Mostrando postagens com marcador Vânia Bastos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vânia Bastos. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de dezembro de 2017

Vânia Bastos lança o clipe Lamentos (2017)

Vânia: elogiada entre as elogiadas
A cantora Vânia Bastos lança videoclipe do elogiadíssimo disco Concerto para Pixinguinha, pela VEVO Brasil e inaugura seu canal oficial no Youtube, que aconteceu no dia 7 último. Baseado na parte mais elogiada de sua turnê, Concerto para Pixinguinha foi tão aclamado que no canal recém-inaugurado da cantora o clipe já é o mais visto de todos. A canção do clipe é Lamentos, música composta por Pixinguinha que, anos depois, ganhou letra de Vinicius de Moraes e faz parte do álbum de Vânia, lançado em 2016. Destaque de público e mídia especializada, figurando nas listas de melhores discos do ano. Lamentos chega ao vídeo com a direção do premiado cineasta Pedro Jorge – autor de Diamante, O Bailarina, que percorreu uma série de festivais nacionais e internacionais, ganhando evidência na grande imprensa. O álbum foi o vencedor do Prêmio Profissionais da Música 2017, além de estar na estrada desde 2013, rodando diferentes pontos do Brasil. Foram mais de 60 apresentações de sucesso absoluto.

Link do clipe que entrou no ar na quinta-feira, 07 de dezembro, pela VEVO Brasil:


Vânia Bastos / Lamentos
Por Petterson Mello e Marcelo Teixeira



sábado, 4 de março de 2017

A obra-prima de Eduardo Gudin


Obra-prima de Gudin
Se fosse apenas pela interpretação de Eduardo Gudin, Um Jeito de Fazer Samba (2007 / Dabliú Discos / 26,99) já seria um disco e tanto independentemente de sua categoria. Mas as participações de Paulinho da Viola, Vânia Bastos e Quinteto em Branco e Preto fazem tanta diferença, que fica impossível não dizer que esse disco de Gudin não seja perfeito dentro de sua esfera.  Centrado em seu jeito particular de fazer samba, um jeito característico do compositor, esta obra-prima projeta a evidência de seu lado cancionista, como letrista em composições inéditas de sua lavra, bem como em músicas também surgidas no decorrer da vida, mas nunca antes gravadas, em parcerias com Paulinho da Viola, Francis Hime, Paulo César Pinheiro, Luiz Tatit, J. C. Costa Netto, Nelson Cavaquinho e Roberto Riberti. Este belo e rico trabalho celebra a expressão de um artista em sua plena convicção autoral e dominadora, fortemente ligada ao samba e à cultura assimétrica do Brasil, sublinhando a sutil formação do conjunto de informações musicais que assolaram nosso país quando o disco fora lançado. De 2007 até hoje são 10 anos de diferença e lá naquela época a proposta musical como um todo era diferente da de hoje, que requer uma malandragem sambística atemporal que nunca se viu.  O repertório de Um Jeito de fazer Samba tem dois momentos sublimes: a participação de Francis na composição da exuberante Moto Perpétuo e Luiz Tatit em Sensação. Destaque maior para O Amor e Eu, um dos sambas mais lindos que Eduardo Gudin compusera em um momento de distraída atenção poética e que resultou no samba de maior destaque de todos os tempos e que está aqui, bem neste disco atemporal, com um frescor único e sensibilizado à flor da pele.

 

Um jeito de se fazer samba (2007) / Eduardo Gudín
Nota 10
Marcelo Teixeira

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A preciosidade de Embalar (2013), de Ná Ozzetti


