonça retratada em suas músicas. Uma pena que isso aconteça, pois enquanto mulheres se sentem traídas e infiéis, mais o mundo globalizado perde seus direitos éticos e morais.

 
Marília Mendonça e a retratação infiel do sertanejo brasileiro
Por Marcelo Teixeira

sábado, 1 de novembro de 2014

Os encontros desprezíveis de Paula Fernandes


Um disco qualquer em sua carreira
Não consigo entender ainda qual a finalidade de Paula Fernandes na música popular brasileira: fanha, não abre a boca para cantar (talvez inventando um novo gesto para balbuciar suas próprias palavras cantadas) e sem postura de palco (a cantora ainda não consegue se soltar no palco), Paula Fernandes é um caso raro de cantoras sertanejas sem atração alguma. Estrela apagada que és, a cantora só consegue despertar a atenção dos desmiolados, incapazes de perceberem o quanto seu talento e insignificação na música atual é desprezível. Além da falta de carinho e empatia, Paula é uma das cantoras que, mesmo ganhando mais dinheiro e sendo mais querida pelo público, é a cantora mais chata e insensata do segmento, deixando para trás a imagem doce e característicamente rotulado de outras fontes de alimentação do mundo sertanejo, como Roberta Miranda, Sula Miranda, As Irmãs Galvão, entre outras. Não me conformo como conseguiram moldar uma cantora deste naipe sem a emoção, sem o sentimento maior, sem expressão facial, sem linhas de pensamentos fluentes, sem absolutamente nada na cabeça, como fizeram com Paula Fernandes. Recentemente, a cantora lançou o disco Paula Fernandes – Encontros Pelo Caminho (2014 / Universal Music / 31,90), um álbum duplo contendo participações magistrais como Vitor e Léo, Hebe Camargo, Almir Sater e até Frank Sinatra. São encontros grandiosos, mas que a cantora deixa a desejar conforme vai entoando cada nota musical com sua voz paupérrima: quando ela canta com Almir Sater Tocando em Frente, há falta de sincronismo entre o cantor (o criador) e a cantora (a que se diz cantora). A química não rolou e a tentativa de fazer com que a música ficasse mais viva na memória das pessoas caiu por água abaixo. E não foi culpa de Almir, mas sim pela voz canhostra e horrível de Paula, que insiste em não querer abrir a boca! Mas de que adianta tanta produção, se o principal produto não é fornecido conforme o selo de qualidade exige: a voz de Paula Fernandes. Com uma capa paupérrima, remetendo a um de seus primeiros CDs, Pássaro de Fogo, e com um ar meio angelical, a cantora tenta passar a imagem de boa moça, de quem sabe fazer a lição de casa, mas na verdade, ainda não saiu da terceira nota musical. Não vi nada de especial neste álbum duplo e não vi nada de espetacular no conjunto da obra: Paula canta cada vez pior, com uma voz anasalada pueril, com o mesmo sentimento tacanho e com ares de menina pobre do sertão. A capa nos remete a um tempo de infância perdida da cantora, com um sertão por detrás dela, nos dando a impressão do longo caminho percorrido da cantora até o encontro definitivo com a música sertaneja. Definitivamente, o mundo sertanejo merece muitas coisas, descartáveis ou não, e Paula Fernandes é uma dessas coisas descartáveis. Ainda acredito na força estranha e natural de uma divindade qualquer que faça com que Paula ou se cale de vez ou simplesmente evapore da face terrestre. Enquanto isso não acontece, somos obrigados a aturar seus discos (agora duplos) e com a mesma ladainha canina de sempre: voz fanha, rouca e sinistra.

 

Encontros Pelo Caminho / Paula Fernandes
Nota 6
Marcelo Teixeira

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O tempo de Anitta está se acabando


Show de horrores
Anitta é uma cantora popular que canta músicas que o povão gosta de ouvir: mulher poderosa, popozuda, sensual, que trai o marido, que sempre está por cima da carne alheia, mas o que Anitta não sabe é que ela é um fantoche da música popular brasileira e sua música é tão pobre e fraca que dá pena vê-la cantar e dançar e retorcer toda para parecer sensual. Anitta surgiu cavalgando no meteóro de Luan Santanna, caiu no palco da música popular, diz que é tímida, que foi pobre, que ama Sandy, idolatra Naldo, mas é fraca ao ponto de ser uma mulher infâme ao ponto de ser infâme. Anitta (2013 / Warner / 24,99) não acrescenta em nada na nossa rica cultura e a prova maior disso é seu disco de estreia, intitulado Anitta, com dois T para que ninguém possa esquecer ou confundir com as futuras anittas no mercado. O fato é que Anitta tem percentual para a burrice: ouvi seu disquinho e pude constatar que o disco é todo parecido, com uma música se igualando a outra. Resultado: Anitta consegue não apenas ser infâme, mas capacitada de pouca inteligência para conseguir não cantar músicas diferentes da tal Show das Poderosas, que consegue ser um estrondoso sucesso Brasil a fora. Pudera, a música gruda feito chiclete em nossos ouvidos e a toda hora temos que dizer prepara.

Não estou aqui destilando venenos na coitada da Anitta e me perdoeem os leitores que estão acostumados a lerem artigos mais piedosos, mas Anitta consegue carregar todos os adjetivos possíveis à sua pessoa. Mas o que me chama a atenção nela é a sua capacidade de ser uma pessoa diferente dentro da MPB: ela consegue usar suas artimanhas para conseguir se privar de ser o que ela é. Além de infâme, o disco é fraco, fraco, fraco. Fraco, aliás, igual seu grupo seleto de amigos cantores, que conseguem fazer do povo brasileiro um seleiro de cabeças ocas.

