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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Morra, Marcos Feliciano!


 

O deus Feliciano
Peço licença e desculpas ao leitor do Mais Cultura!, mas hoje o assunto não será música. Peço licença e desculpas aos leitores que lerem este artigo, assim como peço licença pelo espaço que tenho para poder expressar a minha indignação contra um pastor. Peço desculpas pelas palavras de baixo calão que poderei usar, mas serão ferramentas necessárias para que a minha expressão seja entendida por muitos. Chega de impunidade. Chega de pastorismos dominando ou tentando dominar o mundo. Chega de Silas Malafaia, Sônia Hernades, Marcos Feliciano. Chega. Estamos cansados de tanta palhaçada de um homem que serve a Deus e estamos exaustos de atitudes infantis de um homem que exerce uma das principais funções dentro do governo. Assim como ele tem suas opiniões, nós temos as nossas e assim como ele a expõe, nós temos também a honra e dignidade em poder expressar as nossas opiniões. A minha vontade era de arranhar a cara de Marcos Feliciano. Puxar seus cabelos e arrastar seu rosto pelo chão. Ver escorrer o sangue de sua face. Quebrar seus dentes. Arrancar suas orelhas. Puxar sua língua e cortar na faca.

Evangélico é igual a mim e a você. Somos irmãos, como eles mesmo falam. Evangélico é tudo igual. Roubam, matam, estrupam. Existe evangélico negro, branco, japonês, sueco. Existe evangélico sagaz, aquele que acredita no seu deus, mas que quando acaba o culto, pensa igual ao Feliciano. Existe evangélico que prega o evangelho no culto, mas enquanto o amigo vizinho esta orando silenciosamente, o evangélico aproveita a oportunidade e apanha seu dinheiro ou qualquer coisa que esteja a sua frente. Se Feliciano pode dizer que negros não é gente e que gay precisa morrer, eu posso fazer as duas coisas ao mesmo tempo: ser gay e negro. Aposto como o meu deus é igual ao deus dele. E eu não preciso de religião nenhuma para provar o quanto estou feliz com minha orientação sexual e com a cor a qual honro e adoro ter.

Pedimos um basta a este evangélico ladrão, assassino de mentes alheias e homossexual não assumido. Marcos Feliciano não é digno da função que exerce e muito menos é ser humano filho de seu deus todo poderoso. O seu deus é um deus falho, um deus desumano e um deus que não existe. Pois se existe um deus para Feliciano, este deus é a mente de satanás, que está presente em seu corpo, sua alma, suas vestes, seus passos, suas danças ridículas em cultos programados e destinados à bestas insanas e incapazes de crer.

Marcos Feliciano é o capeta ladrão do dizimo a qual a beata impiedosamente sã e caridosa deposita sua fé, achando que ele, Feliciano, é o deus aqui na terra. Deus que se sente o Silas Malafaia e a bispa Sônia Hernandez, a rainha do dizimo, do dinheiro, da beleza, dos cremes e do mundo americano. O deus de Silas não é o mesmo deus de Feliciano, assim como não é o mesmo deus de Sônia, nem de Edir Macedo, nem de Waldemiro, mas todos esses elementos da vida privada e reis de igrejas monumentais, entendem que não é preciso ser da mesma congregação. Basta mostrarmos as carteiras recheadas de dinheiro.

Tenho conhecimento de causa para poder dizer isso. Sou negro. Sou gay. Sou trabalhador. Adoro o que faço, amo a quem posso e nunca roubei um centavo do ser humano ao lado, nem nunca preguei uma oração destinada aos fiéis imbecis que ali estão.

Por falar nisso, estou pensando em não ser mais crítico musical e vou virar pastor. Irei gritar enlouquecidamente num palco, fingir fazer orações magistrais, receber o dizimo, pedir cartões de débito e crédito aos meus fiéis, exorcizar corpos em voga e entrar para um governo cristão, que aceite minhas ideologias e, assim, quem sabe, não fico rico ilicitamente?

Mas para isso acontecer, o Marcos Feliciano precisa morrer.

