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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Entrevista: Alberto Salgado




Alberto Salgado: o entrevistado*
Uma das melhores vozes masculinas dos últimos tempos, Alberto Salgado é um cantor inspirado e transpassa essa inspiração a quem o ouve. Tudo o que vêm de Alberto soa como poesia, lirismo ou pura música, pois como o próprio cantor diz, a música é a expressão da vida em forma de som. Seu CD, Além do Quintal, foi lançado recentemente e conta com uma brasilidade impressionante, misturando ritmos e tendências musicais e demonstrando todo o seu equilíbrio contagiante ao compôr sobre a pluralidade da vida, colocando sobre isso toda a sua magnitude ao se impor como um dos cantores mais espetaculares da atualidade. Aproveitando o lançamento de seu primeiro disco, o Mais Cultura Brasileira teve o privilégio e a honra de poder bater um papo com este grande músico. Elogiado por dez entre dez estrelas da música, Alberto Salgado faz com que Brasília acorde mais animada ao som de suas músicas, sempre procurando levar sua voz ao ouvinte que não o conhece.  Nesta entrevista surpreendente, que vai do samba ao baião, Alberto Salgado revela detalhes de seu minucioso trabalho, diz o que há além de seu quintal e que os melhores cantores são Emílio Santiago, Elis Regina, Kiko Klaus e Juçara Marçal.

 

Marcelo Teixeira: Alberto, o que é música pra você?

Alberto Salgado: Música pra mim é a expressão da vida em forma de som.

M.T: De onde surgiram as inspirações para o disco Além do Quintal (2014)?

A.S: O disco Além do Quintal foi construído a partir de composições antigas e de parceiros naturais daqui de Brasília (meu quintal) e de parceiros de outros estados (além daqui), o que deu a primeira ideia de se colocar o nome desse disco homônimo à música Além do Quintal, feita em parceria com Atan Pinho, e que trata esta de tema ecológico. O disco Além do Quintal é na verdade uma espécie de catálogo dos meus posteriores discos. Por isso preocupei-me bastante em colocar ritmos diversos, dos quais cada ritmo presente no disco, representa um segmento diferente de música. Por exemplo, a própria faixa intitulada Além do Quintal, tem uma pegada bem africana e com influências da música árabe e indiana, porém sem perder a brasilidade também presente. E pretendo fazer o próximo disco todo naquela pegada mais tribal. A fim de dar um caráter mais homogêneo ao disco.  E assim será com todas as demais composições. São 12 faixas, mais uma remix no álbum Além do Quintal. Então terei muito trabalho nessa vida, graças a Deus!

M.T: Suas músicas são de altíssima qualidade, com começo, meio e fim e com letras que fogem do determinado comum das coisas, não fala apenas de amor e sim da nossa realidade cotidiana. Você acha que a sua música ajuda a difundir a qualidade musical de hoje em dia?

A.S: Modéstia parte acredito sim. Não só pelas composições, como também pelos amigos que gravaram comigo. Tendo em vista que nos anos 90 por exemplo, pouco vi e ouvi de trabalhos autorais como vem ocorrendo agora. E acredito que atualmente (graças a internet) podemos acessar trabalhos maravilhosos que ajudam muito a enriquecer a música brasileira de qualidade, que parecia estar tirando férias em outros países. Citarei aqui alguns que admiro demais e tenho muito respeito aos seus trabalhos. São eles (as): Nathália Lima, Kiko Klaus, Paulinho Beissá, Wilson Bebel, Juçara Marçal, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos, Douglas Germano, André Abujamra, Raquel Coutinho, Fernanda Cabral, Vavá Afiouni, Andréa dos Santos, Alessandra Leão, Curumim, Túlio Borges, Litieh Pacelle, Eduardo Rangel, Silvério Pessoa, Arthur Maia entre outros que considero grandes artistas, que representam bem o lado bom da música brasileira. Sem contar os músicos e compositores que trabalham com música instrumental. Altíssimo nível!!!

M.T: Brasília sempre foi um pólo cultural muito rico e muito detalhado para todos nós. Do rock para a MPB, sempre esteve presente na vida cultural brasileira. Hoje Brasília recebe de braços abertos diversos ritmos musicais e a sua música tem apreço estimado por aí. Como se explica isso?

A.S: Brasília é um palco onde se reúne e apresenta a grande diversidade da cultura brasileira. Aqui temos acesso a todas as culturas presentes não só no Brasil, como também de diversos cantos do mundo. Sendo assim, percebi o quanto meu trabalho é aceito e recebido com muito carinho do público daqui. E por essa diversidade toda, acredito que não é difícil qualquer compositor com trabalho de qualidade passar batido, sem o devido e merecido reconhecimento do público. Temos público para tudo no Brasil. Porém o público daqui é bem exigente e com razão. Se a maioria gosta de boas coisas em minha cidade e estou no papel para servi-los com minha arte, terei que fazer o melhor possível para merecer esse precioso reconhecimento. O público é quem nos faz crescer e melhorar cada vez mais.