Anitta é a aberração cantante que surgiu nos últimos anos. Sua voz, assim como seu disco inteiro, é cansativo, deprimente, sofrido. Mas depois de tanto apreciar, estudar, tentar dialogar com amigos sobre sua pessoa (e música), cheguei a conclusão de que Anitta é a junção de tudo de ruim que assola a música popular brasileira alguns anos. Dentro da Anitta existe um pouco de Sandy, Wanessa Camargo, Joelma, Paula Fernandes, Perlla, Kelly Key e isso apenas para ficar nas porcarias musicais.

Anitta talvez não esteja preparada para encarar o ostracismo em sua carreira. Se a cantora voltar com um disco novo com as mesmas propostas que este primeiro, certamente será encaminhada para o limbo das cantoras sem futuro incerto que existem por ai. Seu disco de estreia é chato e serve apenas para embalar funks melódicos e festas amaldiçoadas. Embora seja dançante, a maioria das músicas e danças de Anitta nos levam a sensação de que Show das Poderosas não tem um fim especifico. Oremos para que isso aconteça logo e que deixemos de ouvir e ver a presença tão onipresente de uma pessoa caricata e pueril. Seja como for, o tempo de Anitta está se acabando. Será que ela está preparada?

 

O tempo de Anitta está se acabando / Anitta

Nota 1

Marcelo Teixeira

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Carla Visi estraga os clássicos de Clara Nunes em tributo


Carla: convidados sem graça
Vou direto ao ponto: Carla Visi estragou a obra deixada por Clara Nunes. Guerreira de Minas Gerais, Clara (1942 / 1983) deixou um legado e tanto para a posteridade, com grandes músicas e sambas cadenciados pelos melhores compositores de seu tempo e que se transformou em algo quase intocável e motivo de inspiração para muitas cantoras boas que surgiriam ao longo desses anos. Mariene de Castro, Fabiana Cozza e Virgínia Rosa são as cantoras que mais se inspiram na beleza no canto de Clara Nunes, assim como Mariana Aydar, Vanessa da Mata e Marisa Monte, que já deixaram claro e evidente em entrevistas que foram inspiradas pela Guerreira. Neste ano realiza os 30 anos de morte dessa grande cantora e homenagens foram pontuadas de canto a canto do país, deixando ainda mais um rastro de saudades e encantamento por Clara. Mas enquanto algumas homenagens são ditas boas, outras são capengas e mediocres a ponto de entrar para a história musical como o pior volume discogrÁfico dos últimos tempos.

Carla Visi é uma boa cantora, tem carisma, voz, mas seu canto não passa do insulto musical que embalou o Brasil com suas músicas baianas de baixo calão e duplo sentido oriundo.  Feito às pressas e com um acabamento horrendo, Carla homenageou Clara na pior das homenagens e fez do tributo algo comercial demais, horrível demais e sofrível demais. Talvez o que diferencie este trabalho de outros lançamentos, sejam as músicas praticamente esquecidas que Clara gravou no início de carreira e que hoje em dia quase ninguém reconhece. O fã mais ardoroso com certeza se sentirá privilegiado ao ouvir canções como Dia de Esperança, lançado em 1966 e que aqui é cantado em dueto com a neo-sertanejinha Paula Fernandes. Ou então sentir orgulho em ouvir Tributo aos Orixás, música competente e com lirismo puro, cujo quase não é tocado por outro músico e que foi gravado em 1972. De 1969 veio Foi Ele, composta por Carlos Imperial e que praticamente Visi a retirou do baú. Mas é só.

Sinto vergonha em poder ouvir Carla cantando sucessos de Clara ao lado de Paula Fernandes, Péricles ou Thiaguinho, músicos que talvez nem conheçam ou tenham intimidade com a obra maravilhosa de Clara. Ser diferente de outras grandes interpretes para fazer um disco em tributo é tudo o que uma cantora quer na vida, mas fazer estardalhaço com a obra da homenageada é outro patamar. Clara merecia tratamento melhor, assim como fizeram Virgínia Rosa no show que vem realizando desde o ano passado, o belissímo e emocionante Virgínia Rosa canta Clara ou da premiadissíma Fabiana Cozza, que vem emocionando corações com seu canto forte em Canto Sagrado, cujo foi realizado recentemente um DVD sobre o espetáculo.

Homenagem é homenagem, mas precisa ser muito bem feito, caprichado e ainda mais por se tratar de uma das maiores cantoras do Brasil. Cantores como Daniela Mercury, Péricles, Paula Fernandes e Thiaguinho dividem o microfone com a baiana em algumas das longas 17 faixas do álbum. Com Daniela, por exemplo, ela canta Morena de Angola e já em O Canto das Três Raças, a ex-vocalista da banda Cheiro de Amor faz dueto com Péricles.  Aí eu pergunto: qual a ligação dessas vozes com a obra de Clara? Paula Fernandes, rainha do sertanejo empobrecido cantando os sambas de Clara? Tem algo errado neste samba.

Carla Visi Pura Claridade (2013 / Sony Music / 29,99) é um dos piores momentos da música popular brasileira. Sem beleza, sem samba no pé, sem malemolência, Carla deixa a peteca cair a cada faixa embalada por seu canto, que não entusiasma em momento algum. O que poderia ser um verdadeiro caminho para o sucesso (como o caso de Mariene de Castro, Fabiana Cozza e Virgínia Rosa com seus shows abarrotados de pessoas ávidas por ouvirem as músicas de Clara), Carla deixou de mão o carinho, o afeto e a respeitabilidade oferecida para cair em um nicho cheio de pólvora incapaz de ser lembrado.

Carla Visi continua linda demais, cantando bem demais, mas errou e muito ao se apressar para fazer este disco como forma de tributo. Errou na capa, errou na escolha dos convidados e continuará errando quando não estudar o que se quer apresentar. Ser leiga no assunto requer estudos, requer profissionalismo, requer qualidade e Carla não soube aproveitar este momento tão importante que seria para a sua vida musical, tendo em vista que a cantora amargura vez por outra ostracismos longos.