Um dos melhores de 2013
Sempre há uma expectativa da minha parte para os lançamentos futuros da cantora e compositora Ná Ozzetti. Assim que lança um disco novo na praça, não dando tempo nem desse respirar, já anseio pelo próximo trabalho e fico aguardando frenetica e ansiosamente pelo outro. Ná é uma das poucas cantoras que conseguem fazer isso comigo. Mal lançou Meu Quintal no final de 2011, a cantora vêm com carga total com Embalar, disco que faz uma reviravolta em sua carreira, com participações especiais e dividindo letras com cantoras mais novas. Embalar, antes de mais nada, é um disco de profusões de palavras, característica mais que assídua da cantora e que demonstra uma clareza vocal exuberante. A impressão que passa é que Embalar é uma sequencia magistral de Estopim, lançado em  1999, a começar pela capa, aonde mostra em ambas, Ná dançando balé clássico. As letras de Embalar também nos remetem à Estopim, tanto pela maneira de galgar as palavras quanto pelo estilo musical, que se difere de Meu Quintal. Ná é uma das principais vozes femininas do Brasil e disso não há o que discutir e Embalar comprova, nitidamente, o quanto sua presença é marcante dentro da Música Popular Brasileira. Mantendo um estilo cativo de manter-se inerte em seu mundo, a cantora lança discos sensacionais, não repetitivos, com qualidade, supremacia e, sobretudo, musicalidade. O que Ná talvez não saiba é que a sua música, para poucos, como bem disse na canção Pérolas aos Poucos (José Miguel Wisnik) no CD Voz e Piano (2005) é rica para alguns e misteriosa para outros.

Poucos conhecem Ná Ozzetti. Mas todos deveriam ter a obrigação de conhecer o seu trabalho. Lançando seu décimo álbum, Ná Ozzetti é respeitada por críticos e músicos pela sua voz, pelo seu canto, pela sua música. Ná Ozzetti é a voz principal da Vanguarda Paulista, que teve como padrinho o inesquecível Itamar Assumpção e foi através deste excepcional cantor que tive o prazer de conhecer o trabalho de Ná (e, por consequencia, de Virginia Rosa, Susana Salles, Vânia Bastos). Embalar (2013 / Circus / 24,99) foi produzido pela própria cantora em parceria com o irmão Dante Ozzetti e os amigos Mário Manga, Sérgio Reze e Zé Alexandre Carvalho e já está à disposição nas melhores redes para vendas.

Com 11 faixas, o CD está recheado de participações especiais, como a amiga Mônica Salmaso na faixa Minha Voz e Juçara Marçal em Musa da Música, num trava-língua irresistível. Marcelo Preto divide os vocais com a cantora em Olhos de Camões. A polêmica sobre o lesbianismo surge em Lizete, numa engraçada forma de rimar e Nem Oi é uma parceria entrosada entre Dante Ozzetti e o mineiro Makely Ka.

Surpresa agradável foi a composição entre Ná e Tulipa Ruiz, que fecha o disco com a mambembe Pra Começo de Conversa. Surpresa mais que agradável, tendo em vista que as parcerias, letras, melodias, ritmos e tudo o que completa neste sensacional disco, faz parte agora do cancioneiro da MPB por um todo. Ná é sempre Ná e seu novo disco é um dos favoritos a entrar para a categoria de melhor do ano. Sem papas, choros e velas, o disco é um presente aos fãs da cantora e chega em um bom momento, enquanto só se falam de Rock in Rio, divas americanas, conversas de Anittas e papagaiadas de Ivetes.

Salve, salve dona Ná!


Embalar / Ná Ozzetti
Nota 10
Marcelo Teixeira

 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Belas e Feras, de Vânia Bastos, destoa o melhor da MPB


Ótima voz, ótimo disco
Uma das mais belas vozes da MPB, Vânia Bastos ainda não é uma cantora reconhecida pelo grande público e isso se deve a falta de informação que muitos carregam dentro de si e pela alta dosagem de música sem fundamento que assola o cenário musical, esmagando, quase que por completo, artistas de excelente gabarito. Mas quem está antenado com o melhor da música brasileira, sabe que Vânia Bastos é uma cantora completa, digna de uma refinada voz e com discos que exprimem o quanto a MPB é valorizada. E é com esta valorização que hoje resenho o disco Belas e Feras, lançado em 1999. O álbum, somente com músicas de compositoras de altíssimo nível, demonstra o quanto o país hoje é tomado pelo sexo feminino num todo. Ganhando o título de Belas e Feras, Vânia dá o recado numa forma generosa de homenagear suas colegas, sem deixar cair a peteca e fazendo de sua voz um grande e maravilhoso álbum.

O oitavo disco de Vânia vêm com pitadas saborosas de Marina Lima, Ângela Ro Ro, Joyce, Lucina, Dona Ivone Lara, Adriana Calcanhotto e até Daniela Mercury como letrista formidável que acabou se consolidando. O álbum, acima de tudo, é romântico, aonde o amor é incondicional e as mulheres são fortes e o cantar de Vânia deixa o disco tão belo, tão harmonioso e simples, que chega a ser lindo de ouvir. Sublinhamente aconchegante, Belas e Feras adentra meu universo e carrego na emoção ao ouvir tamanho clamor de uma excelente cantora e que todos deveriam conhecer e carregar no coração a beleza pura de uma voz única.

