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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O tempo de Anitta está se acabando


Show de horrores
Anitta é uma cantora popular que canta músicas que o povão gosta de ouvir: mulher poderosa, popozuda, sensual, que trai o marido, que sempre está por cima da carne alheia, mas o que Anitta não sabe é que ela é um fantoche da música popular brasileira e sua música é tão pobre e fraca que dá pena vê-la cantar e dançar e retorcer toda para parecer sensual. Anitta surgiu cavalgando no meteóro de Luan Santanna, caiu no palco da música popular, diz que é tímida, que foi pobre, que ama Sandy, idolatra Naldo, mas é fraca ao ponto de ser uma mulher infâme ao ponto de ser infâme. Anitta (2013 / Warner / 24,99) não acrescenta em nada na nossa rica cultura e a prova maior disso é seu disco de estreia, intitulado Anitta, com dois T para que ninguém possa esquecer ou confundir com as futuras anittas no mercado. O fato é que Anitta tem percentual para a burrice: ouvi seu disquinho e pude constatar que o disco é todo parecido, com uma música se igualando a outra. Resultado: Anitta consegue não apenas ser infâme, mas capacitada de pouca inteligência para conseguir não cantar músicas diferentes da tal Show das Poderosas, que consegue ser um estrondoso sucesso Brasil a fora. Pudera, a música gruda feito chiclete em nossos ouvidos e a toda hora temos que dizer prepara.

Não estou aqui destilando venenos na coitada da Anitta e me perdoeem os leitores que estão acostumados a lerem artigos mais piedosos, mas Anitta consegue carregar todos os adjetivos possíveis à sua pessoa. Mas o que me chama a atenção nela é a sua capacidade de ser uma pessoa diferente dentro da MPB: ela consegue usar suas artimanhas para conseguir se privar de ser o que ela é. Além de infâme, o disco é fraco, fraco, fraco. Fraco, aliás, igual seu grupo seleto de amigos cantores, que conseguem fazer do povo brasileiro um seleiro de cabeças ocas.

Anitta é a aberração cantante que surgiu nos últimos anos. Sua voz, assim como seu disco inteiro, é cansativo, deprimente, sofrido. Mas depois de tanto apreciar, estudar, tentar dialogar com amigos sobre sua pessoa (e música), cheguei a conclusão de que Anitta é a junção de tudo de ruim que assola a música popular brasileira alguns anos. Dentro da Anitta existe um pouco de Sandy, Wanessa Camargo, Joelma, Paula Fernandes, Perlla, Kelly Key e isso apenas para ficar nas porcarias musicais.

Anitta talvez não esteja preparada para encarar o ostracismo em sua carreira. Se a cantora voltar com um disco novo com as mesmas propostas que este primeiro, certamente será encaminhada para o limbo das cantoras sem futuro incerto que existem por ai. Seu disco de estreia é chato e serve apenas para embalar funks melódicos e festas amaldiçoadas. Embora seja dançante, a maioria das músicas e danças de Anitta nos levam a sensação de que Show das Poderosas não tem um fim especifico. Oremos para que isso aconteça logo e que deixemos de ouvir e ver a presença tão onipresente de uma pessoa caricata e pueril. Seja como for, o tempo de Anitta está se acabando. Será que ela está preparada?

 

O tempo de Anitta está se acabando / Anitta

Nota 1

Marcelo Teixeira

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Wanessa Camargo está americanizada


Wanessa voltou americanizada
Herdar o talento artístico do pai (ou da mãe), ser introduzido no meio artístico por conta deste talento inato e de uma providencial e desejável ajudinha não deveria ser motivo de vergonha para ninguém. O problema com Wanessa (ex-Camargo) é que mesmo não tendo o que herdar de seu pai além do sobrenome, não desenvolveu suficientemente nenhuma habilidade que justificasse seu prolixo portifólio. Aliás, NOME é um ponto sensível da estratégia de reposicionamento de , como é chamada pelos desafetos. Com o firme propósito de descolar sua imagem e sua carreira da sombra do pai, o filho de Francisco e já aposentado Zezé Di Camargo, ela desceu aos porões da ingratidão renegando o próprio sobrenome que, de alguma forma no passado, lhe abriu portas sempre trancadas a gente muito mais competente.

O que talvez poucos percebam é que apesar do pouco gás para televisão, estampa muitas capas de revista e aparece em anúncios publicitários com relativa frequência. Eis aí o dilema da carreira de Wanessa: ser uma cantora que faz propagandas ou uma atriz de propagandas que se traveste de cantora para ‘anabolizar’ o retorno das campanhas que protagoniza?

