sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

4º Maior Cantora do Brasil: Elis Regina


A inquietante Elis
Elis Regina pode até ter mudado a era dos festivais, ter dado cara nova aos espetáculos ou até mesmo dado vida a musicalidade e a teatralidade que pouco se vê hoje em dia, mas Elis não foi capaz de suprir expectativas marcantes e nem fora considerada por muitos como a maior cantora de todos os tempos. Sua música não é totalmente conhecida por pessoas que só conhecem as triviais e muitos de seus discos são paupérrimos, ou seja, Elis Regina ficou mais conhecida por seu jeito histriônico e suas frases de duras impactaçoes do que pela sua música rica ou alguns shows históricos. Para tanto, somente após sua morte que suas músicas foram alçadas por patamares distantes e canções até mesmo esquecidas passaram a ser referencia para milhares de pessoas.

Mesmo sendo a maior cantora do Brasil (o que muitos acham ser a do mundo), Elis chega a 4º posição da lista das maiores cantoras do Brasil pelo fato ser uma cantora que inovou o teatro, que inovou o jeito de cantar, que inovou nas articulações, mas que não elaborou sua musicalidade por completo.

Elis Regina Carvalho Costa nasceu em Porto Alegre no dia 17 de março de 1945 e morreu em São Paulo no dia 19 de janeiro de 1982 e foi uma das maiores intérpretes brasileira. Conhecida por sua presença de palco esplendorosa, sua voz e sua personalidade, Elis Regina é considerada por muitos críticos, comentadores e outros músicos a melhor cantora brasileira de todos os tempos. A melhor e não a maior. Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo, ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma apresentação ou numa mesma música. Como muitos outros artistas do Brasil, Elis surgiu dos festivais de música na década de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria, e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou Arrastão, de Vinicius de Moraes e Edu Lobo.

Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV. Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões. Seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que transferiu-se do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e mídia. Transferindo-se para São Paulo em 1964, onde ficaria até sua morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.

Elis Regina aventurou-se por muitos gêneros; da MPB, passando pela bossa nova, o samba, o rock ao jazz. Interpretando canções como Madalena, Como Nossos Pais, O Bêbado e a Equilibrista, Querelas do Brasil, que ainda continuam famosas e memoráveis, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo e ditadura militar no país. Ao longo de toda sua carreira, cantou canções de músicos até então pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro.

Entre outras parcerias, é célebre os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim, Simonal, Rita Lee, Chico Buarque—que quase foi lançado por ela não fosse Nara Leão ter o gravado antes—e, por fim, seu segundo marido, o pianista César Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Mariano e Maria Rita. Mariano também ajudou-a a arranjar muitas músicas antigas e dar novas roupagens a elas, como com É Com Esse Que Eu Vou.

Sua presença artística mais memorável talvez esteja registrada nos álbuns Em Pleno Verão (1970), Elis & Tom (1974), Falso Brilhante (1976), Transversal do Tempo (1978), Saudade do Brasil (1980) e Elis (1980). Ela foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil e isso a faz ser especial. Elis Regina morreu precocemente em 1982, com apenas 36 anos, deixando uma vasta obra na música popular brasileira. Embora haja controvérsias e contestações, os exames comprovaram que havia morrido por conta de altas doses de cocaína e bebidas alcoólicas, e o fato chocou profundamente o país na época.

Elis fora um dos talentos mais marcantes de seu tempo, mas ainda assim, Elis foi mais uma das boas e sensacionais cantoras que o Brasil produziu com tamanha excelência.

 

4º Lugar: Elis Regina

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

5º Maior Cantora do Brasil: Maysa


Sentimental e explosiva: Maysa
Não ouve uma cantora igual Maysa. Suas interpretações eram únicas e capazes de nos hipnotizar, nos magnetizar e nos entreter com o tamanho de sua emoção. Maysa cantava com o coração, com a verdade de uma mulher que queria transpassar para as pessoas o quanto amava suas coisas, seu mundo, seus pertences. As composições e as canções que Maysa escolhia para cantar era uma de maneira de formar um repertório sob medida para o seu timbre, que não era o de uma voz vulgar, pelo contrário, possuía um viés melancólico e triste, que se tornou emblemático do gênero fossa ou samba-canção. Ao lado de Maysa, destacam-se Nora Ney, Ângela Maria e Dolores Duran. O gênero, comparado ao bolero, pela exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo. O samba-canção (surgido na década de 1930) antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1950, em 1958), com o qual Maysa também se identificou. Mas este último representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas históricas com a bossa, é o de uma cantora de voz mais arrastada do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do bolero.

Contemporânea da compositora e cantora Dolores Duran, Maysa compôs 30 canções, numa época em que havia poucas mulheres nessa atividade. Maysa interpretava de maneira muito singular, personalista, com toda a voz, sentimento e expressão, sendo um dos maiores nomes da canção intimista. Um canto gutural, ensejando momentos de solidão e de grande expressão afetiva. Um dos momentos antológicos desta caracterização dramática foi a apresentação, em 1974, de Chão de Estrelas (Sílvio Caldas e Orestes Barbosa), e de Ne Me Quitte Pas (10 de junho de 1976), tendo sido apresentadas em duas edições do programa Fantástico da Rede Globo.

Todo este característico Estilo Maysa, influenciou ao menos meia dúzia de sua geração, e principalmente a geração posterior a sua. Este Estilo Maysa se tornou notável em cantores e compositores, como: Ângela Rô Rô, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Simone e também Cazuza e Renato Russo.

Celebrizaram-se as canções: Ouça, Meu Mundo Caiu, Tarde Triste, Resposta, Adeus, Felicidade Infeliz, Diplomacia e O Que? (todas de sua autoria) e mais: Ne Me Quitte Pas, Chão de Estrelas, Dindi, Por Causa de Você, Se Todos Fossem Iguais a Você, Eu Sei Que Vou Te Amar, Franqueza, Eu Não Existo Sem Você, Suas Mãos, Bouquet de Izabel, Bronzes e Cristais, Bom Dia Tristeza, Noite de Paz, Castigo, Fim de Caso, O Barquinho, Fim de Noite, Meditação, Alguém me Disse, Cantiga de Quem Está Só, A Felicidade, Manhã de Carnaval, Hino ao Amor (L'Hymne a L'Amour), Demais, Preciso Aprender a Ser Só, Canto de Ossanha, Tristeza, As Mesmas Histórias, Dia das Rosas, Se Você Pensa, Pra Quem Não Quiser Ouvir Meu Canto, Light My Fire, Chuvas de Verão, Bonita, As Praias Desertas, Bloco da Solidão, Tema de Simone e Morrer de Amor.