Do começo ao fim, o disco se mostra capaz de nos agarrar pelo sentimento aflorado de canções marcantes com tonificação exclusiva de Vânia. Impossível ficarmos sem repetir uma faixa sequer, pois quando o disco se encerra, queremos ouvir mais e mais. E é assim que Vânia Bastos entrou em minha vida: com um disco a altura de uma grande cantora, com músicas significativas e com uma voz de arrepiar.

 

Belas e Feras / Vânia Bastos

Nota 10

Marcelo Teixeira

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Márcia Tauil e o ótimo CD Sementes no Vento




Um dos mais belos discos da MPB
Márcia Tauil é uma dessas cantoras raras, com sensibilidade, refinamento, encantamento e uma voz cristalina. Não existem comparações entre Márcia e outra cantora qualquer, porque não existe uma cantora que seja igual a ela ou que seja parecido com seu estilo. Conheci seu trabalho meio que por querer: estava indo a procura do novo disco de Fabiana Cozza, em 2003, quando me deparei, por entre outros discos de MPB, com uma capa simples, singela, com sementes ao vento. A cantora em questão eu não conhecia, mas o compositor Eduardo Gudin, sim. Olhei as músicas: algumas conhecidas, outras nem tanto. Pensei: seria uma grande surpresa conhecer as músicas de Gudin que eu jamais tinha ouvido e, de tacada, conheceria a cantora Márcia Tauil. Foi um achado e tanto. Márcia me pegou pelo ouvido e pela excelente voz e seu disco era uma alegria para mim, para a MPB, para a cultura brasileira.

Dona de uma voz com potencial, Márcia Tauil é um nome que merece maior destaque entre as grandes cantoras da nova MPB. Sementes no Vento teve repercussão direta de quem ouviu e ainda hoje é o disco que mais ouço. Por quê? Porque é um disco lindo, maravilhoso, sensível, agradável, único. Márcia abrilhantou as canções de Gudin e Costa Netto com uma perfeição capaz de transformar músicas antigas como Verde e Paulista (cantadas por Leila Pinheiro e Vânia Bastos) em um dos achados mais harmoniosos do disco.



“Amor dedicado e cruel

Estranho papel que vivi

De tanto tentar ser fiel

Te trai”

Trecho da música Nossos Caminhos, da dupla Gudin / Costa Netto



Ouvir Márcia Tauil é uma das maiores maravilhas do mundo. A sensibilidade afetiva que encontramos em Sementes no Vento é tão visceral, tão presente e tão arquitetônica, que nos deixa a sensação de que a MPB está salva por artistas como ela. Criadora de um estilo que serve de inspiração a muitas cantoras novas, Márcia Tauil é o oposto das cantoras de sucesso rápido e sem poesia. Sua musicalidade é tão viva e tão rica, que sou obrigado a dizer, desde o lançamento do Mais Cultura!, em novembro de 2011, que ela é uma cantora que exala musicalidade, transpira energia positiva, canta maravilhosamente bem, emite sons característicos e é uma das grandes cantoras que este País já conheceu.

Sementes no Vento é uma obra-prima. A começar pelas canções escolhidas a dedo e pela bela voz de Márcia, o disco merece todos os destaques que um artista necessita. Músicas de excelente gabarito, sambas em grande estilo e homenagens a Chico Buarque na canção Poeta Maior, o disco é um achado e tanto e merece o respeito de todos os verdadeiros amantes da MPB e que precisa ser descoberto, devorado, engolido, mastigado, venerado e apresentado a amigos, familiares e cantarolado aos quatro ventos. Ser obra-prima não basta. Márcia Tauil é um troféu digno de estandarte e louvor.