M.T: Pensa em fazer shows pelo Sudeste ou levar Além do Quintal para outras regiões do Brasil?

A.S: É o que mais quero! Percebi também que mesmo com a internet, ainda existe uma pressão sobre nós artistas em termos que sair de nossa cidade e buscar o eixo RJ-SP, para ampliar nossas portas e palcos. Infelizmente ou não, ainda é comum artistas fora desse eixo terem que abandonar suas cidades para fazer mais shows.

M.T: Em um país com tantas vozes femininas, a sua chega em um momento em que música pede passagem ou mais respeito?

A.S: Não diria mais respeito, pois temos belíssimas cantoras no Brasil. Mas não posso negar que minha voz pede passagem também. Ou melhor, espaço para mostrar meu canto.

M.T: Um cantor?
 
A.S: Emílio Santiago. Mas contemporâneo ao momento atual: Kiko Klaus.

M.T: Uma cantora?

A.S: Elis Regina. Mas contemporânea ao momento atual: Juçara Marçal.

M.T: Se você não fosse o excelente cantor que és, seria um excelente...?

A.S: Professor de música... (risos)

M.T: Numa de nossas conversas, você disse que não gostava de cantar nem de compor somente sobre o amor, sendo que a maioria das pessoas gosta de ouvir sobre isso e a maioria dos cantores canta sobre isso, mas você prefere ir para o lado contrário. Por quê?

A.S: Porque acredito demais no poder que nós compositores temos em auxiliar a sociedade e alertar para temas sociais de urgência. Como Saúde Pública, famílias que sofrem por ter alcoólatras ou usuários de crack, por exemplo, como citado na música Tem Uma Pedra, feita também em parceria com Atan Pinto. Aí com tantos problemas urgentes, não consigo ter um coração egoísta em exaltar apenas um amor que é menos abrangente (amor de namorados) que a necessidade do amor universal em ajudar muito mais pessoas com mensagem que reforcem uma ideia positiva de uma mudança a quem precisa. E muitas pessoas precisam, infelizmente. Porém nada tenho contra a quem canta só músicas românticas. Só sei do que gosto, do que não gosto e do que posso fazer. Mas também rolam duas canções neste álbum que soam como românticas, que são Cores da Vida e Lombra. Ambas de minha autoria.

M.T: Além do Quintal tem uma mistura de samba, baião, pitadas de romantismo, delicadeza. Qual foi o critério para fazer nascer o álbum?

A.S: Como é meu primeiro disco, o Além do Quintal, fiz escolha de algumas canções antigas, que eu precisava gravá-las para enfim, começar de fato outros discos com ritmos mais homogêneos. Sem desprezar a qualidade indiscutível do disco, claro. Porém, ele nasceu da necessidade de eu ter que montar um catálogo que represente através de cada música um segmento para cada próximo álbum.

M.T: Além do Quintal, para mim, é um dos melhores discos do ano de 2014, com ótimas letras, ótimas melodias e ótimas vibrações. Mas qual é o seu plano para depois deste mega sucesso?

A.S: Obrigado pelo elogio! Bem, meu plano é de circular ao máximo apresentando este trabalho a maioria das pessoas que eu puder. Quero cruzar o país com o passaporte que a música nos dá. Não sei se será possível, mas sonho é sonho e ainda bem que é de graça sonhar. Espero positivamente que eu possa alcançar e construir bons públicos através deste trabalho primoroso feito com muito amor e muito sonho.

M.T: O que há além do quintal, Alberto?

A.S: Além do quintal há muitos mundos a serem descobertos. Muitos sorrisos para serem admirados, muitos brilhos nos olhos. Mas também há muita gente precisando de ajuda e se conseguimos sair além do quintal, é porque de alguma forma merecemos ou precisamos.

M.T: Para encerrar, Alberto, como seria a vida sem música?

A.S: A vida não teria voz!

 
Muito obrigado por ceder um precioso tempo para esta entrevista, Alberto.

E pra você que quer conhecer um pouco mais da obra deste sensacional cantor e compositor, basta acessar os links abaixo para ter o melhor de sua música com apenas um clique.


Foto: Amanda Freitas
 

Links:

 






 

 

Entrevista com Alberto Salgado
Por Marcelo Teixeira

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O encontro de Márcia Tauil, Roberto Menescal e Jaques Morelenbaum no show Conexão Rio-Brasília