Ao longo da sua carreira imortalizou uma discografia com mais de 25 títulos. Cristalizou uma das mais sensíveis obras da Música Popular Brasileira. E é por este grande legado à nossa música, que Maysa chega ao quinto lugar na lista privilegiada das grandes cantoras deste Brasil imenso e representado por grandes cantoras.

 

5º Lugar: Maysa

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

6º Maior Cantora do Brasil: Cássia Eller


Cássia: roqueira e popular
A paixão de Cássia Eller pela música começou aos 14 anos, quando ganhou um violão de presente e passou a tocar as músicas dos Beatles. Aos 18, morando em Brasília cantou em coral, fez testes para musicais, trabalhou em duas óperas como corista, além de se apresentar como cantora de um grupo de forró. Também fez parte, durante dois anos, do primeiro trio elétrico de Brasília, denominado Massa Real, e tocou surdo em um grupo de samba. Trabalhou em vários bares (como o Bom Demais), cantando e tocando. Mas despontou no mundo artístico em1981, ao participar de um espetáculo de Oswaldo Montenegro. A voz grave e o ecletismo musical foram suas principais características. Por isso interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o rocks clássicos de Jimi Hendrix, Rita Lee, Beatles, John Lennon e Nirvana.

Em 1989, a carreira de Cássia decolou, com ajuda de um tio gravou uma fita demo com a canção Por enquanto, de Renato Russo. O mesmo tio levou a fita à PolyGram, o que resultou na contratação de Cássia pela gravadora. Sua primeira participação em disco foi em 1990, no LP de Wagner Tiso intitulado Baobab. Teve uma trajetória musical bastante importante, embora curta, com algo em torno de dez álbuns próprios gravados no decorrer de doze anos de carreira.

Com a presença de palco marcante e intensa, Cássia Eller tinha preferência por álbuns gravados ao vivo e era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomenda, singulares, personalizadas. Outra característica importante é o fato de Cássia ter assumido uma postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três das canções que gravou: Lullaby (parceria com Márcio Faraco) em seu primeiro disco, Cássia Eller de 1990 (LP com 60.000 cópias vendidas, sobretudo em razão do sucesso da faixa Por enquanto de Renato Russo); Eles (dela com Luiz Pinheiro e Tavinho Fialho) e O Marginal (dela com Hermelino Neder, Luiz Pinheiro e Zé Marcos), no segundo disco, O Marginal (1992).

Cássia Eller sempre teve uma presença de palco bastante intensa, assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e ela era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomenda, singulares, personalizadas.

2001 foi o ano bastante produtivo para Cássia Eller: participou do Rock in Rio, fez cerca de 95 shows e gravou o DVD Acústivo MTV. Infelizmente, no dia 29 de dezembro de 2001, Cássia faleceu aos 39 anos, no auge de sua carreira, em razão de um infarto do miocárdio.

 

6º Lugar: Cássia Eller

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

7º Maior Cantora do Brasil: Mônica Salmaso


Mônica Salmaso e seus prêmios
Mônica Salmaso começou sua carreira na peça O Concílio do Amor, dirigida pelo premiado diretor Gabriel Villela em 1989. Em 1995, gravou o CD Afro-sambas, um duo de voz e violão arranjado e produzido pelo violonista Paulo Bellinati, contendo os afro-sambas compostos por Baden Powell e Vinícius de Moraes. Em 1996, gravou com Paulo Bellinati a faixa Felicidade, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes no CD Songbook Tom Jobim, pela Lumiar. Monica já foi indicada para o Prêmio Sharp – 1997 como Revelação na categoria MPB. Lançou em 1998 pelo selo Pau Brasil seu segundo CD, Trampolim, com a produção de Rodolfo Stroeter e as participações de Naná Vasconcelos, Toninho Ferragutti e Paulo Bellinati, entre outros. Foi vencedora do Segundo Prêmio Visa MPB – Edição Vocal, pelo juri e aclamação popular em 1999. Gravou pela Eldorado em 1999 seu terceiro CD, Voadeira, também produzido por Rodolfo Stroeter. Participam do disco, entre outros, Marcos Suzano, Benjamin Taubkin, Toninho Ferragutti, Paulo Bellinati e Nailor Proveta Azevedo.

Foi ganhadora do prestigioso Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de 1999, e o CD Voadeira foi considerado pela crítica como um dos dez melhores lançamentos do ano. Foi a convidada especial de uma das noites do Heineken Concerts em 2000. Participou da trilha O corpo, composta por Arnaldo Antunes para o Grupo Corpo em 2000. Foi finalista do Festival da Música Brasileira, realizado pela TV Globo, interpretando a canção Estrela da Manhã, de Beto Furquim, em 2000. Na edição do dia 4 de fevereiro de 2000 do The New York Times, o crítico Jon Pareles cita Mônica Salmaso como um dos principais nomes surgidos recentemente na música popular brasileira.

Gravou discos em homenagem à Chico Buarque, Clara Nunes e hoje é casada com um dos principais saxofonistas do país, Teco Cardoso e é por tudo isso, pela sua sensacional voz e por seu brilhantismo na música popular brasileira, que Monica Salmaso enriquece o décimo nono lugar na lista das 30 Maiores Cantoras do Brasil.

 

7º Lugar: Monica Salmaso

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

8º Maior Cantora do Brasil: Dolores Duran


Dolores Duran, eterna
Adiléa da Silva Rocha - a nossa Dolores Duran - nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 07 de junho de 1930. Foi com certeza uma das maiores representantes do samba-canção brasileiro. Começou a cantar muito cedo - seu primeiro prêmio foi aos seis anos de idade. Aos 15 seu pai morreu - e a menina Adiléa teve que sustentar sua família, cantando, que é o que ela melhor sabia fazer. Autodidata, dominou o inglês, francês, italiano e espanhol ouvindo músicas, a ponto de Ella Fitzgerald lhe dizer que foi em sua voz a melhor interpretação que ela já havia ouvido de My Funny Valentine - um clássico da música norte-americana. Em 1957 - então com 27 anos e recém separada de um casamento desastroso, - Tom Jobim (um estreante!) mostra-lhe uma composição em parceria com Vinícius de Moraes. Ao ouvir a melodia, Dolores pega um lápis e escreve Por Causa de Você - e manda um bilhete a Vinícius pedindo-lhe para concordar com a nova letra - e Vinícius prefere a de Dolores.