Na esteira desse aspecto meramente mercantilista de sua trajetória, não se pode deixar de observar que a natureza fez a sua parte e a trouxe aos seus quase 30 anos, momento em que começam a surgir as dificuldades de se vender produtos a adolescentes para quem ela é quase uma anônima. Por outro lado, suas antigas fãs amadureceram e não caem mais nas mesmas armadilhas dos anunciantes. Seus estrategistas quebram agora a cabeça para cumprir a missão de conduzir essa antiga estrela adolescente de terceiro escalão ao posto de resignada e medíocre estrela pop, se é que possuem competência e tempo de vida para tanto.

Suas várias mudanças de rumo do ponto de vista profissional, estético, musical e até do próprio nome artístico, transformaram seu currículo num rol de equivocadas tentativas de copiar e ‘abrasileirar’ modelos de sucesso estrangeiros, como Mariah Carey e Shakira. Estas medidas imprimiram-lhe o rótulo de inconstante, perdida nos peculiares meandros de sua carreira, contrariando até seu discurso de que é uma artista de vanguarda, assertiva que carece, evidentemente, do mínimo fundamento.

Talvez falte a Wanessa Di Camargo a sinceridade de uma pessoa próxima que lhe indique a direção de uma verdade crua, mas libertadora. A verdade de que as luzes de sua carreira já se apagaram e que é hora de refugiar-se no que lhe resta de dignidade, seja na escuridão dos bastidores ou no silêncio do sepulcro que já lhe cabe.

O que nos restará de Wanessa será a memória de um cartaz de propaganda amarelado, em algum display esquecido num ponto de ônibus qualquer. Seria muito melhor ela cantar as músicas de Inezita Barroso, Sinhô, Rolando Boldrin, que são os verdadeiros mestres na música caipira e não o que essa moça anda cantando por ai.

Se ao menos ela cantasse alguma coisa que prestasse...

 

Wanessa Camargo está americanizada

Marcelo Teixeira

sexta-feira, 9 de março de 2012

Perla: a quarta pior cantora do Brasil

Perla, a quarta pior cantora
O lixo comercial ambulante do comércio fonográfico continua fazendo com que algumas cantoras sejam excluídas do bom senso comum e agindo aleatoriamente como o fantoche de pessoas fúteis, desqualificadas e sem um pingo de moralidade cívica e moral. Chega a ser horripilante ver, ouvir e saber que cantoras do perfil de Perla existem no Brasil, um país rico em diversidade e musicalidade das melhores do mundo. Perla, uma cantora imbecil com qualidade esdruxula, é o homônimo de uma cantora capaz de levar sentimentos e sensibilidade às pessoas, capaz de mostrar que o povo a ouve é oco por dentro e vazio por fora e que suas músicas representam aquilo que mais ridiculariza as mulheres e crianças mundo afora. Ter a certeza de que esta cantora existe é padecer no inferno das sensações orgásticas de um mundo aquém de charlatanismo, desprovido de tanta desgraça alheia e de uma coexistência fraterna estupida.

Linchemos Perla. Gritemos em uníssono por sua derrota. Uma senhorita cantora de qualidade dúbia e de personalidade pífia que está deixando cada vez mais em baixa a boa qualidade do mundo da música, Perla é o oposto da mulher que canta, que exprime sentimentos ou que quando fecha os olhos demonstra a riqueza de uma boa voz, de uma boa música, de um bom som. Infelizmente esta senhorita cantora não nasceu com dom nenhum para o mundo artístico, alias, não sei nem o porquê Perla entrou para o mundo da música, mundo este que deve ser respeitado, estudado e aprimorado com o passar do tempo.

Queimemos os discos e fotos de Perla e teremos a nítida certeza de que ela não merece o mínimo respeito por pessoas que curtam uma boa cantora. Afinal, ficar rebolando em um palco, rindo de mulheres que sofrem por um amor verdadeiro, soltando pérolas infames sobre homens que traem e sobre mulheres que devem ser escudos para o sexo livre, fazem dessa cantora a triste alegria de ser mais uma a ganhar o título de a pior cantora do Brasil, estando ao lado de Paula Fernandes, Wanessa Camargo e Joelma.

Sua voz é fanha, chata, esganiçada, febril e modéstia a parte: insuportável. Sua presença me causa reboliço nas ideias e me vem a triste melancolia de que neste país de marias e clarices, de Brasil mestiço e dos joãos e josés ainda fabricam cantorazinhas medíocres, pobres e sujas. Taquemos Perla no fundo do poço, no submundo das capitanias oligarcas e medíocres e vamos por fim a democracia criada e gerada por cantoras sem um ponto de cérebro e com várias indagações na mente.



Marcelo Teixeira