 

Carla Visi estraga os clássicos de Clara Nunes em tributo

Nota 1

Marcelo Teixeira

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A parte mais oca de Paula Fernandes - a sua música!


Ela ainda utiliza playback nos shows
Quanto mais porcaria, maior o ibope. Sei que a cafonalha brasileira irá execrar esta postagem e certamente irá discordar da minha opinião, mas não importa, terão que engolir, pois é a mais pura verdade. Sinceramente eu acho a mineira Paula Fernandes um dos maiores desperdícios da música tupiniquim, pois a moça tem um prodigioso talento vocal, a despeito das falsetas e estilo meio fanhoso que adotou depois que criou fama nacional, com uma baita voz, que é mais do que razoavelmente afinada e toca um violão, sem ser nenhuma virtuose, até que acima da média. Mas o repertório, pelo amor de deus, é lastimável, de um mal gosto quase sem precedentes. E não digo isso por ela cantar músicas sertanejas, pois mesmo não sendo fã do gênero, sei reconhecer que existe muita coisa boa no universo sertanejo. Porém o repertório que esta coitada escolhe (ou quem escolhe por ela) é insuportável, inaudível para qualquer um com um certo bom gosto, mas claro que gosto não se discute, apenas mal gosto comenta-se. Realmente uma pena, pois fico imaginando se ela tivesse um repertório tipo Cássia Eller, por exemplo, seria arrasadora e muitíssimo mais respeitada, musicalmente falando.

Um outro aspecto que a leva diretamente para o cenário de lixo musical brasileiro é a tônica brega e cafona de seus figurinos. Chega a dar raiva ver uma mulher tão linda e charmosa se vestindo da maneira que se veste. É totalmente inconcebível e lamentável. Mas não estou aqui para criticar o seu vestimento e sim criticar a sua música. Ouvi seu novo disco, Um Ser Amor (2013 / Universal Music / 9,99) e confesso que senti nojo total. A música de trabalho está na novela global e só o refrão salva. Paula está cantando ainda mais fanhosa e melodiosa e suas letras não significam nada.

Enfim, Paula Fernandes tem talento, é bonita e gostosa, mas joga tudo isso no lixo e merece estar no limbo do cenário musical brasileiro, sendo motivo de pena e chacota para qualquer crítica categorizada, muito embora isso não pareça fazer muita diferença para ela, já que graças aos seus fãs desprovidos de bom gosto, ela fatura alto com seus discos e shows.

O disco tem apenas quatro músicas, mas o suficiente para não ouvirmos mais. Paula Fernandes cansa. Irrita. Machuca nossos ouvidos. E em Um Ser Amor (título estranho para uma pessoa estranha) tenho toda certeza de que Paula está ainda mais contida, timida, reservada, embora muitos digam o contrário. Paula ainda não caiu no meu conceito porque consegue ser uma cantora mediana, mas seus discos são popularescos demais. No dia em que ela fizer alguma coisa que realmente valha a pena parar, ouvir e refletir, aí terei a certeza de que poderei utilizar este espaço para agradecer a sua musicalidade.

Por enquanto, eu a desprezo.

 

A irritante Paula Fernandes em novo disco

Nota 0

Marcelo Teixeira

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cala a boca, Joelma!


 

Infâme
Quer quebrar os CDs da banda Calypso? Este é o momento. Quer jogar os CDs da banda Calypso no lixo? Este é o momento. Quer odiar a cantora Joelma? Este é o momento. Indo de encontro com a piedade pagã de deuses da evangelização no Brasil, Joelma cometeu o maior de seus pecados, confidenciando em público a discriminação contra gays e os associando aos drogados. Joelma recentemente tem se defendido das acusações e postado vídeos na internet, a ponto de se autopromover e, evidentemente, não perder seu público, que até então era cativo e formado, especialmente, por gays. Joelma cometeu o maior de seus pecados, atacando de forma incoerente e dissimulada, homens e mulheres que gostam do mesmo sexo, alimentando e fomentando, assim, a luta a favor dos evangélicos que vem propiciando, a cada dia, um horror a parte.

Joelma ficou famosa nos anos 2000 como a nova cantora do momento, quase derrubando o império de Ivete Sangalo, mas não conseguiu derrubar os méritos das carimbadas cantoras dos anos 60, 70 e 80. O magnetismo de Joelma foi tanto, que a cantora conseguiu emplacar sucessos consideráveis na mídia, sendo executada insistentemente nas rádios. A banda Calypso obteve êxito maior que outras bandas do mesmo segmento e conseguiu atrair milhares de fãs pelo mundo afora, a maioria gays e simpatizantes.

A música de Joelma é um lixo e eu mesmo constatei isso aqui no Mais Cultura, com a colocação dela entre as piores cantoras do Brasil, estando no mesmo páreo que Paula Fernandes e Wanessa, e de cantores como Belo, MC Catra e Latino. Joelma é um lixo em todos os aspectos e sua voz é afetada, histriônica, chata, desengonçada e perturbadora. Sua aparência é horrenda, seus cabelos são postiços, seus dentes são encomendados e suas danças, roupas, balangandãs são frutos do chamado mundo gay. Mundo gay este que esta senhora de voz anasalada atacou ferozmente.

Não tenho nada contra a cantora Joelma, salve o título de pior cantora do Brasil. Não gosto de suas danças, suas músicas, suas vestes. Não gosto de sua voz falada. Joelma me passa a imagem de uma enganação. E enganação por enganação, prefiro ficar assistindo a programas populares que é transmitido em horário nobre nas férias escolares, que é mais prazeroso neste caso e se torna o lazer mais culto que possamos pregar. Joelma é o arroubo que a sociedade transgressora um dia a colocou no pedestal mais alto de um mirante que agora tende a cair.