 

Morra, Feliciano!

Marcelo Teixeira

sexta-feira, 1 de março de 2013

Uma Música para Silas Malafaia


O Deus Silas
Amigo do capeta, servente dos ladrões que assolam este país, protestante da ignorância, senhor das mazelas, pastor falastrão e canalha. Fanfarrão, canhestro, fútil, mesquinho, arrogante, ladrão, mercenário, pecador. Poderia ficar aqui horas, dias, meses e anos escrevendo e atacando um senhor de 56 anos chamado Silas Malafaia, porque ele merece todos os insultos capazes de lhe servir a moral. Senhor das palavras mentirosas, homem incapacitado de fazer o bem, servidor das mentiras que prega em sua igreja, Silas Malafaia precisa urgentemente de uma camisa de forças para que seu reinado possa ser coroado com dignidade. Penso mais: ele precisa ser enforcado em praça pública e sofrer o que sofrem os gays nas mãos de vândalos e criminosos. Silas Malafaia (faço questão de frisar seu nome e sobrenome), precisa aprender mais sobre a palavra amor, pregada com tanta veemência e atemporalismo em seus cultos pueris e grotescos. Pastor condenado à injuria e a falsidade, Silas Mafafaia é o oposto de pastores espalhados pelo mundo. Difere de sua religião a invariável forma de falar a verdade para uma multidão. E chegou ao poder da igreja evangélica levada por homens turvos de paletó e gravata e fumando charutos que cheiram muito mal.

Silas Malafaia, o cordeiro do senhor capeta. Esse cidadão precisa entender que homossexualismo não se aprende na escola, não se encontra na esquina, nem vende em supermercados como opção de escolha numa prateleira em que se refere casado, solteiro, amante, gay. Não existe, ainda, a possibilidade de acordarmos e dizermos: “hoje eu acordei gay, amanhã quero ser hétero!”. Gay nasce gay. Não somos iguais aos pastores que de uma hora para outra dizem: “eu vou ser pastor e enganar as pessoas de fé!”. Coisa que o senhor faz com tamanha vocação, porque eu sou gay e não preciso esconder minhas preferencias sexuais e sim, ser visto ou observado como gay. Sou humano, sou puro, sou gente como você, senhor Silas Malafaia, o servente do capeta, o seu irmão de fé.

Tenho pena de homens com cabeça grande, mas que pensam pequeno. Dentro de suas cabeças há apenas um vasto vazio, um espaço oco, profundo, cujo não há como pensar, refletir e determinar certas coisas. De que adianta ser pastor, mas não saber a verdadeira palavra de Deus? Ou, como perguntou Marília Gabriela em seu programa ao mesmo pastor, qual seria o Deus de Silas Mafalaia? Seu coração não tem Deus. Para ter pensamentos aos que ele tem, não precisa de Deus, porque ele se acha o próprio deus. Deus da discórdia, da miséria, da antipatia, da segregação irracional do temperamento atemporal de homens de ternos que pensam erroneamente sobre o que é natural e demoníaco.

Silas Malafaia precisa conhecer de perto as causas a qual tanto vocifera e lembrar que seus filhos terão netos, que terão bisnetos e eu rezo todos os dias para que ele possa ter um ataque fulminante do coração ao saber que seu netinho resolvera acordar de um surto e dizer: “vovô Silas, eu namoro um garoto!”.

Silas Malafaia precisa aprender o significado real da vida. E para isto, precisa ser homem o suficiente para encarar a vida. Ser pastor deve ter lá seus benefícios, afinal, uma legião de homens andam seguindo mentindo sobre a palavra de Deus. Ser gay é uma virtude, afinal, tem que ser muito homem para assumir perante a sociedade a sua real condição na terra.

Para tanto, cantarolo a música Segura Nas Mãos de Deus, Silas Malafaia. E espero, profundamente, que o senhor tenha um ataque fulminante do coração ou seja enforcado em praça pública, alvejado de pedras bem na sua cabeça grande e vazia!.

 

Uma Música para Silas Malafaia

Marcelo Teixeira.