Mostrando postagens com marcador Pixinguinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pixinguinha. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de dezembro de 2017

Vânia Bastos lança o clipe Lamentos (2017)

Vânia: elogiada entre as elogiadas
A cantora Vânia Bastos lança videoclipe do elogiadíssimo disco Concerto para Pixinguinha, pela VEVO Brasil e inaugura seu canal oficial no Youtube, que aconteceu no dia 7 último. Baseado na parte mais elogiada de sua turnê, Concerto para Pixinguinha foi tão aclamado que no canal recém-inaugurado da cantora o clipe já é o mais visto de todos. A canção do clipe é Lamentos, música composta por Pixinguinha que, anos depois, ganhou letra de Vinicius de Moraes e faz parte do álbum de Vânia, lançado em 2016. Destaque de público e mídia especializada, figurando nas listas de melhores discos do ano. Lamentos chega ao vídeo com a direção do premiado cineasta Pedro Jorge – autor de Diamante, O Bailarina, que percorreu uma série de festivais nacionais e internacionais, ganhando evidência na grande imprensa. O álbum foi o vencedor do Prêmio Profissionais da Música 2017, além de estar na estrada desde 2013, rodando diferentes pontos do Brasil. Foram mais de 60 apresentações de sucesso absoluto.

Link do clipe que entrou no ar na quinta-feira, 07 de dezembro, pela VEVO Brasil:


Vânia Bastos / Lamentos
Por Petterson Mello e Marcelo Teixeira



segunda-feira, 31 de julho de 2017

Uma rosa de Elizeth Cardoso para Pixinguinha

Sofisticado disco de 1983
Chega a ser um verdadeiro absurdo um país que tem as melhores cantoras brasileiras não fazer zelar pela maior das vozes de todos os tempos: Elizeth Cardoso. Mais absurdo ainda, talvez, seja a proliferação de cantoras ingratas sem intelectual algum estarem em um topo desqualificável ao ponto de baterem no peito e dizerem que são as maiores cantoras e vozes de todos os tempos. Mas Elizeth só ouve uma e era carinhosamente chamada de A Divina. O artigo poderia muito bem encerrar aqui e tapar as bocas de cantoras despudoradas que vivem rebolando no palco ou com aquelas que utilizam do violão para dizerem que são multi em alguma coisa. Considerada por muitos como uma das mais brilhantes cantoras de todos os tempos, Elizeth era uma talentosa intérprete e reverenciada pelo público brasileiro e internacional, que exigia seus shows de duas a três vezes ao ano.  Mas Elizeth dispensa qualquer tipo de apresentação: seja A Divina, A Magnífica ou a A Enluarada, a cantora era uma das representatividades mais importantes de seu tempo e até hoje é exemplo de profissional competente para as cantoras que prestigiam sua personalidade.  Poderia ficar aqui escrevendo inúmeras linhas para elencar a importância de Elizeth dentro da música popular brasileira ou, então, convencer você que lê este artigo nas várias facetas da cantora. Mas nada é tão saboroso do que ouvir Elizeth. Nada é mais divino do que sabermos que temos uma Elizeth Cardoso para chamar de nosso! A prova maior de seu talento está registrada em Uma rosa para Pixinguinha (1983), em que a cantora canta e glorifica um dos maiores compositores de todos os tempos.  Salve, dona Elizeth!
 
 
 
 
Uma rosa para Pixinguinha (1983) / Elizeth Cardoso
Por Marcelo Teixeira

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Por que sou crítico? Uma reflexão sobre a minha arte de criticar


A minha arte de criticar música
A minha função como crítico de música é o de criticar, patrocinar a divulgação de um cantor e estar atento às novidades que os mesmos produzem, seja ele ruim ou excelente, canhestro ou bom, atemporal ou desanimador, estimulador ou inquieto, arrogante ou cristalino. Enquanto houver cantoras e sejam elas boas, medianas, ruins ou excelentes, meu papel aqui é o de criticar. Critico porque há a necessidade plural de uma sinceridade justa dentro de um contexto ideológico e que muitos precisam saber. Há a benevolência de uma magnitude singular que persiste estar antenado com o que há de novo e o que há de antigo, mesmo lembrando que o antigo muitas vezes é melhor aguçado que o novo e que o novo é sempre possível de mudanças ou reparações. Pensando por outro lado, temos que pensar no futuro da música, no futuro das cantoras e dos cantores, no futuro de um estilo que fale a nossa língua, a nossa ética, a nossa relevância, o nosso amanhã. Qual será o destino do CD físico? Ele vai sobreviver por muito tempo? Podemos dizer com toda a certeza que o estilo A não comporta com o estilo D, que, por sua vez, está interligado com o estilo de vida da classe B, mas que possui características físicas da classe dominante Z, que, por outro lado, tem formas e estilos formais da classe oriunda que perpetua o universo C? Óbvio que não! Mas podemos ter uma ideia ou percepção daquilo que está por vir, tendo em vista o cenário da música brasileira atual. Chico Buarque, grande compositor de excelentes clássicos nacionais, disse recentemente que o cenário da música atual reflete o Brasil atual. Ele está coberto de razão: os grandes barões da música financiam o grande capitalismo cultural, fazendo com que a massa não venha intervir em seus negócios. Quando será que nascerá de novo um Pixinguinha, um Paulinho da Viola, uma Elis, uma Clara, uma Gal ou até mesmo Caetanos, Miltons e Djavans? A música atual pede socorro e não mais passagem, porque ela adentra em nossa casa sem ao menos pedir licença. Apenas invade. Invade nosso espaço, invade nosso cérebro, invade nossa paz. E muitos críticos de música acabam caindo ou se rendendo ao sistema burocrático da verba ilícita para ajudar a patrocinar esses estilos difundidos pelos quatro cantos do país. Ser crítico é ser persistente na melhoria de algo e, no meu caso, insisto na melhoria da música brasileira por um todo. Precisa-se ter ética, postura. Precisamos descobrir mais cantoras, sem esquecer as do século passado e incluindo as atuais. Precisamos de mais cantores de qualidade exorbitante, pensando na junção destes atuais com os antigos e com os que virão. Ser crítico é saber respeitar o outro, saber distinguir que o que ele lançou hoje pode ser bom, mas que amanhã pode ser melhorado. Ser crítico é estarmos com o coração nas mãos a procura de uma nova voz para que possamos compartilhar. Ser crítico é ter olhar e sentimentos verdadeiros. E ser verdadeiro é ser crítico. Por que escrevo isso para vocês? Porque recebi uns e-mails recentemente de leitores e amigos que falam que escrevo com sinceridade e certeza. E para vocês eu respondo: não preciso agradar a ninguém para ser crítico. Portanto, o cantor precisa ter o termômetro de uma pessoa crítica, progressista e que lhe faça dizer: não estou aqui para passar-lhe a mão na cabeça, mas sim para ajudar na qualidade musical do Brasil. E é por isso que insisto em criticar a música.

 

Por que sou crítico?
Uma reflexão sobre a minha arte de criticar.
Por Marcelo Teixeira

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A falta de Marisa Gata Mansa


Marisa em capa de disco: obra-prima
Chega a ser irrisório em pleno século 21, as pessoas não conhecerem ou não tomarem mais conhecimento de uma grande cantora chamada Marisa Gata Mansa. Em meio a tantas inutilidades que ouvimos por ai em esquinas, bares e bocas sujas e nulas, Marisa Gata Mansa é a cantora que faz falta no cenário musical e que poderíamos ouvir mais e mais e mais, sem cansar e sempre repetindo suas belas músicas com sua bela voz.  Marisa Gata Mansa é de origem de uma família que gostava muito de música e desde a infância se interessou em cantar. Devido ao seu jeito calmo de falar, recebeu de Djalma Sampaio o apelido de Gata Mansa, que adotou como nome artístico ainda na década de 1950. Em 1953, recebeu de João Gilberto a música Você esteve com meu bem?, de João Gilberto e Russo do Pandeiro, que gravou em seu primeiro disco, lançado pela RCA Victor.

No ano seguinte, iniciou sua carreira como intérprete de jazz. No mesmo ano, gravou os sambas Só eu não, de Monsueto, Raul Marques e M. Fernandes e Quem me fez chorar, de Caboclo, Carino e Gustavo. Atuou como crooner do Golden Room do Copacabana Palace (RJ) durante quatro anos. Em 1956, conheceu Dolores Duran, substituindo-a como cantora no Bacará. Seu contato com Dolores, a quem foi muito ligada, facilitou seu acesso ao movimento da bossa nova. Já integrada ao movimento, passou a cantar no Beco das Garrafas (RJ). Nessa mesma época, conheceu Antônio Maria, de cujas canções se tornou intérprete muito constante. Flávio Cavalcanti a levou para a TV Tupi, onde dividiu com Moacir Silva a apresentação do programa Convite à música.

Nessa época conheceu Bororó, Dick Farney, Johnny Alf e Sérgio Ricardo. A partir de 1958, gravou na Copacabana o fox You do something to me, de Cole Porter e o choro Que é?Que é?, de Bororó e Evagrio. No mesmo ano, gravou o clássico da música popular, Chega de saudade, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes e o samba canção Castigo, de Dolores Duran, seu maior sucesso. No ano seguinte, gravou seu primeiro LP, A suave Marisa, que incluiu a faixa "A noite do meu bem", de Dolores Duran, que foi para as paradas de sucesso. Registrou em disco quase toda a obra de Dolores Duran, que a homenageou com a canção Não me culpe. Foi casada com o compositor e pianista César Camargo Mariano, que compôs para ela a música Marisa, tema da cerimônia religiosa de seu casamento com o compositor. Teve um filho com ele, o músico Marcelo Mariano.

Em 1961, gravou o samba canção Um novo céu, de Fernando César e Ted Moreno e o samba Operação amor, de Jaime Florence e Augusto Mesquita. Morou em São Paulo durante sete anos, época em que tentou fazer teatro, chegando a participar de um musical com Lennie Dale e de um espetáculo com Caetano Veloso e Taiguara, no Teatro de Arena. Voltou para o Rio de Janeiro, e passou a atuar nas boates Fossa e Taba. Gravou músicas inéditas de Johnny Alf, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, entre outros. Em 1972, gravou um compacto simples com Viagem, de João de Aquino e Paulo César Pinheiro, marco em sua carreira. Homenageou Dolores Duran em três espetáculos: Dolores, 20 anos depois (1979), A noite de meu bem e Tributo a Dolores Duran.

Na década de 1980, gravou os LPs Marisa Gata Mansa e Leopardo. Em 1997, lançou um CD em homenagem ao cronista e compositor Antônio Maria, com destaque para Samba de Orfeu e Manhã de Carnaval, ambas de Antônio Maria e Luís Bonfá. Também o homenageou com o disco e espetáculo musical Encontro com Antonio Maria, escrito e dirigido por Ruy Faria do grupo vocal MPB-4. Teve ativa participação em projetos musicais, como Seis e meia, dirigido por Hermínio Belo de Carvalho e Albino Pinheiro, e Pixinguinha. Apresentou-se em todas as capitais e diversas cidades do interior do País. Faleceu aos 69 anos, devido a uma insuficiência respiratória aguda, consequência de uma isquemia cardíaca.

A falta que Marisa provoca em mim é tão absurda, que eu preferiria escutar sua bela voz ao invés de proferir estas palavras neste artigo. Peço apenas uma única coisa: ouçam Marisa Gata Mansa ao menos uma vez em sua vida!

 

A falta de Marisa Gata Mansa

Marcelo Teixeira

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Sandra Duailibe: Uma Grande Voz


Sandra Duailibe: prestem atenção nela
Ela nasceu no Maranhão, foi criada no Pará, mas é em Brasília que Sandra Duailibe divide seu tempo entre a poesia e a música. Dona de uma voz encantadora, que potencializa qualquer ambiente e nutre uma energia de bem estar, a cantora encontrou na musicalidade um vestígio para poder demonstrar o sabor de diferentes partes do Brasil, em maravilhosos discos lançados no decorrer de sua carreira e fazendo da música popular um significado ainda maior. Indicada ao Grammy Latino, o prêmio máximo da Música, Sandra consegue ser uma cantora que nos encanta a cada faixa de seus maravilhosos álbuns. Inventora de um estilo que harmoniza entre a bossa nova e o popular, a voz aveludada de Sandra nos remete aos bons e velhos tempos em que se fazer música era uma variante comum entre os brasileiros. Sua inquietude é marcante e seus discos não caem na mesmice e nem tem o tom de ser pejorativo.



Se acaso encontrar outro amor

Deixe a porta aberta pra entrar

Lamento se te incomodou

O meu jeito de amar



Trecho de Bons Momentos





Hoje apresento neste artigo o saboroso disco Do Princípio ao Sem-Fim (2006), disco tão virtuoso no quesito qualidade, que fica impossível não acreditar no talento, na voz, na doçura e no encantamento que Sandra nos passa. Regravando grandes nomes da MPB, Sandra Duailibe nos apresenta um disco onde aponta uma versatilidade gigantesca com sua voz e incita que realmente o país é dominado por vozes femininas.

Abrindo o disco com a bela Fruta Mulher (Vevé Calazans), a música parece que foi posta no disco para poder provar que realmente Sandra é uma guerreira, uma batalhadora e que foi diplomada e contra a maré. Ivan Lins e Vitor Martins são agraciados na inquestionável canção Doce Presença, uma música marcada pelo romantismo, pela redescoberta do outro, pelo amor num contexto geral. Sandra se firma definitivamente como cantora nesta música, sem deixar rastros de qualquer dúvida.

Fátima Guedes, grande compositora, aparece com Lua Brasileira, contagiante música, que soa meio jazz e meio samba, para homenagear a lua, tão distante e esquecida. Na praticamente inédita Morro de Saudade, Sandra homenageia o cantor e compositor Gonzaguinha na sua forma mais sublime, destoando sua voz e nos banhando de emoção. Grande sucesso dos Titãs, Epitáfio, de Sérgio Britto, já gravada por Gal Costa, surge como uma novidade de todo o disco e fica impressionante a maneira como Sandra Duailibe dá o tom nesta faixa, deixando claro e evidente a sensibilidade que a canção transpassa. O regionalismo aparece na bela Verdadeira Estrada, de Antenor Bogéa e Simone Guimarães, dando mais uma dimensão do que é o amor e seus sentimentos aflorados. Do Princípio ao Sem-Fim fecha o disco com maestria. A faixa de Zé Américo (que produziu o disco) juntamente com Salgado Maranhão, é de uma beleza incomum, destoando ali toda a vivacidade de uma grande cantora.

Sandra traz para o disco uma canção onde junta dois monstros sagrados da música brasileira: Pixinguinha e Vinicius de Moraes na ótima faixa Mundo Melhor. Com um disco com tantos nomes fortes na MPB, com a bela interpretação de uma sensacional cantora, só poderia sair um excelente disco como este de Sandra Duailibe. O disco é praticamente um hino ao amor e suas aventuras e desventuras. Prazeroso do começo ao fim, com uma voz aveludada, Sandra Duailibe nos apresenta uma obra rica em musicalidade, harmonia, técnica e primor. Que venham outros discos dessa maravilhosa cantora, desta maravilhosa voz e deste poço de cultura, que se chama Sandra Duailibe.



Faixas



·       Fruta Mulher

·       Bons Momentos

·       Lua Brasileira

·       Doce Presença

·       Morro de Saudade

·       Epitáfio

·       Foi com Você

·       A Vida é uma Canção

·       Refil

·       Meiga Presença

·       Ressurgir

·       Verdadeira Estrada

·       Mundo Melhor

·       Do Princípio ao Sem-Fim





Do Princípio ao Sem-Fim / Sandra Duailibe

Nota 10

Marcelo Teixeira

sexta-feira, 13 de julho de 2012

6º lugar: Fabiana Cozza - As 20 Melhores Cantoras dos Últimos 10 Anos




A cantora Fabiana Cozza: a sexta melhor
Fabiana Cozza iniciou sua carreira em 1996, em um grupo vocal liderado por Jane Duboc. Em 1998, a convite do compositor Eduardo Gudin, integrou o grupo Notícias Dum Brasil, gravando o disco Pra Tirar o Chapéu, dividindo o palco com Ivan Lins, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Leila Pinheiro, Hermeto Paschoal, Chico César. Seu primeiro trabalho O samba é meu dom foi indicado ao Prêmio Tim 2005 nas categorias Melhor Cantora de Samba e Artista Revelação e à categoria Revelação, no Prêmio Rival Petrobras 2005. No mês de setembro, Fabiana representou o Brasil no Popkomm, em Berlim. Batizado com o nome de um samba de Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro, o disco traz excelências do samba como Silas de Oliveira (Meu Drama) e Geraldo Filme (A Morte de Chico Preto) e canções inéditas de compositores como o paraense Leandro Medina (destaque no Festival da Cultura 2005) e Paulo César Pinheiro.

Lançado em 2004, o O samba é meu dom motivou a participação de Fabiana Cozza em shows pelo Brasil dentro do projeto Pixinguinha ao lado de Francis Hime, Celso Viáfora e Denise Pinaud, bem como a participação no programa Bem Brasil da TV Cultura ao lado do compositor Ivan Lins. Fabiana é uma das grandes revelações da MPB dos últimos tempos. É só bater o ouvido para crer. E o olho. A mulher, no palco, é fogo. Há tempo não surgia uma intérprete assim. Indo no coração da canção. Quer seja um samba, quer seja uma bossa.

O que mais impressiona quando ouvimos uma cantora jovem como Fabiana Cozza é justamente a maturidade de sua presença, a segurança com que domina o repertório e a aura de grande sambista que a ilumina quando se solta no palco. Não é à toa que ela coloca Elizeth Cardoso como uma de suas maiores influências. Fabiana, além da bela voz, conhece música brasileira e fala com desenvoltura sobre épocas, gêneros, cantoras e instrumentistas.

E é por todo esse samba no pé e esse gingado que só ela tem que Fabiana Cozza encabeça a sexta colocação no ranking das 20 Melhores Cantoras dos Últimos 10 Anos.



Sexto Lugar: Fabiana Cozza

As 20 Melhores Cantoras dos Últimos 10 Anos



Marcelo Teixeira