A música popular brasileira não perdeu absolutamente nada. Aliás, nunca ganhou. Joelma não é uma cantora digna da categoria, nem de merecimentos, muito menos de ser considerada uma das melhores ou (como alguns a chamavam até ontem) a diva. Aconselho a quebrarem seus CDs, rasgarem suas fotos, picharem suas imagens, riscarem sua boca. Aconselho esquecermos a Joelma para todo o sempre. Aconselho, antes de mais nada, a não chamarem de cantora a preconceituosa Joelma. Aconselho, sim, a chamarem de Xoelma!

 

A ruína de Joelma

Marcelo Teixeira

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Encerramento Mais Cultura! de 2012


Hora de ler um bom livro: descanso
Em seu primeiro ano de críticas e elogios ao mundo da música, dos cantores, compositores e discos em geral, o Mais Cultura! se manteve antenado com o que é novo, com o que foi sucesso, com os lançamentos antigos e com os discos que não caíram muito em meu conceito cultural e ainda há muito o que se comentar, resenhar, desdenhar e escrever sobre este amplo mundo da música popular brasileira. Manter um blog não é uma das tarefas mais fáceis, mas a vontade de divulgar a cultura, angariar mais pessoas ao meu redor para que conheça artistas esquecidos, discos com garantia de qualidade e músicas com um sabor de quero mais, falaram mais alto e tenho a certeza de que consegui fazer ao menos um pouco de felicidade tanto para mim quanto para algumas pessoas. Este blog nasceu para dar continuidade na cultura brasileira. Em seu primeiro ano, o Mais Cultura! figurou entre os blogs mais lidos sobre música, segundo os resultados do google e suas pesquisas. O Brasil ainda lidera a visitação, mas vêm seguido por Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Hollanda, Equador e China. Fiquei realmente surpreso e maravilhado com esta sequencia de países e isso demonstra que consegui ultrapassar as fronteiras dos meus próprios méritos.

O blog cresceu e quase não tive tempo para escrever meus artigos adequadamente. Por um momento, pensei em escrever dois ou três artigos semanalmente, mas isso seria inviável. Com a coluna As 20 Maiores Cantoras dos Últimos 10 Anos da MPB, o blog teve um dos acessos mais respeitáveis, tendo 90% de acessos diários. Uma unanimidade, tendo em vista que a divulgação em massa do blog ainda não foi nem conquistada e isso está previsto para o primeiro semestre de 2013. E depois vieram outras colunas, pequenas, como o De Olho Neles, e colunas que obtiveram maior êxito, como a lista dos Piores Cantores do Brasil. Ganhei amigos, ganhei inimigos, ganhei honras e méritos e ganhei o acesso restrito de conversar com artistas que nunca pensei que um dia pudesse conversar ou trocar confidências, dar palpites e até sugerir um disco.

Para alguns, sou conhecido como o crítico que detona a Paula Fernandes e que vê em Maria Rita a cópia fiel da mãe, Elis Regina. Para outros, sou o fã da Clara Nunes e de artistas menos conhecidos do grande público e é justamente esta terceira opinião a que me agrada ainda mais, pois a ideia do blog nasceu justamente para isso, para demonstrar a qualidade musical de muitos brasileiros escondidos por este Brasil afora.

Para o ano de 2013, a polêmica começará cedo, com a coluna As 30 Maiores Cantoras de Todos os Tempos e já tenho a lista completa e sei que causará polêmicas pelas cantoras citadas. Outras colunas estão no páreo, como a continuação da lista dos piores cantores que estará ativa e mais novidades surgirão no decorrer do próximo ano.

Me despeço de 2012 com a alegria e satisfação que somente um blog pode me proporcionar, com a grandeza de ilustres da música brasileira lendo meus artigos e tendo o pleno conhecimento de meu trabalho e com a consciência de que ao menos tentei levar um pouco de cultura e musicalidade a quem acompanhou o blog. Com tantos altos e baixos na música num todo, com o aparecimento de novos nomes na MPB, com os valiosos discos lançados por medalhões, com artistas póstumos completando 70 anos e outros vivos com a mesma idade, pude acompanhar os ritmos, as cadencias, as músicas e a perda de quem tanto lutou por uma cultura melhor e digna, como a cantora, apresentadora, atriz e multimídia, Hebe Camargo.

Encerro 2012 com a certeza de que o caminho a seguir para o próximo ano é de muito trabalho, mais conquistas e muito profissionalismo. 2012 foi perfeito. 2013 será mais que perfeito e dedico este ano de Mais Cultura! à todos que estiveram ao meu lado, me apoiando, dando dicas, sugestões valiosas de artigos sensacionais. Amigos e leitores: meu mais profundo obrigado.

O Mais Cultura! e, mais precisamente, o presidente e moderador deste blog, Marcelo Teixeira, deseja à todos um excelente 2013 e que possamos estar juntos divulgando a nossa rica cultura.

Um forte abraço,

Marcelo Teixeira.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Roberto Carlos ainda é o cara?