Márcia Tauil e Roberto Menescal: duas gerações
Nas palavras de Roberto Menescal, há dois tipos de música: a popular brasileira e a pra pular brasileira. E neste segmento, um dos pais da Bossa Nova em maior atividade no momento faz da nossa música popular brasileira um dos melhores caminhos para duas atividades únicas: divulgar um belo trabalho encabeçado por ele, a cantora mineira Márcia Tauil e o violoncelista Jaques Morelenbaum e automaticamente arrecadar verba para a operação do garoto Pedrinho (www.amigosdopedrinho.com.br). Intitulado Conexão Rio-Brasília, o show mistura o melhor da Bossa Nova na voz suave e cristalina da cantora Márcia Tauil e faz das duas cidades um elo de amizade, musicalidade e muita emoção. Considerada a quinta melhor cantora dos últimos anos da MPB pelo Mais Cultura Brasileira!, a cantora de Guaxupé vem se consolidando como uma das vertentes mais significativas dentro do universo da música brasileira, com discos de altíssima qualidade e com uma afinação vocal espetacular. Sendo assim, a cantora, que tem no curriculo o excelente Sementes no Vento (1998), em que canta as músicas de Eduardo Gudin e J.C. Costa Netto, teve participação efetiva no CD Elas Cantam Menescal (2012) em homenagem ao patrono bossa novista, ao lado de outras três grandes vozes femininas, como Sandra Duailibe, Cely Curado e Nathália Lima. A cantora estará ao lado de Menescal e de Morelenbaum intepretando sucessos como Você (Menescal e Bôscoli), Ah, se eu pudesse (Menescal e Bôscoli) e O Barquinho (Menescal e Bôscoli), como também a atualíssima Clube da Bossa (uma parceria de Menescal com Márcia Tauil), em homenagem ao próprio Clube da Bossa de Brasília, e que está presente no Cd Elas cantam Menescal. A inspiração para o show veio a partir da ideia da localidade de cada músico: Menescal e Jaques residem no Rio de Janeiro e estão se unindo aos artistas brasilienses com atuação do Clube da Bossa de Brasília, que mantêm viva a história e a cultura da Bossa Nova, gênero musical de maior aceitação e mundialmente conhecida. O show contará com a participação dos musicos Salomão di Pádua (voz), Leander Motta (bateria), Jaime Ernest Dias (violão) e Cleudson Assis (piano). A temática do show é trazer ao público jovem e aos que não abandonaram o banquinho e o violão, a música de Roberto Menescal interpretada por artistas de diferentes gerações e do próprio anfitrião. E o convite aos músicos Leander Motta, Cleudson Assis e ao cantor Salomão di Pádua reforça a ideia do encontro de gerações, solidifcando o nome do show. Você não pode perder este grande espetáculo!

 

 

Show: Conexão Rio-Brasília

Local: Clube da Bossa

Data: 19/07/2014

Horário: 11:30

Preço: 20,00 (inteira) / 10,00 (meia)

Como comprar os ingressos: venda na bilheteria do teatro a partir das 10:30 do dia 19/07/2014.

 

Show Conexão Rio-Brasília com Márcia Tauil, Roberto Menescal e Jaques Morelenbaum
Marcelo Teixeira

quarta-feira, 5 de março de 2014

A fineza de Cris Pereira


Cris: a imperatriz do samba
Brasília, a capital federal do Brasil, esconde muitos talentos brasileiros, assim como os revela num piscar de olhos. Já faz um tempo que venho retratando algumas cantoras – boas e ótimas – de Brasília, como Márcia Tauil, Nathália Lima, Emília Monteiro, Ellen Oléria, Sandra Duailibe e sempre estive certo de que a música que vem dessa parte do país é rica em detalhes, sopros e respirações. Algumas nem ali nasceram, mas ajudam a prestigiar o talento do estado.  Quem pensa que Brasília é o fardo político e intelecto está muito enganado de si, porque ali concentra-se a maior parte musical de todos os tempos e o pólo cultural de uma esfinge preciosa, sentimental e rudimentar. O nome que ajuda a embelezar Brasília e a completar um time de bravas guerreiras da música nacional é Cris Pereira, que tem elegância e pluralidade na voz e no repertório. Cris tem samba na ponta dos pés e um requebrado que só ela tem direito a ter, além de uma voz doce e macia, que conquista a qualquer um já na primeira música. E quem disse que Brasília não tem samba? Cris Pereira prova que o samba ainda é um refugio bem garantido na música brasileira, desde que feito com qualidade, respeito e determinação, como é o caso dela. Música de pimeira grandeza e de uma fineza espetacular, Cris consegue atribuir a si uma qualidade superior, rara nos dias de hoje, para a chamada damas do samba, que já agraciou Clara Nunes, Alcione, Dona Ivone Lara. Recentemente, o cenário sambístico está por conta de Fabiana Cozza, que traz na bagagem ótimos discos sobre o gênero. Mas Cris Pereira é Cris Pereira: forte, bonita, autêntica, simples, guerreira num país em que precisa ser guerreira para alcançar metas e ultrapassar limites. E o limite de Cris foi ultrapassado. Talentosíssima, Cris Pereira só veio a confirmar que seu tempo é hoje, seu samba é eterno e sua voz e brilho nunca se apagarão. Viva Cris Pereira!!!