A partir daí compõe, nos seus últimos dois anos de vida, algumas das mais lindas, tristes e ternas músicas da MPB, como Castigo, A Noite do Meu Bem, Olha o Tempo Passando e Estrada do Sol, entre outras tantas. Em 23 de outubro de 1959, com 29 anos, chega em casa às 7:00 da manhã, e diz a sua empregada: Não me acorde. Estou cansada. Vou dormir até morrer.

 

8º Lugar: Dolores Duran

As 30 Cantoras Maiores Cantoras de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

9º Maior Cantora do Brasil: Marisa Monte



Grande voz, grande cantora
Embora tenha caído nas graças de um público maior e menos exigente no requisito música inteligente, Marisa Monte consegue atrair também o público que a acompanha desde os tempos de Bem Que se           Quis, de seu primeiro álbum, datado de 1988, quando encantou milhares de pessoas com uma voz encantadora e sublime. Seus discos após a eclosão desse surgimento na música brasileira também foram de uma importância significativa para os que sempre gostaram de uma música verdadeira, culta e inteligente, unindo beleza, técnica e uma das melhores cantoras surgidas dos últimos anos da época. Vieram discos sensacionais, maravilhosos, humanos e o público ainda sentia que Marisa Monte era uma cantora da elite de todas as regiões do país. Mas a própria Marisa Monte quebrou tabus quando lançou o medonho Memórias, em 2000. Disco atemporal de sua carreira, o público que até então não entendiam suas músicas passaram a acompanha-la e a carreira de Marisa ficou ainda mais imbatível.

Marisa já vendeu mais de 10 milhões de álbuns e ganhou inúmeros prêmios nacionais e internacionais, incluindo três Grammy Latino, sete Video Music Brasil, nove Prêmio Multishow de Música Brasileira, cinco APCA e seis Prêmio TIM de Música. Marisa é considerada pela revista Rolling Stone Brasil como a maior cantora do Brasil Ela também tem dois álbuns (MM e Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão) na lista dos 100 melhores discos da música brasileira.

Marisa Monte tem algumas particularidades que a fazem ser uma das maiores cantoras do Brasil. Seu cachê é de R$290 mil, por apresentação, sendo o sexto mais caro do Brasil, perdendo apenas para Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Luan Santana e Michel Teló: 1 milhão, 750 mil, 700 mil e 500 mil, respectivamente. É dona de toda a obra e dos fonogramas originais. É a sétima cantora que mais vendeu discos no Brasil, estando na lista Anexo: Lista de recordistas de vendas de discos no Brasil. Conquistou sete Discos de Ouro, sete Discos de Platina, sete Discos de Platina Duplo, dois Discos de Platina Triplo, dois Discos de Diamante. É a cantora que mais vendeu na década de 90 e 2000, sendo nos anos de 1989 (500 mil), 1991 (500 mil), 1994 (1 milhão), 2000 (1 milhão), 2002 (1 milhão) e 2006 (600 mil). Umas das poucas cantoras a ter os 8 primeiros álbuns estreando no Top 5 da parada brasileira, é a única cantora na história do Brasil a ter sete álbuns debutando em primeiro lugar de forma consecutiva, o único álbum a não alcançar o topo das paradas, foi Universo ao Meu Redor que chegou ao segundo lugar na lista dos álbuns mais vendidos no Brasil, atrás apenas de Infinito Particular, também de Marisa, que estava no primeiro lugar. Foi a primeira vez na história da lista dos álbuns mais vendidos no Brasil em que a mesma cantora ocupava os dois primeiros lugares.

É a única cantora brasileira a ganhar 5 prêmios no Vídeo Music Brasil, em único ano, e também foi a segunda mulher que mais ganhou na premiação, com 8 prêmios no total, atrás apenas de Pitty com 15 prêmios, sendo as duas únicas mulheres na lista que mais ganharam prêmios na história da premiação. Tem 23 músicas em trilhas sonoras, sendo 22 em novelas da Rede Globo e 1 da novela do SBT. É a cantora/compositora mais indicada ao Grammy Latino na categoria Melhor Canção Brasileira, no total de 4 indicações nesta categoria, até hoje nunca ganhou nesta categoria. Cantora brasileira que mais lucrou com turnês. Todas as turnês obtiveram um lucro bruto de 90 milhões de reais. É a quarta cantora com maior números um, divide o recorde de maior números de um nas paradas brasileira, atrás apenas de Ivete Sangalo com 13, Daniela Mercury com 10, Pitty com 5. Se tornou a primeira artista a ter 6 singles número um nas décadas 80s, 90s e 00s, quando seu hit Não é Proibido alcançou o número um, tornando-se seu sexto número um. Dois álbuns que atingiram marca de mais de 1 milhão de cópias vendidas no Brasil na década de 2000, sendo eles Memórias, Crônicas e Declarações de Amor e Tribalistas, que vendeu 1.2 milhões e 1.5 milhões de cópias, respectivamente. Fora do Brasil, as turnês já lucram em torno de 50 milhões de dolares.

Por todo este rendimento musical e pela sua técnica vocal, que Marisa Monte chega ao nono lugar na categoria das 30 maiores cantoras do Brasil de todos os tempos pelo Mais Cultura!

 

9º Lugar: Marisa Monte

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

10º Maior Cantora do Brasil: Miúcha


Miúcha na seleta lista
Com 75 anos de idade (o que não parece), a cantora Miúcha ainda continua na estrada, gravando discos, fazendo shows, sendo reconhecida a cada dia pelo seu trabalho e sendo uma das vertentes únicas dos tempos dos anos dourados de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Com uma voz sedutora e sensual, Miúcha é um ícone da música popular brasileira e que consagrou a bossa nova por um todo com sua maestria e genuinidade. Filha do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e de Maria Amélia Buarque de Hollanda, Miúcha nasceu Heloísa Maria Buarque de Hollanda e é irmã do cantor e compositor Chico Buarque e das também cantoras Ana de Hollanda e Cristina Buarque. Foi criada em São Paulo em um ambiente de música. Sua casa era frequentada por Vinicius de Moraes e outros compositores. Ainda menina, formou um conjunto vocal com os seis irmãos. Nos anos 1960, ganhou do governo francês uma bolsa de estudo em História da Arte. Matriculou-se na Sorbonne e na École du Louvre. Nessa época, viajou pela Itália e Grécia com dois amigos e o violão, tocando pelas cidades por onde passava. A experiência resultou em uma apresentação no bar La Candelaria, em Saint Germain, onde atuava Violeta Parra, que convidou João Gilberto para ouvir a cantora brasileira que interpretava bossa nova. Pouco tempo depois, mudou-se para Nova York e casou-se com João Gilberto, com quem teve a filha Bebel Gilberto, que se tornaria também cantora.