O compacto com 4 músicas
Para suprir à audiência fenomenal da antecessora novela Avenida Brasil, a nova novela global, assinada pela competente Glória Perez, teve que rebolar para tentar suprir as necessidades que o novo público noveleiro não estava acostumado a ver na telinha e, para isso, escalou um elenco sensacional, novos rostos, texto mais ágil (geralmente as novelas da escritora são morosas) e escolheu a linda e bela Turquia para servir de cenário para um elenco sedente de interpretação. A novela já caiu nas graças do público, que anda se debulhando em lágrimas (artificiais ou não!) sobre o vai e vem no namoro entre Morena e Theo e, consequentemente, caiu nas minhas graças também, tendo em vista que sou um apaixonado pela Turquia. Aliás, sou fã confesso do escritor turco Orhan Pamuk e ver as cenas da novela Salve, Jorge passadas em Istambul, Bósforo, Mar Mediterrâneo, é como se eu estivesse vendo ali atrás a maldita judia Esther ou o cachorro canastrão do romance Meu Nome é Vermelho, ou o pai biológico do escritor e suas maletas e jornais e cadeiras vazias em A Maleta de Meu Pai, ou o moleque Necipe, a bela Ypek ou o poeta Ka perambulando pelas ruas no surpreendente Neve, que estou maravilhado com a trama só por este fato. Mas algo me tira do sério nesta novela. 

 

O cara que pensa em você toda hora

Que conta os segundos se você demora

 Que está todo o tempo querendo te ver

 Porque já não sabe ficar sem você

 

E no meio da noite te chama

 Pra dizer que te ama

 Esse cara sou eu

 

O cara que pega você pelo braço

 Esbarra em quem for que interrompa seus passos

 Está do seu lado pro que der e vier

 O herói esperado por toda mulher

 

Por você ele encara o perigo

 Seu melhor amigo

 Esse cara sou eu

 

Trecho de Esse Cara Sou Eu, de Roberto Carlos

 

 

Precisava de uma música que grudasse feito chiclete em nossa memória, para que quando tocasse nas rádios ou em qualquer lugar, lembrarmos da novela para que a mesma tenha audiência. Esse Cara Sou Eu é o nome da nova canção de Roberto Carlos. Que a carreira do Rei está abalada, disso todo mundo já sabe. Que Roberto Carlos não consegue mais emplacar um disco inteiro com sucessos dignos de um verdadeiro rei, disso todo mundo já sabe há tempos. Foi-se o tempo em Roberto Carlos vendia discos devido às belas canções românticas que ali continham. Esse Cara Sou Eu é uma canção chata. Estúpida. Irritante. Cafona.

Para tanto, Roberto Carlos logo correu para se aproveitar do grande sucesso que viria pela frente e lançou um compacto com apenas quatro musiquinhas fulas, reles e sem graça. Um Roberto dançante, um Roberto amoroso, um Roberto piegas e sem noção de seu tempo e espaço. Obviamente que o disco será um sucesso, pois o cantor não estava preparado para trabalhar em um disco em pleno final de ano. Pudera, com o Natal chegando, muitos esquecerão das músicas de Simone, para lembrarem da chatice do ano com a música Esse Cara Sou Eu.

Digno de um verdadeiro mau gosto musical, a música contradiz o maravilhoso Mesmo Que Seja Eu, cantada magistralmente por Ney Matogrosso ao vivo em 1998 para um disco contendo os seus maiores sucessos, composta pelo amigo/irmão-afastado Erasmo Carlos. Os versos da música se repete inúmeras vezes, dando uma canseira significativa para nossos neurônios que pescam aqui ou ali alguma insensível reação adversa do que a canção quer transpassar. Já entendemos que o cara que faz tudo pela moça é um completo romântico à moda antiga, desses raros encontrados hoje em dia, mas não é preciso estragar a canção com a interpretação horrenda e copiosa de Roberto, assim como não era preciso apelar por audiência com uma música que passa ostensivamente a cada troca de cena.

 

O cara que sempre te espera sorrindo

 Que abre a porta do carro quando você vem vindo

 Te beija na boca, te abraça feliz

 Apaixonado te olha e te diz

 Que sentiu sua falta e reclama

 Ele te ama

 

Esse cara sou eu

 Esse cara sou eu

 Esse cara sou eu

 Esse cara sou eu

 

Trecho final de Esse Cara Sou Eu, de Roberto Carlos

 

 

Daqui a pouco, os grupos de forrós universitários, sertanejos, pagodeiros, axezeiros, Calypseiros e até a neo-sertaneja Paula Fernandes, gravarão este imbatível sucesso, segundo alguns fãs ardorosos do Rei estão falando. Não demorará a tardar para que Roberto Carlos passe de rei a abóbora, porque, definitivamente, ele não é mais o cara há muito tempo.

 

Roberto Carlos ainda é o cara?

Marcelo Teixeira

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sétimo pior cantor do Brasil: Belo


Belo, o 7° pior cantor
Que o cantor Belo não canta nada, disso todo o mundo sabe. Chega a ser ridículo sua música ser considerada uma das melhores (como andam dizendo alguns fanáticos por pagode) e sua presença ser constante nos programas de rádio e TV. Belo é o tipo de cantor que não acrescenta em absolutamente nada na cultura das pessoas e chega a ser engraçado ver seus passinhos de marionete perante uma multidão de fãs enlouquecidos por sua pessoa. Belo é o que há de pior tanto na música popular quanto no pagode. Embora haja uma resistência do cantor perante as exigências da música popular hoje em dia (principalmente no pagode, em que essa exigência é ainda maior), Belo segue seu caminho cantando músicas que falam de amor, sentimentos, carinhos e mulheres. Talvez seja por isso que ainda permanece na estrada resistindo ao tempo com altos e baixos. Mais baixos do que altos.

A exigência do mundo do pagode requer muito mais do que Belo anda cantando hoje em dia. Vejam casos como o de Thiaguinho, que acertou em cheio na qualidade musical e visual (mesmo que a alegria esteja imperando mais do que a ousadia a qual ele insiste em cantar), de Péricles, que anda cantando com verdade, com garra e determinação e de casos menos esfuziantes, como os de Alexandre Pires, que ora acerta, ora erra em seus caminhos. Cantores do mesmo estilo, como Vavá , Rodriguinho e Leandro Lehart, que erraram feio ao largarem seus respectivos grupos (Cara Metade, Os Travessos e Art Popular) ao seguirem carreira solo.

Chegando ao sétimo lugar na lista dos piores cantores do Brasil, Belo agora figura ao lado de estrelinhas como Paula Fernandes, Perla, Joelma, Mc Catra, Latino e Wanessa (que tirou o Camargo depois que se consolidou na música pop/teen). Integrar nesta lista requer uma qualificação exemplar: ter em seus atributos a alcunha de só fabricar lixos comerciais, não obter de faturamento cultural e, o mais agravante, ter algum requisito que não agrade a maioria da população exigente por boa musicalidade.

No caso de Belo, sua voz fanha e seus s com pronuncias presas me irritam de tal forma, que fica engraçado vê-lo cantar. Belo é a caricatura bestial do que sempre existiu na seara pagodeira e assim eu o vejo sempre: um misto de cantor fajuto com uma quantidade de cantor empobrecido musicalmente. Com roupas cafonas, sua música denota aquilo que já refletiu sua vida pessoal. Com tantos altos e baixos em sua carreira, Belo é o diminutivo que reflete a vida de milhares de pessoas que o acompanham: com mais baixos do que altos musicalmente falando.

 

Sétimo Pior Cantor: Belo

Marcelo Teixeira

 

terça-feira, 24 de julho de 2012

As excluídas da lista das 20 Melhores Cantoras dos Últimos 10 Anos


Maria Rita canta bem, mas perdeu-se muito
Ser a maior ou a melhor cantora dos últimos 10 anos no cenário musical brasileiro é de uma responsabilidade enorme, gigantesca e que exige uma disciplina espetacular. Muitas poderiam figurar o topo da lista, muitas inclusive das que estão na seleta lista, mas alguns critérios me fizeram crer que algumas cantoras boas ou medianas não poderiam jamais entrar para o rol das 20 melhores cantoras dos últimos 10 anos. Ou por falta de critérios ou por falta de simbolismos ou simplesmente por faltar alguma característica importante em suas carreiras, limitei-as de pôr em contraste com grandes nomes que me foram surgindo à mente e pondo numericamente na lista. Como eu havia dito no artigo que antecedia a primeira colocada, alguns critérios foram pensados e os prós e contras foram arremessados contra o ventilador na esperança de que futuramente este artigo pudesse ser escrito.

Recebi uma quantidade suficiente de e-mails e mensagens de leitores ávidos e antenados com o Mais Cultura! e que sugeriram cantoras maravilhosas, como foi o caso de Mariene de Castro, Fernanda Takai, Mônica Salmaso e até mesmo de Paula Lima. No caso da Mariene de Castro, que tem uma carreira brilhante, uma voz e um gingado que só ela tem, não poderia figurar na lista puramente porque ainda não é o seu momento, não é a sua hora, embora seus discos tragam a tona a Bahia de todos os santos, a naturalidade nordestina e a beleza negra, mas ainda faltam argumentos para que ela entre definitivamente para a minha lista pessoal, embora seus dois discos já tenham sido elaborados em artigos que destacaram a sua presença de palco e a sua originalidade.


Paula Fernandes: a pior
Fernanda Takai e Mônica Salmaso são cantoras já carimbadas e estão na estrada há anos, o que infelizmente não condiz com o teor que a proposta do blog sugeria. Paula Lima, que tem carisma, bons discos, boa voz, bom gingado, não poderia figurar na lista puramente porque a cantora se perdeu nas regravações que vem fazendo e na miscelânea de estilos que vem abordando. Definitivamente, as cantoras citadas não poderiam figurar na lista. Mas dentre os e-mails que recebi, muitos leitores e amigos sugeriram nomes de quatro cantoras que praticamente fiquei surpreso ao ler e ainda mais surpreso porque duas poderiam entrar (tanto que fiquei semanas penosamente pensando na possibilidade delas estarem entre as 7 melhores) e as outras duas nem passaram pela minha cabeça. Trata-se de Maria Rita, Maria Gadú, Luiza Possi e Paula Fernandes.

Vou começar pelas mais fáceis.

Luiza Possi: meio infantil, meio adolescente
Luiza Possi é um doce de cantora (sua participação no disco de Martin’lia) é fantástica, mas a sua carreira ainda não deslanchou, ou seja, suas músicas ainda não estão na medida certa, sua postura musical ainda não está ajustada, sua presença de palco ainda não é o suficiente para agradar e sua voz às vezes soa cansativa. Iniciou a carreira abraçada à mãe e teve todo o amparo do pai, mas seus discos beiram a infantilidade e a transformação da mulher, porém, uma ou outra música de seus discos vale a pena ouvir. O resto é resto. E ponto. Paula Fernandes é, pra mim, a pior cantora do cenário musical brasileiro de todos os tempos, tanto que aqui no Mais Cultura!, ela foi eleita a pior cantora do Brasil. Sua voz é fanhosa, ela canta mal, se veste mal, não tem emoção, não tem presença de palco e ainda por cima não abre a boca ao cantar. Definitivamente, Paula Fernandes não figuraria a lista nunca.

As duas cantoras que poderiam adentrar na lista são Maria Rita, que pensei seriamente em deixa-la na terceira colocação e Maria Gadú, que estaria na quarta. Maria Rita é uma excelente cantora, dessas que brota a emoção ao cantar, mas temos a Maria Rita antes o disco de estreia e a Maria Rita pós a música A Festa e Encontros e Despedidas. Antes, Maria Rita tinha mais potencial, mais estilo de cantora determinada, mais firmeza na voz e na postura. Hoje, Maria Rita se mostra frágil, cansada às vezes e literalmente a retirei da lista das 20 melhores cantoras depois de sua incursão pelo mundo musical da mãe, a grande Elis Regina.