 
A fineza de Cris Pereira
Marcelo Teixeira

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Trio Bonito: a nova sensação de Brasília


Trio: uma mulher, dois homens
Já disse em outros artigos o quanto a voz de Nathália Lima é doce e cristalina. Brasiliense e grande pesquisadora da música popular brasileira, Nathália é uma das maiores cantoras do Brasil, sendo reconhecida até mesmo por Roberto Menescal, um dos pais da Bossa Nova, ao qual fez uma bela participação no disco Elas Cantam Menescal. O ano nem começou direito e Nathália já entrou de cabeça em planos que vão além de sua rica e saudável voz: a cantora se juntou a dois amigos e juntos criaram o Trio Bonito, que já vem fazendo um certo barulho na capital do Brasil, local onde o grupo foi formado.  Nascido em Janeiro deste ano, o Trio Bonito é composto pela competência e jovialidade de Nathália Lima (voz), pelas guitarras de João Baptista e pelo percussionista Mariano Toniatti e o grupo surgiu para trazer alegria por meio das músicas mais bonitas e amadas no mundo, vulgo a nossa música popular brasileira. Com influências de grandes compositores populares da antiga e da nova geração, como Gonzaguinha, Roque Ferreira, Chico Buarque, Edu Krieger, Zeca Baleiro, Criolo e de grandes mestres do brega, como Reginaldo Rossi e Nelson Ned, o Trio apresenta os mais variados ritmos brasileiros e suas referências, tudo com muita modernidade e com novas roupagens, em clima de festa.  Portanto, quem gosta de músicas boas, interpretadas por uma voz bonita e talentosa, tem que conhecer o trabalho de Nathália Lima. Basta acessar o site www.soundcloud.com/triobonito e conferir a voracidade e capacidade vocal da cantora. Simplesmente belo, o Trio Bonito tem tudo para emplacar como um dos trios mais sensacionais dos últimos tempos, tanto pela qualidade vocal, quanto pela técnica de todos envolvidos. A porta-voz do trio é uma jovem muito bonita e já mostrou maturidade artística ao lado do monstro sagrado Menescal e ajuda a conservar a área musical brasiliense com sua rica formação musical. A voz firme e diáfana de Nathália viaja dos graves ao agudo com extrema facilidade e leveza e esse brilho em sua carreira de interprete faz toda a diferença. O estilo do Trio Bonito é fortemente ligado às raízes brasileiras de forte qualidade e grande relevância musical, sendo marcado principalmente pela cultura e pelo reverenciamento brasileiro e é essa a diferença e sofisticação do trio, que consegue captar toda a alegria, dramaticidade, sensibilidade e carência nas músicas, dando-lhes novos acordes. Gostei e muito do que ouvi ao som do Trio Bonito e a vontade é de estar sentado de frente à eles, os vendo cantar, tocar e nos alegrar. E apostem: o Trio Bonito será uma grande referência musical para todos nós.

 

Trio Bonito
Marcelo Teixeira

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Agenda Mais Cultura! Brasília recebe Nathália Lima nesta sexta feira


Show de Nathália
Sempre digo que as minhas melhores cantoras brasileiras são as desconhecidas do grande público. Isso não é nenhuma demagogia ou querer ser alguém diferente de qualquer pessoa, mas acontece que muitos pensam igual à mim e talvez por isso, eu tenha recebido diversos tipos de CDs para que eu possa ouvir: na sua maioria, cantoras desconhecidas ou que fazem um certo barulho na região aonde moram. Nathália Lima é uma dessas cantoras brasileiras que a grande mídia ainda não descobriu e que já tem no currículo um disco em homenagem à Roberto Menescal, um dos pais da Bossa Nova, intitulado Elas Cantam Menescal, lançado no ano passado.

Admiradora de Gonzaguinha e Chico Buarque, Nathália Lima agora volta aos palcos brasilienses com um novo espetáculo, cheio de alegria, baianidade e sofisticação. No show Bem Leve, a cantora e Cairo Vitor trazem, no formato violão e voz, a leveza das canções de alguns dos maiores compositores brasileiros, entre eles Milton Nascimento, Rosa Passos e Dorival Caymmi.

Trata-se de um show imperdível e que você não pode perder, porque Nathália Lima nos encanta já na primeira audição e assisti-la cantando os grandes clássicos da MPB em sua bela voz, é nos apreciar e nos deleitar do melhor da MPB por cantoras de seu estirpe.



Sexta-feira 09/08 às 21h
Espaço Cultural Silvino Filho
Nosso Mar (115 Norte)
Reservas: (61) 33496556

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O vexame do Som Brasil Bossa Nova



Os especiais de 1980 eram melhores
O que era bom acabou mudando de estilo. O Som Brasil apresentado nos anos 1980 pelo competente Rolando Boldrin troucou de formato, trocou de apresentadores – saí o homem, entra a mulher – trocou de horário, dia e não tem um mês específico para ir ao ar. Indo às madrugadas de uma sexta feira por mês (quando consegue entrar na grade), o Som Brasil resolveu inovar e dessa inovação houve um grande embaraço musical, convidados nem sempre alinhados ao estilo e muitas vezes incompetentes. O público de hoje, com as novas tendências musicais, acabam não reconhecendo as canções ali apresentadas por novas caras e novas vozes e o programa passa desapercebido. Já para os que gostam do programa e das músicas ali cantadas, acabam se irritando com as mudanças de harmonias e o que era para ser inovação, acaba sendo uma irritação profunda e nostálgica. O Som Brasil mudou de cara e de comportamento, mas não exprime qualidade nem sofisticação alinhada aos novos tempos. A apresentação musical ficou careta e estranha e o que mais irrita na atração são cantores e cantoras inexperientes que dublam as músicas sem o minímo cuidado de tropeçar e com músicos que tocam seus instrumentos ao vento, sem tocá-los.