Iniciou sua carreira artística em 1975, participando do disco The best of two worlds, de João Gilberto e Stan Getz, lançado em Nova York. Ainda nesse ano, atuou no Newport Jazz Festival, apresentou-se em shows com Stan Getz e gravou a faixa Boto no LP Urubu, de Tom Jobim. Em 1977, gravou, com Tom Jobim, o álbum Miúcha e Antonio Carlos Jobim, com destaque para as faixas Maninha, composta especialmente para ela pelo irmão Chico Buarque, Pela luz dos olhos teus (Vinicius de Moraes) e Vai levando (Chico Buarque e Caetano Veloso). Nesse mesmo ano, participou do show Tom, Vinicius, Toquinho e Miúcha, que ficou quase um ano em cartaz no Canecão (RJ), seguindo depois em turnê pela América do Sul e Europa. O espetáculo foi gravado ao vivo e lançado em disco.

Em 1979, gravou, com Tom Jobim, o LP Miúcha & Tom Jobim, contendo, entre outras, Triste alegria, de sua autoria, Falando de amor (Tom Jobim) e Dinheiro em penca, única parceria de Tom Jobim com o poeta Cacaso. O disco contou com a participação de Ron Carter e com arranjos de Claus Ogerman. Em 1980, lançou o LP Miúcha, que contou com arranjos de João Donato e com a participação de sua filha Bebel Gilberto (voz), na faixa Joujoux et Balangandans (Lamartine Babo), e também de João Gilberto (violão), nas faixas All of me (Gerald Marks e Seymour Simons) e O que é, o que é (Bororó e Evagrio Lopes). Constam, ainda, do repertório duas músicas de sua autoria: Todo amor e Segura a coisa, essa última hino do bloco de mesmo nome do Carnaval de Olinda, mais tarde regravada pela cantora com a Banda do Maestro Duda.

Em 1989, apresentou-se, com o compositor João de Barro (Braguinha) e o conjunto Coisas Nossas, no musical Yes, nós temos Braguinha, criado e dirigido por Ricardo Cravo Albin. O espetáculo foi montado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, para a entrega do Prêmio Shell de 1989 a Braguinha, e percorreu todo o Brasil. Nesse mesmo ano, gravou mais um LP intitulado Miúcha, que contou com a participação especial de Pablo Milanés e sua banda, em gravação realizada em Cuba. Registrou no disco quatro parcerias de Guinga e Paulo César Pinheiro, Chorando as mágoas, Por gratidão, Non sense e Porto de Araújo, além de Para viver, versão de sua autoria para a canção Para vivir (Pablo Milanés), entre outras músicas. Ainda em 1989, o jornal francês Le Monde incluiu dois de seus discos entre os sete melhores de música brasileira do ano.

Em 1999, lançou o CD Rosa amarela, com arranjos de Maurício Carrilho e J. Moraes, registrando as canções Cabrochinha (Paulo César Pinheiro e Maurício Carrilho), João e Maria (Chico Buarque e Sivuca), De você eu gosto (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), A mesma rosa amarela (Carlos Pena Filho e Capiba), Doce de coco (Hermínio Bello de Carvalho e Jacob do Bandolim), Pressentimento (Élton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho), Santo Amaro (Luiz Claudio Ramos, Franklin da Flauta e Aldir Blanc), Assentamento (Chico Buarque), Por causa desta cabocla (Ary Barroso e Luiz Peixoto), Choro bandido (Chico Buarque e Edu Lobo), Valsa de uma cidade (Ismael Netto e Antônio Maria), Só o tempo (Paulinho da Viola) e Querelas do Brasil (Aldir Blanc e Maurício Tapajós). O disco foi lançado inicialmente no Japão, após shows realizados pela cantora nesse país, e, em seguida, no Brasil, pela BMG Brasil. Realizou várias apresentações em Cuba e no Japão.

Em 2002, lançou o CD Miúcha.compositores, com produção musical de José Milton e arranjos de João Donato, Francis Hime, Cristóvão Bastos, Leandro Braga, Eduardo Souto Neto e Hélvius Vilela. Constam do repertório do disco as cações Pode ir (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), o samba-canção inédito Quando a lembrança não vem (música de João Donato e letra de Tom Jobim), Canção inédita (Edu Lobo e Chico Buarque), que inclui uma citação a Tchaikovsky feita pelas cordas de Cristóvão Bastos, Fox e trote (Guinga e Nei Lopes), Tomara (Novelli, Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro), Cor de cinza (Noel Rosa), E daí (Miguel Gustavo), Solidão (Tom Jobim e Alcides Gonçalves), Lembre-se (Moacir Santos e Vinicius de Moraes), Refém da solidão (Baden Powell e Paulo César Pinheiro), Vento (Cristóvão Bastos e Abel Silva), A dor a mais (última parceria de Fancis Hime com Vinicius de Moraes), faixa que inclui uma citação a Medo de amar (Vinicius de Moraes), e Você, você (primeira parceria de Guinga e Chico Buarque), faixa que contou com a participação de Guinga, ao violão, além de Tempo de amar (parceria inédita da cantora com João Donato). Ainda em 2002, trabalhou na produção de um documentário de Nelson Pereira dos Santos sobre seu pai, o historiador Sérgio Buarque de Hollanda.

Em 2003, sua gravação com Tom Jobim da música Pela luz dos olhos teus, lançada em 1977 no disco Miúcha e Antônio Carlos Jobim, foi tema de abertura da novela Mulheres apaixonadas (Rede Globo), tornando-se um sucesso ainda maior. Nesse mesmo ano, lançou o CD Miúcha canta Vinicius & Vinicius - Música e letra, contendo exclusivamente obras nas quais Vinicius de Moraes é autor da música e da letra: Tomara, Ai quem me dera, Saudades do Brasil em Portugal, Medo de amar, Serenata do adeus, Valsa de Eurídice, Teleco Teco, Tempo será, Pela luz dos olhos teus, Encontro à tarde, Canção de nós dois e Cem por cento, além das inéditas Georgiana e Quem for mulher que me siga. Eduardo Souto Neto, Cristóvão Bastos, Helvius Vilela e Leandro Braga assinaram os arranjos do disco, que contou com a participação de Chico Buarque, Bebel Gilberto, Zeca Pagodinho, Daniel Jobim, Toquinho e Yamandú Costa, entre outros artistas.