Maria Rita ainda não se encontrou e vive de regravações que não lhe servem de nada. Todos os seus discos tem músicas de terceiros ou manjadíssimas e isso é tão irrelevante em se tratando de Maria Rita, que fica difícil, agora, imaginar um novo disco sem uma regravação qualquer. Ainda não aconteceu o grande disco da cantora e espero que um dia isso aconteça, embora seja remoto desse acontecimento vir à prova final. Maria Rita tem capacidade, tem potencial e tem o triunfo nas mãos de ser filha de uma das grandes cantoras deste País. Mas perde-se no quesito musical, engolfada por grandes estardalhaços fora de órbita.

Maria Gadú: ela precisa amadurecer
Maria Gadú nasceu como um meteoro, mas perdeu-se no fio condutor ao juntar-se a Ana Carolina, cantora que já perdeu a credibilidade há anos. A cantora tinha até um certo potencial, seu disco de estreia foi elogiadíssimo por muitos, inclusive eu mesmo fui um dos que estavam no coro, mas Maria Gadú ainda precisa amadurecer, podar raízes, sentir mais a emoção da verdadeira musicalidade que existe dentro dela, mas que ainda não percebeu e mesmo seus discos sendo de uma variante maravilhosa, seu estilo ainda é considerado pop. Um pop dançante, um pop adolescente, um pop caricato às vezes. Maria Gadú tenta, por vezes, passar a imagem de mulher madura, uma garota que nasceu pra cantar (e ela tem essa potencialidade), mas sua singularidade é atemporal para os dias de hoje. Porém, Gadú ainda é uma cantora genuinamente brasileira e espero que seus próximos discos tenham mais o sabor da verdadeira síntese que a música popular brasileira exige.

Por todos esses argumentos, espero ter sanado as expectativas de todos os leitores que exigiram Maria Rita, Maria Gadú, Luiza Possi e Paula Fernandes como as campeãs na lista das 20 Melhores Cantoras dos Últimos 10 Anos.



Marcelo Teixeira.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Perla: a quarta pior cantora do Brasil

Perla, a quarta pior cantora
O lixo comercial ambulante do comércio fonográfico continua fazendo com que algumas cantoras sejam excluídas do bom senso comum e agindo aleatoriamente como o fantoche de pessoas fúteis, desqualificadas e sem um pingo de moralidade cívica e moral. Chega a ser horripilante ver, ouvir e saber que cantoras do perfil de Perla existem no Brasil, um país rico em diversidade e musicalidade das melhores do mundo. Perla, uma cantora imbecil com qualidade esdruxula, é o homônimo de uma cantora capaz de levar sentimentos e sensibilidade às pessoas, capaz de mostrar que o povo a ouve é oco por dentro e vazio por fora e que suas músicas representam aquilo que mais ridiculariza as mulheres e crianças mundo afora. Ter a certeza de que esta cantora existe é padecer no inferno das sensações orgásticas de um mundo aquém de charlatanismo, desprovido de tanta desgraça alheia e de uma coexistência fraterna estupida.

Linchemos Perla. Gritemos em uníssono por sua derrota. Uma senhorita cantora de qualidade dúbia e de personalidade pífia que está deixando cada vez mais em baixa a boa qualidade do mundo da música, Perla é o oposto da mulher que canta, que exprime sentimentos ou que quando fecha os olhos demonstra a riqueza de uma boa voz, de uma boa música, de um bom som. Infelizmente esta senhorita cantora não nasceu com dom nenhum para o mundo artístico, alias, não sei nem o porquê Perla entrou para o mundo da música, mundo este que deve ser respeitado, estudado e aprimorado com o passar do tempo.

Queimemos os discos e fotos de Perla e teremos a nítida certeza de que ela não merece o mínimo respeito por pessoas que curtam uma boa cantora. Afinal, ficar rebolando em um palco, rindo de mulheres que sofrem por um amor verdadeiro, soltando pérolas infames sobre homens que traem e sobre mulheres que devem ser escudos para o sexo livre, fazem dessa cantora a triste alegria de ser mais uma a ganhar o título de a pior cantora do Brasil, estando ao lado de Paula Fernandes, Wanessa Camargo e Joelma.

Sua voz é fanha, chata, esganiçada, febril e modéstia a parte: insuportável. Sua presença me causa reboliço nas ideias e me vem a triste melancolia de que neste país de marias e clarices, de Brasil mestiço e dos joãos e josés ainda fabricam cantorazinhas medíocres, pobres e sujas. Taquemos Perla no fundo do poço, no submundo das capitanias oligarcas e medíocres e vamos por fim a democracia criada e gerada por cantoras sem um ponto de cérebro e com várias indagações na mente.



Marcelo Teixeira

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Wanessa Camargo - a segunda pior cantora do Brasil