O disco abre com a bela canção Antigos Sinais, já cantada pela cantora Beth Nazar e, de quebra, arremata ouvidos salientes de musicalidade, tamanha a perfeição na doçura de sua voz e nas belas frases de efeito que a dupla de compositores fizeram. Seguindo por Mensagem, já cantada por Vânia Bastos (esposa de Gudin), cujo tem versos brilhantes, capaz de nos apegar à música na primeira audição. Indo um pouco mais atrás no tempo, Ensaio do Dia foi composta em 1984 e cantada por Leila Pinheiro e aqui a mensagem é tão rica e deslumbrante que mais parece que a canção fora feito nos dias de hoje. Contando com a participação do cantor José Renato Fressa, a música rende um brilho confortante, regado às belas interpretações dos dois artistas.



“Vem olhar

O mau tempo se dispersou

O meu pranto eu já enxuguei

O meu sonho não desbotou”

Trecho de Sementes no Vento, da dupla Gudin / Costa Netto





Mas o que são as tais sementes no vento? As sementes que Márcia Tauil canta são aquelas deixadas pelo monstro sagrado compositor Eduardo Gudin em parceria com o também sensacional compositor Costa Netto, formando assim, em um disco aonde as sementes foram muito bem plantadas a começar pela bela e rica interpretação da cantora. Uma responsabilidade e tanta da dupla em convidar para beneficiar e agraciar suas canções com uma cantora desconhecida (até então) do grande público. Geralmente este feito é carregado por derrotas e tristezas, tendo em vista que sementes plantadas em terras novas não dão o fruto esperado. Mas Márcia Tauil prova e comprova que sua musicalidade estava acima de tudo e de qualquer suspeita. O disco é, sem sombra de vestígios, um dos mais belos de toda a MPB dos últimos anos.

Se as sementes que Eduardo Gudin e Costa Netto jogaram ao vento e espalharam-se no ar, Márcia Tauil foi autêntica em poder junta-las e canta-las em um disco sensacional, virtuoso de aplausos efusivos para todo o sempre. Esperemos que no baú de Gudin ainda existam mais sementes e que Márcia possa grava-los em um disco futuro ou, quem sabe, pincelar uma ou outra canção da dupla, para a nossa plena felicidade.

Tímido, resguardado por trás de retinas capazes de apreender – e compreender – o mundo dos afetos e suas sublimações, Eduardo Gudin compôs uma obra repleta de sambas, canções e peças instrumentais, prova de seu amplo desdobramento como compositor, letrista, cancionista, arranjador, produtor de discos e musicais e, antes de tudo, um criador efetivamente atrelado a uma estética própria, capaz de conciliar beleza, refinamento e sofisticação em suas melodias.



“O carnaval de cada dia

Alegoria de um amor

Onde passa sempre disfarça a nossa dor”

Trecho da música O Carnaval de Cada Dia, da dupla Gudin / Costa Netto



Com destaques para Conciliar, Mensagem, Samba de Verdade e O Carnaval de Cada Dia, o disco é, para mim, um dos melhores que tenho em casa e na minha coleção. Ouvir Márcia Tauil, ouvir Sementes no Vento, ouvir canções emaranhadas de entusiasmos e eufemismos e parábolas de Eduardo Gudin e Costa Netto em um momento em que a Cultura Brasileira exige cuidados para não tropeçar, é um grande remédio. Remédio para não pouparmos elogios a um grande time de compositores, a um grande disco e a uma grande cantora chamada Márcia Tauil.



Faixas



·       01 Antigos sinais (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       02 Mensagem (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       03 Ensaio do dia (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       04 Poeta maior (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       05 Samba de verdade (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       06 Conciliar (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       07 Nossos caminhos (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       08 Paulista (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       09 Verões virão (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       10 Verde (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       11 Coração aberto (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       12 O carnaval de cada dia (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)

·       13 Sementes no vento (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto)



Sementes No Vento / Marcia Tauil

Nota 10

Marcelo Teixeira

segunda-feira, 16 de julho de 2012

5º lugar: Márcia Tauil - As 20 Melhores Cantoras dos Últimos 10 Anos


Márcia Tauil conseguiu o 5º lugar
Márcia Tauil* vem se firmando no cenário musical brasileiro. Iniciou sua carreira como Cantora de Bailes, ainda na adolescência, e hoje é uma das maiores vencedoras como intérprete dos mais importantes festivais de MPB do Brasil. Marcia tem dois Cds lançados pela Dabliú: "Águas da Cidade" e "Sementes no Vento", este último com a obra de Eduardo Gudin e J.C.Costa Netto. Nascida em uma família de músicos, Márcia Tauil iniciou sua carreira no meio artístico como locutora de rádio e apresentadora de TV. Mas qualquer pessoa que a ouvisse poderia prever que ali, disfarçada sob o manto de uma outra profissão, havia uma futura grande cantora que simplesmente esperava a oportunidade de mostrar seu talento. E, como a Arte sempre acaba por revelar seu poder, Márcia é hoje uma estrela em ascensão, amplamente reconhecida pelos músicos e apreciadores da MPB que com ela convivem. 