Lançou em 2007 o CD Outros sonhos, dedicado a Tom Jobim, Chico Buarque e Vinicius de Moraes. No repertório, Uma palavra e a canção-título, ambas de Chico Buarque, Você vai ver e Chansong e Fotografia, ambas de Tom Jobim, Eu te amo/Dis-moi comment e Anos dourados (Tom Jobim e Chico Buarque), Quando tu passas por mim (Vinicius de Moraes e Antonio Maria), Amei tanto/Pra que chorar (Baden Powell e Vinicius de Moraes), Desalento (Chico Buarque e Vinicius de Moraes), Gente humilde (Garoto, Chico Buarque e Vinicius de Moraes), Olha Maria (Tom Jobim, Chico Buarque e Vinicius de Moraes) e Todo o sentimento (Cristóvão Bastos e Chico Buarque). Também nesse ano, foi co-roteirista de um documentário sobre Antonio Carlos Jobim, dirigido por Nelson Pereira dos Santos.

Chegando ao décimo lugar, o Mais Cultura! destaca uma cantora que merece o respeito mútuo por todos pela sua qualidade musical e por seus amigos que fizeram o Brasil ser um pouco mais culto. Com vocês, Miúcha.

 

10º Lugar: Miúcha

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

11º Maior Cantora do Brasil: Ângela Maria


Ângela Maria, a Diva
Abelim Maria da Cunha, verdadeiro nome de Ângela Maria, nasceu em Macaé, RJ, em 13 de maio de 1928. Filha de pastor protestante, passou a infância nas cidades fluminenses de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti, e desde menina cantava em coro de igrejas. Foi operária tecelã, mas sonhava com o radio, embora a família – por princípios religiosos – fosse contra a carreira artística. Por volta de 1947, começou a frequentar programas de calouros. Apresentou-se no Pescando Estrelas, de Arnaldo Amaral, na Radio Clube do Brasil (hoje Mundial), na Hora do Pato, de Jorge Curi, na Radio Nacional, e no programa de calouros de Ari Barroso, na Rádio Tupi. Usando o nome de Ângela Maria, para não ser descoberta pela família, participou também do Trem da Alegria, dirigido pelo Trio de Osso (os magérrimos Lamartine Babo, Iara Sales e Heber de Bôscoli), na Radio Nacional. Logo sua voz foi se tornando conhecida dos ouvintes, o que dificultou sua participação nesses programas, pois ela estava deixando de ser caloura. Nessa época, era inspetora de lâmpadas numa fabrica da General Eletric e, decidindo tentar realmente a carreira de cantora, abandonou a família e foi morar com uma irmã no subúrbio de Bonsucesso. Em 1948 conseguiu lançar-se como crooner no Dancing Avenida. Em sua noite de estreia, cantou Olhos verdes (Herivelto Martins e Benedito Lacerda). No dancing, foi ouvida pelos compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira Filho, que a apresentaram a Gilberto Martins, diretor da Radio Mayrink Veiga. Feito o teste, começou carreira na emissora, interpretando musicas de Othon Russo e Ciro Monteiro, compositores que a ajudaram a criar um repertório pessoal, abandonando a influência de Dalva de Oliveira.

Firmando-se a partir de 1950 como intérprete, em 1951 estreou em disco com Sou feliz (Augusto Mesquita e Ari Monteiro) e Quando alguém vai embora (Ciro Monteiro e Dias Cruz), na Victor. No ano seguinte, sua gravação do samba Não tenho você (Paulo Marques e Ari Monteiro) bateu recordes de venda, marcando o primeiro grande sucesso de sua carreira. Durante a década de 1950, atuou intensamente no rádio, apresentando-se na Radio Nacional, nos programas de César de Alencar e Manuel Barcelos, e na Rádio Mayrink Veiga, como a estrela de A Princesa Canta, nome derivado de seu titulo de Princesa do Radio, um dos muitos que recebeu em sua carreira. Em 1954, em concurso popular, tornou-se a Rainha do Radio, e no mesmo ano estreou no cinema, participando do filme Rua sem sol, de Alex Viany. Apelidada Sapoti pelo presidente Getúlio Vargas, tornou-se a cantora mais popular do Brasil durante a década de 1950, alcançando os maiores êxitos com os sambas-canções Fósforo queimado (Paulo Marques, Milton Legey e Roberto Lamego), Vida de bailarina (Américo Seixas e Chocolate), Orgulho (Valdir Rocha e Nelson Wederkind), Ave Maria no morro (Herivelto Martins) e Lábios de mel (João Vilaça Júnior e Nage), além da canção afro-cubana Babalu (Margarita Lecuona). Voltando a gravar na RCA Victor em fins da década de 1950, em 1963 viajou para Portugal e África, cantando para soldados portugueses que então lutavam nas colônias. Um de seus grandes êxitos na segunda metade da década de 1960 foi a canção Gente humilde (Garoto, Chico Buarque e Vinícius de Moraes). Em 1975, com 25 anos de uma carreira de muitos sucessos, preferia apresentar-se em clubes do interior ou em churrascarias das grandes cidades, ambientes onde, ao contrario da televisão e das boates sofisticadas, sentia mais de perto a reação do povo. Em 1979, com João da Baiana, participou do documentário Maxixe, a dança perdida, de Alex Viany. Em 1982 foi lançado o LP Odeon com Ângela Maria e Cauby Peixoto, primeiro encontro em disco dos dois intérpretes. Em 1992 apresentou-se com Cauby no show Canta Brasil, com grande sucesso de publico, sendo lançado em disco Ângela e Cauby ao vivo (RCA/BMG, 1992).

Considerada, ao lado de Elis Regina, uma das mais puras vozes da musica popular brasileira, continua a apresentar-se em espetáculos e em televisão. E é por este motivo, que Ângela Maria, a nossa eterna Sapoti, chega ao 11º lugar na lista das 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos.

 

11º Lugar: Ângela Maria

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

 

 

 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

12º Maior Cantora do Brasil: Elizeth Cardoso


A Divina Elizeth
Não houve e nem haverá uma cantora igual ou do nível de Elizeth Cardoso. Conhecida como A Divina, Elizeth é considerada uma das maiores intérpretes da música brasileira e um das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica. Além do choro, Elizeth consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção (surgido na década de 1930), ao lado de Maysa, Nora Ney, Dalva de Oliveira, Ângela Maria e Dolores Duran. O gênero, comparado ao bolero, pela exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo ou fossa. O samba canção antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1950, 1957). Mas este último representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo e da melancolia.