A filha do caipira Zezé de Camargo, chamada, até onde sabemos, de Wanessa (quem sabe ela não tenha um nome tão esdruxulo quanto o do pai?), se perdeu no fio condutor de sua vidinha de cantora e ficou a mercê de uma vidinha longe dos holofotes depois que virou mãe. Isso é, de fato, uma notícia pra lá de maravilhosa, afinal, não ter que ouvir Wanessa Camargo é a oitava maravilha do mundo. Não suporto essa cantora. Ela canta mal, se veste mal e agora deu pra dançar igual a essas cantoras americanas que fazem a cabeça dos adolescentes pelo mundo afora. Wanessa é o que há de pior na música popular e sua singularidade é tão horripilante, tão anormal, tão atemporal que chega a nos dar urticarias. Ela canta mal. Ela é péssima. Ela é vulgarmente um insetinho que precisa de seu veneno para poder se mostrar hábil, poderosa e decente.
Wanessa Camargo veio ao mundo por dois motivos: para ser rival direta de Sandy, cantora que já teve seu artigo aqui no Mais Cultura! e para irritar ouvidos solenes iguais ao meu com sua voz, sua dança, seus trejeitos e sua chatice. Wanessa fez muito sucesso no passado, cantou e deixou adolescentes felizes com suas performances e dancinhas de palhacinha animada de festa. Sua caipirice herdou do pai. Para tanto, Wanessa Camargo precisava de novos horizontes quando percebeu que a menina estava se tornando mulher e que suas musiquinhas de escola não estavam mais fazendo efeito. A partir de um determinado momento, Wanessa Camargo partiu para uma nova linha de conduta musical, deixando de vez a porção criança mimada para se transformar na mulher madura, mas artificial, oca, sem superfície.
Depois de Paula Fernandes, a pior cantora
Recentemente vi uma apresentação dantesca de Wanessa Camargo na televisão e fiquei horrorizado: ela dançava igualmente a Britney Spears. Virava o rosto igualmente Jenifer Lopez. Gesticulava com as mãos igualmente Adele. Fechava os olhos igualmente Mariah Carey. Uma mistura de cantoras estrangeiras, cantoras essas que são consideradas mundo afora as maiores divas do mercado fonográfico e o que não deixa de ser uma verdade. Mas deixar Wanessa ter em sua imaginação ser uma dessas divas é muito banal, inútil, de uma falta de incapacidade cabal e intrépida que só uma mocinha do interior é capaz de copiar.
Eu confesso que não sei qual é a pior espécie de cantora: a Paula Fernandes ou a Wanessa Camargo. As duas, de fato, são um lixo já comercializado pela indústria da música brasileira, as duas são justamente aquilo que fazemos e descartamos na latrina, as duas são meramente fantoches da pior qualidade musical já produzida pelo país. Portanto, existir cantoras desse nível, desse crível e dessa portabilidade é desumano demais, incapaz de sermos louvados ou agraciados por vozes bonitas e com repertórios dignos de sensatez.
Assim como sugeri a Paula Fernandes em um artigo inflamado ir ao Xingu para demonstrar a sua cultura neo caipirence, sugiro que Wanessa Camargo vá para o Alasca mostrar que a cultura brasileira da sua verve é muito significativa e próspera para ouvidos não preparados e sem um pingo de cultura. Que lá no Alasca ela possa ter um sucesso retumbante, desses que jamais ela poderia esperar. E ela nem precisa se preocupar com a volta. O Alasca é logo ali, virando a esquina.

Marcelo Teixeira

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Gustavo Lima: mais um inseto na música caipira


O neo-sertanejo Gustavo Lima
Matem Gustavo Lima. Queimem suas fotos. Quebrem seus CDs, rasgam suas roupas. Defenestram Gustavo Lima. Talvez o que há de pior no cenário musical hoje em dia no quesito música, esteja representado pela nova turma do neo-sertanejo caipira modernizado autodenominado pop sertanejo universitário. Mais um caipira entra para a seleta onda de grupinho nada sofisticado, que já conta com os caipiras Luan Santana, Paula Fernandes, Michel Teló, entre outros ogros e serpentes. Agora é a vez de Gustavo Lima estar na crista musical, com suas roupinhas grudadas, sua música de quinta categoria embalada por jovens sem cultura e por seus cabelos arrepiados.
Nivaldo Batista Lima, vulgo Gustavo Lima, é a sensação da música nordestina. Como legítimo caipira, os corações a lá Luan Santana e o sorriso falso agradam as mulheres sem um pingo de civilização. Dono de um talento musical avaliado como inconsistente, Gustavo Lima tornou-se nacionalmente conhecido com a popularidade da canção Balada Boa, que o próprio definiria de forma negativa, tendo inclusive se recusado a gravá-la inicialmente, mas que eventualmente se tornou um hit chato, meloso e indecente.
O início da fabricação
Este cantor é uma fabricação caseira da pior espécie e qualidade. Uma junção de vários cantores num só corpo, a combinação perfeita entre defeito de fabricação e estereótipo desumano com uma peça no motor que está quebrada. Por que deixaram Gustavo Lima aparecer na mídia? Por que não o intercedam? Talvez a resposta mais sublime para esta indagação seja porque Gustavo Lima, com todos esses defeitos, seja a cara do Brasil: um Brasil sujo, cheio de carniças que idolatram gente deste nível cultural e intelectual.
Cópia lasciva de Luan Santana, Gustavo Lima é o que há de pior na música popular brasileira, superando Zezé de Camargo e Luciano e João Bosco e Vinícius. É impressionante como as pessoas se comportam de maneira obscura, insensata e sem pudor quando ouvem as músicas, danças, jeitos e trejeitos de um ninfeto que está ali para denegrir a língua portuguesa. Mais vulgar ainda é aturar esses tipos pernósticos na música popular contemporânea. Se Gustavo Lima, com sua voz anasalada e seu risinho falsificado é o resultado de muito esforço de artistas renomados, por favor, isso é a prova de que o povo brasileiro, literalmente, é insano.
Cópia lasciva de Luan Santana
Não compensa introduzir neste artigo algo que o valha com relação ao disco do determinado cantor. O dito cujo não canta. O dito cujo não embala. O dito cujo nasceu apenas para ser cópia fiel de Luan Santana, outro mero cantor vesgo que mais pula no palco do que mostra seu talento. Gustavo Lima é o novo lixo consumido por pessoas incultas. Gustavo Lima é o lixo que consumimos. Gustavo Lima é o que há de ruim, um verdadeiro quilo de lixo brasileiro.
Não vão aos seus shows. Cancelem seus shows. Maltratem suas ideias. Risquem seu nome nos holofotes. Xingam Gustavo Lima. Cuspam no Gustavo Lima. Só assim, com essa agressividade toda é que podemos dormir tranquilos, porque será um inseto a menos na música popular brasileira.

Marcelo Teixeira.