O Som Brasil apresentado recentemente pela Rede Globo de Televisão dedicou a recordar as melhores canções da bossa nova. Sai Rolando Boldrin, entra Patrícia Pillar que recebeu um dos anfitriões ainda na ativa, Roberto Menescal, um dos precursores do gênero que inovou ao misturar influências do jazz à cultura nacional. Canções que viraram referências da música brasileira – como Garota de Ipanema, O Barquinho e Ela É Carioca – compõem o repertório do programa em homenagem ao estilo. Menescal dividiu o palco com Andrea Amorim, Daíra Saboia, BeBossa e Cris Delanno.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Jhonny Alf e Baden Powell se foram, mas ainda permanecem na ativa três grandes monstros sagrados da Bossa Nova: João Gilberto, Carlos Lyra e Roberto Menescal. João Gilberto se isolou nos Estados Unidos e não há santo cristo que o faça dar uma entrevista ou uma aparição pública qualquer.  Carlos Lyra mal compõe músicas hoje em e dia e seu último lançado no ano passado, intitulado Só Danço Samba (Ao Vivo), mas também virou um adepto do esconderijo, pois quase não é possível ver Carlos Lyra.

Roberto Menescal é o contrário de tudo isso e de todos. Ainda na ativa e morando em Brasília, o cantor, compositor, violonista e artista completo lança a cada ano ótimos discos lapidando as melhores vozes femininas de todos os tempos. Seu disco de maior destaque é o Elas Cantam Menescal, lançado no ano passado ao lado de belas vozes, como Márcia Tauil, Sandra Duailibe, Cely Curado e Nathália Lima. Recentemente, Menescal está em companhia da cantora mediana Adriana Amorim – que não é nem maravilhosa, nem boa, nem nada. Apenas fraca cantora.

Há mais de uma década na estrada, Andrea se divide entre a paixão pelo rock e pela bossa nova desde que gravou um CD com Menescal. O compositor também foi fundamental na carreira de Daíra, que começou a trabalhar nos palcos de espetáculos musicais ainda criança e está produzindo seu primeiro disco com o ídolo. O sexteto BeBossa, cujos arranjos são predominantemente vocais, lança um álbum com regravações das letras de Menescal. O cantor protagoniza ainda mais um dueto ao lado de Cris Delanno, que traz experiência como solista em corais. Também são convidados Celso Fonseca, cantor e produtor que participou de diversos festivais internacionais; Alaíde Costa, vocalista que começou em programas de calouro de rádios e hoje tem mais de 50 anos de estrada; Georgeana Bonow, compositora e professora infantil de iniciação musical; e Tibless, representante da afrobeat.

Exceto um dos pais da bossa nova, Roberto Menescal e de Celso Fonseca, Cris Delanno e da excelente Alaíde Costa (que fora aplaudidíssima), os outros músicos não representaram nada ao estilo bossa nova. Às vezes encontramos um Roberto Menescal perdido nas próprias melodias ou perdido de frente das câmeras, mas mesmo assim, o músico se saiu muito bem, pois representou ali como sendo o representante do movimento e criador de várias músicas cantadas.

Adriana Amorim decepcionou! Fanha, a cantora tentou ser maior que tudo ali: maior que o programa, maior que Menescal, maior que as outras cantoras. Abrindo o programa, Adriana sambou mais que cantou e isso prejudicou sua participação. Mesmo sendo um playback, a cantora se esforçou demais para cantar, estorvando seu show e caindo na caretice de ser apenas mais uma entre tantas. Aquele beijinho no Menescal (forçado demais) ao final da música foi o erro fatal e cheio de piegas.

Daíra Sabóia tentou ser uma nova Elis: dançou, requebrou, sorriu, ergueu os braços igual uma Elis Regina. Sua voz até que é agradável, mas de olhos fechados. Péssima escolha do programa em tê-la ali cantando  O Pato, com aquela voizinha irritante por vezes e macia por poucos minutos.  Mesmo com um suingue descontraído, Georgeanna Bonow não convenceu. Sua maquiagem estava muito carregada e sua vestimenta não correspondia ao estilo mais intelectual do movimento. Mais parecia uma cantora de rock punk do que propriamente de bossa!

Decepção geral foi o grupo mineiro Tibless, representante do afrobeat. O cantor até tem uma voz suave, macia, mas ele estava visivelmente fora do tom bossa novista e não convenceu em nada, mesmo sendo um grupo realmente bem afinado. E por falar em afinação, foi a partir da apresentação deste grupo que percebi que tudo ali era cantado em playbak e isso, definitivamente, acabou de enterrar o programa Som Brasil.