Elizeth migrou do choro para o samba-canção e deste para a bossa nova gravando em 1958 o LP Canção do Amor Demais, considerado primordial para a inauguração deste movimento, surgido em 1957. O antológico LP trazia ainda, também da autoria de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, Chega de Saudade, Luciana, As Praias Desertas e Outra Vez. A melodia ao fundo foi composta com a participação de um jovem baiano que tocava o violão de maneira original, inédita: o jovem João Gilberto.

Em 1960, gravou jingle para a campanha vice-presidencial de João Goulart. Nos anos 1960 apresentou o programa de televisão Bossaudade (TV Record, Canal 7, São Paulo). Em 1968 apresentou-se num espetáculo que foi considerado o ápice da carreira, com Jacob do Bandolim, Época de Ouro e Zimbo Trio, no Teatro João Caetano, em benefício do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Rio de Janeiro). Considerado um encontro histórico da música popular brasileira, no qual foram ovacionados pela platéia; long-plays (Lps) foram lançados em edição limitada pelo MIS. Em abril de 1965 conquistou o segundo lugar na estréia do I Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) interpretando Valsa do amor que não vem (Baden Powell e Vinícius de Moraes); o primeiro lugar foi da novata Elis Regina, com Arrastão. Serviu também de influência para vários cantores que viriam depois, sendo uma das principais a cantora Maysa.

Elizeth Cardoso lançou mais de 40 LPs no Brasil e gravou vários outros em Portugal, Venezuela, Uruguai, Argentina e México.

Em 1987, quando estava em uma excursão no Japão, os médicos japoneses diagnosticaram um carcinoma gástrico, o que obrigou a cantora a uma cirurgia. Apesar disso, a doença ainda a acompanharia durante os três últimos anos de vida. A cantora faleceu às 12h28 do dia 7 de maio de 1990, na Clínica Bambina, no bairro carioca de Botafogo. Foi velada no Teatro João Caetano, onde compareceram milhares de fãs. Foi sepultada, ao som de um surdo portelense, no Cemitério do Caju.

Com tantos méritos e prestígios e alegrias, Elizeth deixou um vazio enorme na música popular brasileira, mas ainda hoje é reverenciada por muitas cantoras de verdade, que sabem fazer música com o coração e com a alma de uma artista brasileira. Chegando ao décimo segundo lugar, Elizeth é e sempre será a nossa eterna divina cantora.

 

12º Lugar: Elizeth Cardoso

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

13º Maior Cantora do Brasil: Zizi Possi




Zizi na lista das melhores
Zizi Possi é o exemplo de uma cantora que toma as rédeas de sua carreira e se dá bem. Apareceu no cenário musical no final dos anos 70 através da música Pedaço de Mim, de Chico Buarque, mostrando uma bela voz e uma sensibilidade interessante. Na década de 80 teve sua fase pop onde até emplacou algumas músicas nas paradas de sucesso. Mas Zizi sabia que poderia fazer mais e melhor. E fez. Deu uma guinada radical e resolveu assumir os riscos de bancar um projeto que fugia do padrão mercadológico vigente. O resultado desta virada foi o disco Sobre Todas as Coisas, um trabalho de repertório belíssimo, com arranjos enxutos e músicos extremamente competentes. Uma banda mínima com um som enorme! A partir desse momento, Zizi começou a delimitar um espaço musical valioso. Voltou a ser ouvida e respeitada por um público seleto e crítico. Virou referência, tanto pela ousadia, como pela capacidade. Lançou um CD após o outro com esta preocupação de cantar o melhor da música brasileira. Fez regravações e ainda cantou músicas inéditas de compositores ainda pouco conhecidos. Sucesso absoluto de crítica.

Mais uma vez Zizi resolve girar a roda de sua vida e muda radicalmente o estilo, cantando em italiano. Assume a sua origem mediterrânea e seu CD Per Amore, aonde vende mais de 600 mil cópias. Caiu no gosto popular. É cantada por jovens e velhos, tornando-se também um sucesso de público. O disco Passione, lançado em 1998, também com músicas italianas, segue a mesma tendência. Olhando para trás e vendo tudo que Zizi Possi fez e aconteceu é difícil imaginar qual será seu próximo passo. Que mudança, que novo rumo ela dará em sua carreira. O que sobra para quem gosta de música é esperar e pagar para ver. Com certeza, Zizi Possi é uma das 30 maiores cantoras deste país das mulheres.

 

13º Lugar: Zizi Possi

As 30 Melhores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

 

 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

14º Maior Cantora do Brasil: Ná Ozzetti



Ná, merecidamente, entre as melhores
Maria Cristina Ozzetti, conhecida como Ná Ozzetti, nasceu em São Paulo no dia 12 de dezembro de 1958 e é uma cantora e compositora brasileira. Estudou piano na infância e, já adulta, formou-se em artes plásticas. No final da década de 70 iniciou sua carreira musical com o grupo Rumo, com o qual fez muitos espetáculos e gravou 5 LPs. Lançou o primeiro álbum solo em 1988, intitulado simplesmente Ná Ozzetti, com o qual levou o prêmio Sharp de revelação feminina na categoria MPB. No segundo CD, , lançado em 1994, passou também a compor. Com este disco conquistou o prêmio Sharp do ano nas categorias de melhor disco e melhor arranjo (Dante Ozzetti) no segmento pop-rock. Em 1996 lançou o CD Love Lee Rita, em homenagem à conterrânea Rita Lee. Seguiram-se os CDs Estopim e Show, este com clássicos das décadas de 1940/50.

Em 2000 recebeu o prêmio de melhor intérprete no Festival da Música Brasileira promovido pela Rede Globo de Televisão, interpretando a canção Show, de Luiz Tatit e Fábio Tagliaferri. O CD Piano e Voz é lançado em 2005 em parceria com André Mehmari, reunindo canções nacionais de várias épocas e também internacionais. Em 2009 lança o álbum Balangandãs, que traz canções de Assis Valente, Synval Silva, Ary Barroso, Dorival Caymmi e Braguinha, eternizadas na voz de Carmem Miranda. Por este trabalho, Ná e sua banda (Dante Ozzetti, Mário Manga, Sérgio Reze e Zé Alexandre Carvalho) conquistaram o primeiro lugar da categoria de melhor CD popular no 5º Prêmio Bravo! Prime de Cultura.