Natural de Guaxupé – MG, sem saber que chegava ao mundo no Dia Nacional do Samba, 02 de dezembro, Márcia começou a cantar na adolescência e iniciou carreira solo em 1998, conquistando, desde o princípio, muitos admiradores que prontamente reconheceram seu talento. 

Cantora de timbre aveludado e ao mesmo tempo firme e preciso, Márcia Tauil conquista o ouvinte pela suavidade e doçura de suas interpretações e pela forma carismática com que se comunica com o público. Sua extensão vocal permite-lhe passar do mais grave ao agudo, de forma natural, sem ferir os ouvidos, dando a impressão de que tudo é muito simples de se realizar.

Sua participação em Festivais no Estado de São Paulo e de Minas Gerais rendeu-lhe diversos prêmios, resultando na maioria das vezes, na primeira colocação, seja como compositora, seja como intérprete.

Em 1999 gravou seu primeiro CD, Águas da Cidade, pela Gravadora independente Dabliú. Um disco que agrada por ser alegre, solto e ao mesmo tempo romântico e atual, com repertório bastante diversificado, de compositores como Chico Buarque, Djavan, Roberto Menescal, dentre outros.

Em junho de 2003, é escolhida por Eduardo Gudin para divulgar suas composições em parceria com José Carlos Costa Netto. Nasce então seu segundo CD, Sementes no Vento, em que interpreta canções como Verde, Paulista, O carnaval de cada dia, dentre outras, o qual lhe rendeu muitos elogios pela crítica especializada.  O CD Sementes no Vento foi lançado também no Japão pela gravadora Ward Records, em 2003, tendo sido muito bem recebido pelo público japonês.

Em outubro desse mesmo ano, recebeu o diploma de reconhecimento do Ministério da Cultura, Funarte e Un-Habitat (Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos), por sua participação no CD Rios do Rio, interpretando a canção Fábula do riacho de Simone Guimarães e Cristina Saraiva, trabalho que foi visto com muita satisfação pelo então Ministro da Cultura, Gilberto Gil.

Posteriormente fez algumas turnês pelo Estado de São Paulo e Minas Gerais com Roberto Menescal, divulgando e interpretando, ao lado desse grande mestre, algumas canções gravadas em seu CD, além do repertório de bossa nova.

Reconhecida no meio musical por sua bela voz e como promissor expoente da música popular brasileira, aceitou convites de vários artistas, gravadoras e instituições para gravar participações especiais em CD’s, bem como em programas de rádio e televisão.

Entre 2008 e 2010 realizou diversos shows ao lado da cantora paulista Vânia Bastos no Estado de São Paulo e de Minas Gerais.

Em 2010, o reencontro de Márcia e Roberto Menescal aconteceu em Brasília, a convite de Márcia, por ocasião da gravação do programa Talentos da TV Câmara, que fez um apanhado sobre a carreira de Márcia. No mesmo ano, estiveram juntos em mais dois shows comemorativos aos cinquenta anos de carreira de Menescal, realizados em parceria com o Clube da Bossa Nova.

Elogiada por Marco Camargo, um dos críticos mais ferrenhos do programa Ídolos e produtor musical dos mais importantes do Brasil, Márcia Tauil segue seu caminho tranquila, com a paisagem de quem sabe por onde pisa e seu reconhecimento musical é a prova de que a música engrandece qualquer cantor. Por todos estes requisitos, Márcia Tauil merece, sem sombras de dúvida, o quinto lugar na lista das melhores cantoras do Brasil dos últimos 10 anos na MPB.

*A biografia da cantora Márcia Tauil está em seu site (www.marciatauil.com.br), de onde este artigo foi retirado, exceto pela última frase.



Quinto lugar: Márcia Tauil

As 20 Melhores Cantoras dos Últimos 10 Anos

Marcelo Teixeira