Lamentável!

O vexame do Som Brasil Bossa Nova

Marcelo Teixeira

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A grande dama dos palcos: Sandra Duailibe



A dama Sandra Duailibe

O cenário musical da MPB está cheio de ótimas cantoras com influências das mais diversas possíveis, que vão do chorinho a bossa nova, passando pelo rock e até o folk. De nomes como Emília Monteiro e Olívia Gênesi surgem vozes que tem ganhado cada vez mais espaço e importância na música nacional. Outras, como Karina Buhr e Bárbara Eugênia, se destacam já no álbum de estreia sendo grandes promessas. Mas, como as novidades nesse meio não param, surgem surpresas muito boas e que merecem toda a nossa atenção, como é o caso da cantora Sandra Duailibe, que já está na estrada há um tempo e que me surpreende toda a vez em que a ouço cantar. Sandra é uma dessas cantoras que nos agarram logo no primeiro minuto e mesmo sem ter que cantar, sua fisionomia é impactante, nos hipnotiza e nos acalma de uma tamanha forma, que fica impossível não se apaixonar por ela. E Brasília, a capital do país, tem me deixado muito realizado e feliz com as cantoras lá residentes, como já venho retratando aqui no Mais Cultura Brasileira! com nomes como Cely Curado, Nathália Lima e Márcia Tauil.
A música de Sandra Duailibe foi feita para cantar o amor e todos os seus adjetivos — que de certo não existia ainda quando os primeiros homens cantaram. A envolvente voz dessa cantora nos remete a lembrarmos do quanto a vida é única e bela e do quanto a música popular brasileira é viva, real e sublime. Sandra canta com a necessidade de celebrar magnificamente os deuses e a natureza, e de conservarmos na memória, pela sedução de seu cantar, as leis da felicidade. A poesia estende-se sempre por um fio condutor, e tenderá constantemente a aproximarmos, nos conceitos mais puros, mais belos e mais concisos, as ideias que estão nos interessando e nos conduzindo ao ouvir sua voz.  Acessando o site da cantora (www.sandraduailibe.com.br), você terá todas as informações sobre shows, lançamentos de discos e outras coisas boas.
A dimensão de Sandra Duailibe não se traduz apenas pela doçura da sua voz, mas também pela intensidade com que vive cada uma das músicas que interpreta e que representam não só a sua forma de ser e de estar, mas que mostram a realidade do povo brasileiro, amantes da boa música popular brasileira. Mulher de grandes viagens, Sandra já cantou de Chico Buarque a Lenine com a maestria digna das grandes damas dos palcos e deixando as melodias ainda mais deliciosas.
A receita do sucesso não tem mistério nenhum: uma produção bem caprichada, no estilo banquinho, voz e violão fazem parte de quase todos os seus discos. Sandra apresenta algumas canções da forma como elas foram criadas, mas na maioria das vezes, a desconstrução das melodias fazem toda a diferença, como o caso de Tatuagem, de Chico Buarque e Ruy Guerra, gravada no disco Voz e Piano (2011), cantada com sutileza de detalhes acompanhada do piano de Leandro Braga ou no caso de Morro de Saudade, de Gonzaguinha, canção quase esquecida do filho do Gonzagão, gravada no disco Do Princípio ao Sem-Fim (2006).
É com essa liberdade que Sandra Duailibe transita por diversos estilos musicais. Nascida em São Luís, no Maranhão, a cantora hoje reside em Brasília e é uma das cantoras que conseguem administrar bem sua carreira, traçando sua própria musicalidade com um trato íntimo com a harmonia. Sandra canta bem e é sempre um convite para ouvi-la mais e mais. Quatro discos lançados, sendo o último em homenagem à Roberto Menescal, chamado Elas Cantam Menescal (2012), um dos patronos da Bossa Nova, Sandra tem um repertório variado que vale a pena escolher, permitir, sem faltar espaço para esquecê-la, tampouco desanimar. O importante é deixar a música penetrar em seus poros e ouvidos e descobrir cada nova sensação a cada música ouvida. Seja qual for o jeito escolhido, ouvir Sandra Duailibe se conjuga com todas as formas variantes de se ouvir uma boa música.
Pautada na leveza de sua melodia, a cantora já flutua alto e faz shows em Paris, Brasília e aonde sua música a levar. Sandra Duailibe fala com um mundo inteiro como quem traça mesmo um plano para ser ouvida. Mas não faz de sua carreira como esses matemáticos e calculados, com pressa ou com medos. Sem restrição nenhuma, a cantora optou pelo amor para contar, em cada uma das músicas, as histórias que gosta de pensar.