Em abril de 2011, quando completou 30 anos de carreira, Ná convidou amigos, parceiros e músicos para lançar o álbum autoral Meu Quintal, onde 11 das 12 composições são suas, em parceria com outros músicos e autores, alguns deles já parceiros tais como Luiz Tatit, Dante Ozzetti, Arthur Nestrovski e Alice Ruiz, além de gente nova como Makely Ka, compositor mineiro, e uma surpresa, a parceria com Zélia Duncan. Os músicos de Meu Quintal, Dante Ozzetti, Mário Manga, Sérgio Reze e Zé Alexandre Carvalho, vêm do CD Balangandãs.

Com tantos prêmios, reconhecimentos, excelente voz e com uma técnica vocal impressionante, Ná Ozzetti chega ao décimo quarto lugar com categoria digna das grandes estrelas da MPB.

 

14º Lugar: Ná Ozzetti

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

15º Maior Cantora do Brasil: Nara Leão


A musa da Bossa Nova: Nara
A musa da bossa nova era Nara Leão. A musa do verão era Nara Leão. Copacabana era Nara Leão. Rio de Janeiro era Nara Leão. Falar de Roberto Menescal é falar de Nara Leão. Nas décadas em que mais se fervia a bossa nova, mais se falava de Nara Leão. A Bossa Nova nasceu em reuniões no apartamento dos pais da cantora, em Copacabana, das quais participavam nomes que seriam consagrados no gênero, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes e seu então namorado, Ronaldo Bôscoli. No fim dos anos 1950, Nara foi repórter do jornal Última Hora, onde Bôscoli também trabalhava, e que pertencia a Samuel Wainer, casado com a irmã de Nara, Danuza Leão. O namoro com Bôscoli terminou quando ele a traiu e iniciou um caso com a cantora Maysa, durante uma turnê em Buenos Aires, em 1961. Daí em diante, Nara se reaproxima de Carlos Lyra, que rompeu a parceria musical com Bôscoli em 1960, e de ideias mais à esquerda. Inicia um namoro com o cineasta Ruy Guerra e se casa com ele um tempo depois. Nessa época passa a se interessar pelo samba de morro.

A estreia profissional se deu quando da participação, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre Menina Rica (1963). O título de musa da Bossa Nova foi a ela creditado pelo cronista Sérgio Porto. Mas a consagração efetiva ocorre após o movimento militar de 1964, com a apresentação do espetáculo Opinião, ao lado de João do Vale e Zé Keti, um espetáculo de crítica social à dura repressão imposta pelo regime militar. Maria Bethânia, por sua vez, a substituiria no ano seguinte, interpretando Carcará, pois Nara precisara se afastar por estar afônica. Nota-se que Nara Leão vai mudando suas preferências musicais ao longo dos anos 1960. De musa da Bossa Nova, passa a ser cantora de protesto e simpatizante das atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE. Embora os CPCs já tivessem sido extintos pela ditadura, em 1964, o espetáculo Opinião tem forte influência do espírito cepecista. Em 1966, interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e público brasileiro.

Dentre as suas interpretações mais conhecidas, destacam-se O barquinho, A Banda e Com Açúcar e com Afeto - feita a seu pedido por Chico Buarque, cantor e compositor a quem homenagearia nesse disco homônimo, lançado em 1980. Nara também aderiu ao movimento tropicalista, tendo participado do disco-manifesto do movimento - Tropicália ou Panis et Circensis, lançado pela Philips em 1968 e disponível hoje em CD.

Nara. Simples assim... Nara.

Nara Leão morreu na manhã de 7 de junho de 1989, vítima de um tumor cerebral inoperável, aos 47 anos de idade. Nara já sabia do tumor, e sofria com o problema havia 10 anos. O tumor estava numa área delicada do cérebro, por isso não podia ser operado. A cantora sentia fortes dores e tonturas, sendo isso também um contribuinte para Nara tentar largar a carreira musical. Seu último disco foi My foolish heart, lançado naquele mesmo ano, interpretando versões de clássicos americanos.

Nara se foi, mas ficará eternizada em nossos corações, nossas canções e em nossa lembrança mais tenra.

 

15º Lugar: Nara Leão

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

16º Maior Cantora do Brasil: Fafá de Belém


Fafá: cantora sem rótulos
Maria de Fátima Palha de Figueiredo, mais conhecida como Fafá de Belém, sempre gostou de cantar. Dona de uma das mais expressivas vendagens de discos no mercado nacional, presença constante nas paradas de sucesso e à frente de atribulada agenda de shows, nos últimos anos Fafá de Belém conquistou duramente o posto de estrela da nossa canção popular. Das feiras de agropecuária no interior do país e shows em praça pública até temporadas no eixo Rio - São Paulo, incluindo o Cassino Estoril, em Portugal, ela é sempre vitoriosa. Em 1976, Fafá lançou o primeiro LP, Tamba Tajá. Seu canto seduziu até o demolidor crítico de música brasileira do Jornal do Brasil, o temido José Ramos Tinhorão, que se derramou em elogios à jovem artista, apontando-a como “uma cantora destinada a figurar no primeiro time da atual geração de grandes intérpretes brasileiras.” O álbum seguinte, “Água” (1977) confirmava todas as previsões: atingiu cerca de 95 mil cópias vendidas.

Embora jamais tenha pensado em ser cantora profissional, desde os 9 anos de idade, Fafá de Belém, era uma atração nas festas promovidas pela família ou nas casas de amigos. Apesar de menina, interpretava como gente grande “Ouça”, sucesso de Maysa, ou “Eu e a Brisa”, de Johnny Alf. Era uma garota que, como os da sua geração, amava os Beatles, era fã de Roberto Carlos e da turma da Jovem Guarda, mas também fascinada por jazz, música clássica, e que se emocionava ouvindo os grandes cantores de rádio, como Cauby Peixoto, Ângela Maria, Núbia Lafayette e Orlando Silva, “Gente de punhal no peito”, que ela gosta de tomar como modelos para interpretar.

O amplo leque de sua formação musical está refletido na seleção de seu repertório. Ela gravou de tudo, sem preconceito. Música regional, pérolas do cancioneiro popular, como “Que Queres Tu De Mim”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, ou “Você Vai Gostar” (Casinha Branca) de Elpídio dos Santos. Rock, boleros, ritmos caribenhos, guarânias, afoxé, lambadas, sambas-canções, composições dos grandes nomes da MPB, Marcha-rancho, sertanejo, e muitos outros ritmos. Sem falar da polêmica apresentação que a musa das diretas deu ao Hino Nacional, contestada pela justiça e ovacionada pela plateia, cada vez mais numerosa de seus shows.

