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| Naldo: a pior revelação musical |
Naldo engoliu Latino, que engoliu o desejo de
conhecer o ostracismo da TV e de grandes mídias. Naldo recentemente veio
embalado por um grande sucesso que o povo de massa encefálica oca aderiram ao
cardápio musical, fazendo que o cantor estourasse de ponta a ponta do país. Se
Latino era o queridinho da música de quinta categoria no Brasil, hoje o posto é
reconhecidamente do canastrão Naldo. MC
Leozinho, Tati Quebra-Barraco, Bonde do Tigrão, MC Marcinho, Claudinho Nervoso,
Bonde do Lambe Lambe, MC Cris, Os Magrinhos, Latino, Deize Tigrona, MC Buiú e
MC Alex deveriam ser presos, torturados, encaixotados e jogados ao mar, de
preferência próximo a tubarões brancos. Se esse tipo música reflete a vida e
cultura das favelas, eles que fiquem por lá cantando suas letras imbecis,
machistas e marginais. O Brasil já é tão violento, e ainda por cima temos que
aguentar um tipo de música que torna os jovens ainda mais burros,
desinteressados e intolerantes. O funk carioca, hoje comandado por homens e
mulheres de baixo nível, não é cultura, é a marginalização da música
brasileira, o podre, o esgoto que subiu. As mulheres aprendem a serem biscates
logo cedo, a serem as cachorras do negócio. Já os homens crescem machistas,
malandrões e achando que mulher é igual banana – come e joga a casca fora.
Anitta
é o pior elemento musical que surgiu nos últimos tempos e eu não sei quanto
tempo ela ficará no comando de um microfone. Bonita, sim, mas muito vulgar e
muito chata. Adepta do funk melody, que mistura o romantismo à batida de tamborzão
--o famoso e onipresente tchu, tcha--, Anitta já é chamada por muitos no meio
de o Naldo de saias, em referência ao
cantor de Amor de Chocolate, o hit do
uísque ou água de coco.
Um
país que já teve roqueiros como Renato Russo e Raul Seixas, Cazuza e Lobão,
hoje tem que aguentar esse bando de cantores enrustidos como Fresno, Hori,
Strike, Cine, Restart, NX Zero e CPM 22. Os caras cantam chorando, o
instrumental é um hardcore sem a mínima pegada e a postura é muito mauricinho
querendo ser proletariado. Isso quando eles não inventam fazer balada, pois daí
você não sabe se está ouvindo a uma dessas bandas citadas ou a uma das duplas
sertanejas universitárias que andam empesteando o ambiente.
É
tudo a mesma porcaria! Não importa a música, e sim se os caras são bonitinhos,
se tem o cabelinho assim, se usam as roupinhas assado, e por aí vai. É aquele
tipo de rebeldia frágil para os adolescentes – época em que ficamos idiotas,
espinhudos, feios e nos apaixonamos pelo primeiro poste da esquina. Deveriam
mudar logo o rótulo desse tipo de rock para Bunda Mole Music.
Outros
dois que entram na onda do pop/ rock são o Jota Quest e o Charlie Brown Jr. Os
dois tem respeito, acumulam sucesso e bla bla bla, mas são o mais puro lixo do
pop brasileiro. Eu não entendo uma palavra que o Chorão canta e acho a postura
de sou fodão, sou perigoso a coisa
mais estúpida do mundo. Ao menos o tal chorão se foi! Já os caras do Jota Quest
são capazes de vender até a mãe para alcançarem o sucesso. Seu repertório é
cheio de canções manipuladoras, altamente descartáveis e fritinhas para o
sucesso. Não há sinceridade em nada!
Ao
assistir o clipe da caipirinha do Piaíu chamada Stefhany, no YouTube, eu tive a
plena certeza de morar em um país atrasado. Como uma música tão ruim pode fazer
sucesso? Mas ela é só a ponta do iceberg: o forró é um pé no saco e ainda temos
Banda Calypso e Calcinha Preta para aturar. Em 2009 o Melhor Prêmio da Música
Brasileira foi entregue ao Calcinha Preta: música chata, reta, idiota. Só fez
sucesso por causa da novela “Caminho das Índias”, senão ninguém – mas ninguém
mesmo – teria prestado atenção. Porém o sertanejo
é um gênero que definitivamente não me faz mal. Eu até acho bastante divertido
aquelas músicas ao estilo de cerveja e cornice. É milhões de vezes melhor do
que o pagode, o forró sem sal (não aquele que conheci em João Pessoa ou os
tradicionais feito por Luiz Gonzaga, Fagner ou Dominguinhos), a axé e
principalmente o funk carioca. Mesmo assim, não entra na minha cabeça tanta
babação de ovo em cima do pirralho Luan Santana. Eu havia dado 1 ano para que
ele sumisse do mapa. Ainda não aconteceu, mas sua música está desaparecendo aos
poucos. As adolescentes que hoje choram por ele amanhã estarão sofrendo de amor
por outro galãzinho qualquer.
O
samba de raiz é o que há de melhor na MPB, mas o pagode chegou para estragar
tudo. Mesmo longe dos áureos tempos (diga-se segunda metade dos anos 90), a
ruindade do pagode ainda existe. Netinho de Paula, Exaltasamba, Sorriso Maroto,
Belo, Pixote, Alexandre Pires e Samprazer são insuportáveis. Não estou nem aí
se eles são famosos, ganharam prêmios, lotam estádios e o caramba a quatro.
Todo mundo toca mal, canta mal e compõe pior ainda, com aquelas letrinhas chulé
de rimas infantis e romantismo de duplo sentido. Não entendo por quê pagam tão
alto para ver Alexandre Pires. Ele é menos que nada. O Netinho de Paula pode se
gabar por ter a voz mais chata do universo; seus chorinhos me dão enxaqueca. O
Belo não tem o menor talento pra nada, e os outros três aí – os grupos Pixote,
Sorriso Maroto, Exaltasamba e Samprazer – são mais insignificantes do que
bactérias.
Naldo,
Anitta e os piores da músical atual
Marcelo
Teixeira