A grande dama dos palcos: Sandra Duailibe
Marcelo Teixeira

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A beleza no canto de Márcia Tauil




Márcia Tauil, entre as melhores cantoras
Há cantoras e há cantoras neste Brasil carregado de vozes e sambas e que veneramos e confiamos. Mas para ter confiança e lealdade para com a artista é o que se pode esperar da pessoa cuja a carreira é marcada por uma boa voz e uma trilha repleta de discos maravilhosos e cultivados por belezas conjuntas. Márcia Tauil canta com a alma verdadeira, com sentimentos, com vontade e com verdade e expõe suas graças divinas em discos merecidamente brasileiros com muita categoria e exatidão. Muito produtiva e eficiente, Márcia faz de sua bandeira a prudência e a disciplina para com o canto. Pontual e responsável com seus compromissos, demonstra sempre uma grande estabilidade, fator que a faz respeitável por aqueles que a conhecem. Não deixa nada por acabar e respeita todos os regulamentos, por isso muitas vezes é considerada uma mulher de fibra. Márcia Tauil canta o que gosta e isso faz todo o diferencial em sua carreira.

A música brasileira, talvez, nunca tenha vivido um momento com tantas boas cantoras surgindo como o atual. Uma das cantoras que chama a minha atenção é a mineira Márcia Tauil, ou simplesmente Márcia. Com sonoridade moderna, voz afável, letras interessantes e músicas de alta qualidade para qualquer horario do dia, Márcia cercou-se de muita gente boa e se apresenta como uma das maiores cantoras de todos os tempos. Com uma voz sensível e agradável, sem precisar apelar para truques vocais desnecessários, Márcia Tauil acerta o tom como cantora e ainda mostra ser uma compositora de mão cheia. O jeito de cantar e o estilo econômico na dimensão necessária de compor, coloca desde já Márcia como uma das melhores novidades artistícas.

De Minas para Brasília, a mudança só veio a beneficiar ainda mais sua bem sucedida carreira de cantora e compositora. Lá pôde conviver melhor com cantoras como a amiga Simone Guimarães e Miúcha, irmã de Chico Buarque e com Roberto Menescal, que a adora e a convidou a participar do disco em sua homenagem, o excelente Elas Cantam Menescal, lançado no ano passado, ao lado de Sandra Duailibe, Cely Curado e Nathália Lima (todas de Brasília).

Márcia Tauil é música para os olhos.  Bom senso e discrição são marcas de alguém que leva à sério seu canto.  Moradora de Brasília, Márcia nasceu em Guaxupé, cidade mineira a qual tem muito carinho. Dona de uma voz encantadora, Márcia é responsável por lançar discos memoráveis, como o Sementes no Vento, lançado em 2003, em que canta as músicas feitas pela dupla Eduardo Gudin e Costa Netto, com músicas caprichosas e honrosas.

Cantora, compositora, musicista, mãe, Márcia Tauil faz do seu cantar seu alicerce para a música popular brasileira ser ainda melhor. Eleita pelo Mais Cultura! como a 5º Melhor Cantora do Brasil dos Últimos 10 Anos dentro da MPB, Márcia é uma mulher palavras universais e tem dentro de seu universo o mundo da poesia musicada. Tem tudo para todos os gostos e seu traço, em minha opinião, é regido e batizado unicamente pela sua perspicaz sensibilidade. Impulsiona e alimenta nossa vontade e a nossa capacidade de concretização neste mundo. Além de ser uma das maiores compositoras contemporâneas da música brasileira, Márcia tem músicas compostas ao lado de Simone Guimarães e Roberto Menescal e atualmente prepara um novo CD. Sua obra é incrível. É de ouvir, mas também é de cheirar, de pulsar, de sossegar, de chorar. É tão intenso que quando me falta o ar nesse mundo, eu mergulho dentro de suas canções.

Como toda a vida que contém este ar que entra e sai de mim, incontáveis vezes a cada minuto, a música de Márcia Tauil me infesta de felicidade e acalma meu ser. Eu gosto, eu valorizo e eu me transformo enquanto as ouço. Márcia consegue nos transportar a mundos na qual não somos capazes de alcançar, pois sua voz é maravilhosa e é um mergulho certeiro na corrente das águas do coração.

Tudo isso aliado a texturas, pianos, violões, guitarras, coros e detalhes, mostrando uma música moderna, que remete ao que melhor e mais cuidadoso anda sendo feito na música popular atualmente. Nesse caminho, a cantora oferece um conjunto de canções que contam de forma lírica e lúdica um pouco de sua realidade e a visão feminina do mundo ao redor. Bom humor e poesia leve servem a doces melodias que apontam um trabalho afetuoso desde sua composição que deságua em arranjos caprichados, delicados e precisos e sem exageros.

A beleza no canto de Márcia Tauil
Marcelo Teixeira

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Nathália Lima: de Brasília para o mundo



A melhor voz do Brasil
Brasília, a capital do Brasil, produz um seleiro de cantoras dignas de respeitabilidade mútua perante o mundo. É difícil não depararmos ao menos com uma cantora que não tenha estado em Brasília, passado um tempo em Brasília ou, melhor, ter nascido em Brasília. A efervescência da música aconteceu (e ainda acontece) em Brasília. No final dos anos 1970, predominavam os ritmos regionais como o forró e a música sertaneja e já nesta época, despontava no grupo Secos e Molhados o cantor Ney Matogrosso, que fora profissional da área de saúde na capital federal. No começo dos anos 1980, surgiram várias bandas de rock vindas de Brasília que despontaram no cenário nacional, como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, todas com influência punk. Na mesma época, um carioca criado em Minas Gerais, Oswaldo Montenegro, se tornava conhecido na cidade, montando espetáculos de cujo elenco fazia parte Cássia Eller, que seria, anos mais tarde, uma das maiores cantoras do Brasil.

Nesta mesma época surgiu, paralelamente ao cenário do rock, o reggae de Renato Matos e outros movimentos culturais que criaram o Projeto Cabeças, de onde surgiram vários artistas de Brasília. Na década seguinte, despontaram o hard core dos Raimundos e o reggae do Natiruts. Alguns músicos e cantores que moraram em Brasília durante esse período foram Ney Matogrosso, Zélia Duncan e membros da Legião Urbana e dos Paralamas do Sucesso.

Brasília produz muita música de qualidade, muitas cantoras respeitadas e admiradas. Mais recentemente, o choro vem ganhando adeptos em Brasília, resultando na criação de clubes de choro, como o Clube de Choro de Brasília. A capital do Brasil também é adepta da bossa nova e por lá vive o grande Roberto Menescal que, juntamente com cantoras do naipe de Márcia Tauil, Sandra Duailibe, Emília Monteiro, Cely Curado e Nathália Lima, fazem de Brasília uma das efervescências mais abundantes e sedutoras que já vi.

Conheci o trabalho e a voz doce de Nathália Lima ao ouvir o disco Ela Cantam Menescal, o que eu apelidei de As Quatro Vozes, por se tratarem de quatro grandes vozes para homenagear um grande compositor. E confesso que me apaixonei por essa cantora, doce, meiga e encantadoramente divina. Nathália Lima tem o dom de exprimir suas qualidades artísticas como quem sabe o que quer, mas também como quem não sabe o tamanho de sua grandeza.

Prestes a lançar um novo disco, Nathália Lima vêm ultimamente se apresentado em shows por Brasília cantando Gonzaguinha e para quem não está na capital brasiliense vale a pena conferir os ensaios que existem pelas redes sociais. Nathália Lima canta interiormente e tentamos descobrir como pensa, sente e age em suas interpretações. Singela, a cantora norteia um repertório com sensibilidade e astúcia e nocauteia-nos com uma voz cristalina. Revela-nos o íntimo da alma, o seu eu interior, suas esperanças, sonhos, ideais, suas motivações: a música. Às vezes é possível que percebamos essa manifestação em sua voz, esse brilho em seu cantar, esse magnetismo sensível que nos passa a emoção maior de sua música e assim não estamos reprimindo os nossos sentimentos e impulsos, pois a música que Nathália Lima canta passa a ser única.

Nathália Lima canta com a feminilidade brasileira que talvez a música exija e consegue com a compreensão e a descoberta de um novo som nos passar algo valioso, atuando como força positiva todo o ambiente em que está. É o prazer em cantar que está presente todas as suas manifestações, em todos os seus poros e em todos os seus trejeitos singulares e mansos. A serenidade de Nathália Lima faz a efervescência cultural de Brasília ser mais rica e dinâmica.


A voz doce de Nathália Lima

Marcelo Teixeira

terça-feira, 9 de abril de 2013

Agenda Mais Cultura: De Tom a Tim, show de Nathália Lima em Brasília


 

Bela voz, belo som
Nathália Lima é uma das cantoras brasilienses com grande qualificação artística, voz sedutora, categoria digna do status que merece receber e consegue nos hipnotizar do início ao fim de uma canção. Recentemente gravou Elas Cantam Menescal, ao lado de Márcia Tauil, Sandra Duailibe e Cely Curado, tendo a participação do anfitrião, Roberto Menescal em praticamente todas as faixas. Nathália canta brilhantemente e agora os brasilienses, que já a conhecem, podem reverenciar a cantora mais uma vez. O Agenda Mais Cultura tem a honra de divulgar o mais novo show da cantora, De Tom a Tim, que, assim como a cantora sugere, é uma viagem musical.

O Show De Tom a Tim será uma viagem pela MPB e Pop Nacional. São destaques do repertório canções de: Tom Jobim, Chico Buarque, Dorival Caymmi, Djavan, Vanessa da Mata, Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, Zé Ramalho, Tim Maia e muito mais.

Se você está indo à Brasília ou está de passagem pela cidade, nada melhor do que assistir a um bom show, acompanhado de uma boa voz, com um show intimamente brasileiro.

É nesta quinta!

 

Voz: Nathália Lima

Violão: Hugo Coêlho

Percussão: Jorge Macarrão

 

Local: 11.04 no Nosso Mar (115 Norte) Brasília

Horário: 21:30