Foi a partir da decisão de virar a mesa e deixar o coração falar mais alto que Fafá tocou fundo a alma brasileira. Com a determinação que a caracteriza, os anos de estrada, uma forte intuição e o sucesso absoluto de canções escolhidas a dedo pela própria cantora em determinados momentos de sua vida, como “Bilhete”, de Ivan Lins e Victor Martins, que a fez romper o silêncio de um ano em 1982. Ou “Memórias”, de Leonardo, popular compositor pernambucano, responsável pela venda de meio milhão de cópias (Disco de Platina) do álbum “Atrevida”, Fafá atingia, então, o auge de sua carreira, sobretudo como cantora romântica.

Uma trajetória assombrosa, mas nada que surpreenda quem bem a conhece e às suas aparentes contradições. Não foi à toa que interpretava com tamanha emoção e propriedade os versos de um dos maiores sucessos de sua carreira, “Dentro De Mim Mora Um Anjo”, de Suely Costa e Cacaso: “Quem me vê assim cantando, não sabe nada de mim...”. Está aí uma das maiores verdades sobre Fafá de Belém, que sabe exatamente o que quer e do que é capaz.
 
Fafá virou marca nacional. Marca nacional de alegria, com aquela gargalhada sinceramente estrondosa que é capaz de levantar os ânimos de qualquer um. Marca nacional de saúde, a bela mulher brasileira que batizou até as lanternas do antigo Fusquinha, outra paixão popular. Marca nacional de liberdade, símbolo de um movimento político que fez milhões de brasileiros se emocionarem com sua interpretação do hino pátrio.

Esta é Fafá de Belém. Ou melhor: Fafá do Mundo.

Fafá de Belém é considerada uma das grandes cantoras da música popular brasileira. Já cantou fados, música sertaneja, sucessos nortistas meteóricos, cantou inclusive para o Papa (quando ele visitou o Brasil em 98), mas a base de sua trajetória musical é a música romântica. É uma cantora que tem como maior trunfo a sua capacidade de interpretação, é uma cantora emocional, intensa, voluptuosa, que sabe se fazer ouvir. E é por isso que Fafá chega ao décimo sexto lugar do Mais Cultura!, em uma seleta lista das maiores cantoras do Brasil.

 

16º Lugar: Fafá de Belém

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

17º Maior Cantora do Brasil: Paula Lima


Paula Lima no 17º lugar
Paula Lima é formada em piano clássico e em Direito pelo Mackenzie, marcou a sua entrada no mundo da música com o grupo Unidade Bop (ex-Unidade Móvel), que teve lançamento pelo selo Eldorado. Logo em seguida, em 94, fez backing vocal para Jorge Ben Jor no disco 23; cantou no sucesso da dupla de rap Thaíde e DJ Hum (Senhor Tempo Bom), integrou o grupo Zomba e por fim caiu no baile do Funk Como Le Gusta, com o qual se destacou com a releitura de Meu Guarda-Chuva (composição de Ben Jor quando ainda era só Ben). Em 2001 lançou seu primeiro cd solo pelo selo Regata Records, o É Isso Aí, recebendo elogios de crítica e público. Com o álbum foi indicada à categoria de revelação pelo Prêmio Multishow. Dois anos depois, foi a vez de gravar o álbum Paula Lima, com o instantâneo sucesso Gafieira S/A, lançado pela Universal Music. Nesses dois álbuns compôs canções com Seu Jorge, Bernardo Vilhena e Ed Motta.

Em 2003 teve esses dois primeiros álbuns lançados na Europa e Japão, recebendo o É isso aí o título de Diva Paulista. Gravou com a banda japonesa Mondo Grosso, a música Life, obtendo reconhecimento internacional. Em dezembro de 2005 foi convidada para representar o Brasil na África do Sul, no principal evento musical do continente – o Kora Awards - que reúne personalidades musicais e políticas. O cd Sinceramente, lançado em 2006, pela Indie Records, terceiro de sua carreira, teve a primeira tiragem esgotada em menos de um mês. Conceituado por ela, na produção, além da própria, contou com outros dois produtores de primeira, Luís Paulo Serafim e Walmir Borges, este também diretor musical de sua banda. O repertório pesquisado e conduzido por Paula foi feito sob medida e conta com composições inéditas de alguns admiradores confessos como Seu Jorge, Ana Carolina, Zélia Duncan, Mart’nália, Arlindo Cruz, Leci Brandão, entre outros consagrados nomes da MPB.

O álbum também foi lançado no Japão e diante do sucesso, Paula foi capa da revista Latina, com 05 páginas sobre seu trabalho. O cd segue rumo à América Latina, iniciando sua entrada pelo México, Estados Unidos e Europa, com turnê agendada para o final de 2008 e início de 2009. Com Sinceramente a cantora recebeu duas indicações ao Prêmio Tim de Música, de 2007 e também foi indicada ao Prêmio Toddy como melhor Álbum de MPB. Recebeu ainda o prestigiado Troféu Raça Negra na categoria de melhor cantora.

Ainda no mesmo ano, deixou sua marca no Carnaval de Salvador: fez tremer e levou ao delírio o público presente no Camarote Oceania com seus 05 shows de puro balanço. Como mestre de cerimônia, convidou para participações especiais, três inusitados parceiros: Marcelo D2, Nasi do IRA! e Toni Garrido, mostrando assim um de seus pontos fortes: o livre trajeto e o respeito entre seus parceiros.

No final de 2007, recebeu o convite para evento internacional em Angola, Belas Divas, em homenagem às personalidades femininas que tiveram grande atuação no país. Acompanhada de sua banda, com sua marcante presença envolveu a todos, chegando a fazer um dueto com o presidente, que entoou isso é problema dela. Foi a única brasileira e estrangeira presente e também homenageada.

No percorrer de sua trajetória musical cantou ainda ao lado de outros grandes nomes da música brasileira, entre eles: Jorge Benjor, D. Ivone Lara, Milton Nascimento, Nando Reis, Luiz Melodia, Arlindo Cruz, Zélia Duncan, Zeca Pagodinho, Leci Brandão, Rita Lee entre outros. Para Jorge Benjor, ela é a sua Menina dos Olhos e para D. Ivone Lara, que se encantou também resumiu, O Samba Precisa Dela.

Com certeza outras histórias estão por vir da diva de voz, presença e originalidade ímpares, com muita brasilidade, balanço e swing únicos e é por toda a sua musicalidade que Paula Lima chega ao décimo sétimo lugar na seleta lista das grandes cantoras do Brasil.

 

17º Lugar: Paula Lima

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira