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sábado, 1 de novembro de 2014

Os encontros desprezíveis de Paula Fernandes


Um disco qualquer em sua carreira
Não consigo entender ainda qual a finalidade de Paula Fernandes na música popular brasileira: fanha, não abre a boca para cantar (talvez inventando um novo gesto para balbuciar suas próprias palavras cantadas) e sem postura de palco (a cantora ainda não consegue se soltar no palco), Paula Fernandes é um caso raro de cantoras sertanejas sem atração alguma. Estrela apagada que és, a cantora só consegue despertar a atenção dos desmiolados, incapazes de perceberem o quanto seu talento e insignificação na música atual é desprezível. Além da falta de carinho e empatia, Paula é uma das cantoras que, mesmo ganhando mais dinheiro e sendo mais querida pelo público, é a cantora mais chata e insensata do segmento, deixando para trás a imagem doce e característicamente rotulado de outras fontes de alimentação do mundo sertanejo, como Roberta Miranda, Sula Miranda, As Irmãs Galvão, entre outras. Não me conformo como conseguiram moldar uma cantora deste naipe sem a emoção, sem o sentimento maior, sem expressão facial, sem linhas de pensamentos fluentes, sem absolutamente nada na cabeça, como fizeram com Paula Fernandes. Recentemente, a cantora lançou o disco Paula Fernandes – Encontros Pelo Caminho (2014 / Universal Music / 31,90), um álbum duplo contendo participações magistrais como Vitor e Léo, Hebe Camargo, Almir Sater e até Frank Sinatra. São encontros grandiosos, mas que a cantora deixa a desejar conforme vai entoando cada nota musical com sua voz paupérrima: quando ela canta com Almir Sater Tocando em Frente, há falta de sincronismo entre o cantor (o criador) e a cantora (a que se diz cantora). A química não rolou e a tentativa de fazer com que a música ficasse mais viva na memória das pessoas caiu por água abaixo. E não foi culpa de Almir, mas sim pela voz canhostra e horrível de Paula, que insiste em não querer abrir a boca! Mas de que adianta tanta produção, se o principal produto não é fornecido conforme o selo de qualidade exige: a voz de Paula Fernandes. Com uma capa paupérrima, remetendo a um de seus primeiros CDs, Pássaro de Fogo, e com um ar meio angelical, a cantora tenta passar a imagem de boa moça, de quem sabe fazer a lição de casa, mas na verdade, ainda não saiu da terceira nota musical. Não vi nada de especial neste álbum duplo e não vi nada de espetacular no conjunto da obra: Paula canta cada vez pior, com uma voz anasalada pueril, com o mesmo sentimento tacanho e com ares de menina pobre do sertão. A capa nos remete a um tempo de infância perdida da cantora, com um sertão por detrás dela, nos dando a impressão do longo caminho percorrido da cantora até o encontro definitivo com a música sertaneja. Definitivamente, o mundo sertanejo merece muitas coisas, descartáveis ou não, e Paula Fernandes é uma dessas coisas descartáveis. Ainda acredito na força estranha e natural de uma divindade qualquer que faça com que Paula ou se cale de vez ou simplesmente evapore da face terrestre. Enquanto isso não acontece, somos obrigados a aturar seus discos (agora duplos) e com a mesma ladainha canina de sempre: voz fanha, rouca e sinistra.

 

Encontros Pelo Caminho / Paula Fernandes
Nota 6
Marcelo Teixeira

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Joelma aposenta a banda Calypso


Joelma: infâme
Se for por vontade de alguma divindade ou por São Brás, protetor dos cantores, Joelma, a cantora que mais grita na música popular brasileira, anuncia que vai aposentar a banda que um dia a revelou, para se tornar cantora evangélica. Após as polêmicas de suas frases de efeito constrangedor, a cantora estaria disposta a enveredar por caminhos cristãos e vai deixar de lado o Calypso para formar o Calypso de Deus. Mas será que Deus aceitaria? Aceitando ou não, o fato é que a cantora está fadada a ser mais uma marionete das próprias palavras e, para tentar se esconder das quedas de vendagens de seus discos, resolveu camuflar seus dons artísticos sobre os domínios de Deus. Vale lembrar que muitos cantores foram para o mesmo caminho após sentirem o ostracismo por perto, casos como os das cantoras Baby do Brasil, Rosanah Fienngo, Sula Miranda, Mara Maravilha (ex apresentora de programas infantis), Nelson Ned, Lindomar Castilho, entre muitos outros.
Se a música evangélica é tão forte assim, por que não foram antes mesmo de lançarem tanta porcaria no mercado fonográfico? Que Joelma é um lixo sem tamanhos proporcionais, disso não há dúvidas.  Espero apenas que o seu deus a aceite com seus trejeitos e que tape seus ouvidos ao ouvir seus cantos e louvores. E que São Brás, tão pouco comentado e lembrado, tenha paciência por todos os seus pecados.
Joelma se apresentou com a banda Calypso em São João da Capitá, em Recife, na noite sábado (8). A cantora surpreendeu os fãs ao anunciar durante o show que vai se dedicar à carreira gospel em breve. O assunto ganhou destaque nas redes sociais com comentários dos admiradores da banda, pedindo à cantora que seja feita a sua vontade. E a vontade de Joelma é ser a maior cantora gospel do Brasil, superando a maior estrela deste estilo, a queridinha (sem nenhum trocadilho) Aline Barros. Impossível, né, São Brás?
Joelma realmente fez este anúncio, mas nada vai acabar agora, para a nossa tristeza, embora a banda tenha saído da mídia após a polêmica entre gays e religião no primeiro semestre deste ano. A previsão é que só termine em 2014. Depois disso, Joelma realmente quer algo focado na música gospel e pensa em iniciar a Calypso de Deus. E se isso acontecer, Joelma poderá ficar fadada a ter um público menor, pois a sua grande maioria ela perdeu há um certo tempo.

Joelma aposenta a banda Calypso para formar o Calypso de Deus
Marcelo Teixeira