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terça-feira, 29 de julho de 2014

Tio Samba Show em única apresentação no Rio de Janeiro


Tio Samba: perfeitos em tudo
Tio Samba Orquestra é um grupo exclusivamente de samba e lança seu primeiro DVD na Sala Baden agora dia 2 de agosto, mostrando boa música e versatilidade entre os integrantes. Tente juntar instrumentos de sopro (com direito até a uma tuba) a outros instrumentos de cordas e percussão. Imaginou uma orquestra? OK. Uma sinfônica? Não, exatamente... Que tal uma orquestra de samba? É como podemos definir o Tio Samba e seus 12 componentes. O grupo, que tem no currículo três CDs, lança no Rio de Janeiro, na Sala Baden Powell seu primeiro DVD, Tio Samba Show, que contou com as participações especiais de Diogo Nogueira, do cantor pernambucano André Rio e do grupo Mulheres de Máscaras (formado por Flávia Dantas, Julieta Brandão e Nina Wirtti). Um show é uma coisa muito maior do que a apresentação de um repertório a uma plateia. Após 15 anos de existência, sentimos que era fundamental registrarmos nossa performance ao vivo. Com o lançamento deste DVD, podemos oferecer às pessoas este algo a mais, que vai além da nossa execução musical. Isso permite que nosso público tenha a integralidade de nossa arte à mão para aproveitar-se dela a qualquer momento e em qualquer lugar, explica Carlos Mauro, compositor e vocalista do grupo. O repertório do show de lançamento é praticamente idêntico ao do espetáculo registrado no DVD, com a inclusão da marchinha Gás de pimenta (Carlos Mauro e Sergio Barros), feita para o carnaval de 2014 e cuja gravação, de estúdio, integra os extras do DVD. O roteiro musical reúne canções dos CDs lançados pelo grupo, além da releitura com arranjos inéditos para três clássicos do samba: Chiclete com banana (Gordurinha e Almira Castilho), Bela cigana (Ivor Lancellotti e João Nogueira) e É preciso discutir (Noel Rosa). Com arranjos que unem cordas e sopros a percussão dos grupos regionais de samba e choro, o grupo tem no currículo os CDs Quero Ver (2003), É Batata!, dedicado a obra de Carmen Miranda (2010 quando foi finalista do 22º Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Grupo de Samba) e Mais pra cá do que pra lá (2012). Este proporcionou, em 2013, a indicação do Tio Samba como finalista no troféu Samba é tudo de bom na categoria Melhor Grupo. O Tio Samba é formado por Carlos Mauro e Luciana Lazulli (vocais), Marcio Arese (sax tenor), Fabiano Segalote (trombone e bombardino), Carlos Vega (tuba), Beatriz Stutz (clarineta e sax alto), Matheus Moraes (trompete), Bernardo Dantas (violão 7 cordas), Thiago Cunha (cavaquinho), Diogo Barreto, Alfredo Alves e Marconi Bruno (percussão). Serviço: Show de lançamento do DVD Tio Samba Show. Vale a pena porque trata-se de única apresentação!

 

Serviço:

 

Tio Samba Show

Dia 02 de agosto (sábado), às 20h Sala Baden Powell

Local: Av. N. S. de Copacabana, 360, Copacabana.

Informações: 2255-1067/ 2548-0421

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada para os casos previstos na lei) Assessoria de imprensa: Silpert & Chevalier Comunicação

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pedro Mariano: sucesso e decadência


Pedro: sem rumo certo
Sempre me perguntei o porque Pedro Mariano nunca tinha gravado uma música com a irmã, Maria Rita. Isso não aconteceu nem no CD em homenagem à mãe, uma tal Elis, que Maria Rita gravou ao vivo e em disco duplo no ano passado. Critiquei a atitude de Maria Rita no artigo Redescobrir revela Maria Rita como Elis Regina por um dia, em não convidar o irmão meia boca para cantar os sucessos da mãe. Em vão. Pedro Mariano veio com um disco de estreia digno dos melhores para um iniciante e tentou se desvencilhar da imagem da mãe, que conseguiu com tamanha maestria. O disco foi muito bem aceito pela crítica, pelo público e por pessoas ávidos por uma boa música. Estou me referindo ao disco Voz no Ouvido, já retratado aqui no Mais Cultura Brasileira! e não o seu canhestro disco, lançado em 1997, chamado Pedro Camargo Mariano, lançado pela Sony Music, hoje quase uma relíquia ao ser encontrado nas lojas e departamentos e que infelizmente eu tenho para meu desgosto.

Pedro Mariano já passou por tantos infernos astrais, que apenas o sobrenome e a mãe que teve não podem fazer nada por ele. Depois de Voz no Ouvido, sua carreira acabou definitivamente. Tentando se valer de mocinho direito que faz a lição de casa corretamente, lançou em 2002 Intuição, que contou com composições de Jorge Vercilo, Tom Jobim, Lulu Santos e voz de Zélia Duncan e um grupinho da Trama. O disco não fez tanta repercussão como o anterior e em 2003 lançou com o pai, César Camargo Mariano, o delicioso disco Piano e Voz, com músicas de Noel Rosa, Gilberto Gil e Rita Lee. O disco passou despercebido pelo público, mas ainda assim, retoma a carreira de cantor de MPB que muitos esperavam de Pedro Mariano.

O que falta na carreira de Pedro Mariano deslanchar é sair da barra da saia da mãe e assumir uma posição maioral de cantor e que pode mandar em seu próprio nariz, assim como faz a irmã, Maria Rita. A briga que teve com o meio irmão, João Marcelo Bôscoli, em 2004, fez com que a carreira dele despencasse para o nicho. Pedro engordou e muito, ficou feio, sua voz já não estava mais agradando e seus discos estão caindo na cafonice. Esperemos que a volta por cima do cantor seja rápida, pois o grupo da Trama veio para se firmar como os filhos ilustres dos pais que fizeram muito pela nossa música.

 

Pedro Mariano: sucesso e decadência

Marcelo Teixeira

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Quanta, de Gilberto Gil (1997): a obra-prima de um grande artista


Obra-prima de um mestre
Em 2006, Gilberto Gil nos presenteou com uma obra-prima digna de status de um verdadeiro soberano da MPB: o disco Quanta, com participação especial de Milton Nascimento e dedicação à Cássia Eller e Chico Sciencie. Para quem achava que os grandes ícones do país estivessem perdidos em seus tempos ou meramente apodrecendo em suas ideias, Gilberto Gil veio mostrar que sua intelectualidade refinada e suas belas palavras de efeito moral, forçaram tino qualificativo para um resultado espetacular, ganhando um Grammy e reverenciado no mundo todo. Polêmico ao seu jeito, Quanta veio venerar a ciência, o samba, os orixás e criticar severamente a imagem da igreja universal, cujo um bispo qualquer chutou a imagem de Nossa Senhora Aparecida em rede nacional.

Do forró ao axé verdadeiramente baiano, Quanta também homenageia Tom Jobim e Noel Rosa. Cantando as alegrias e tristezas de Cartola, o disco é um punhado de sensações adversas e que nos deixa a vontade a todo o momento. Com letras que nos fazem pensar, Quanta é um dos melhores discos da carreira brilhante do tropicalista Gilberto Gil num todo, pois parte da premissa de que o álbum nasceu simples e tomou dimensões diversas.

Gilberto Gil conseguiu exprimir ao máximo a sua acidez musical e destoou venenos para todos os lados. Não há um destaque só, mas sim, todas as músicas ganham uma atenção especial. A voz de Gil agrada, não cansa em momento algum e a expectativa da próxima canção é vital. Hoje o Mais Cultura! trás um dos melhores e mais aplaudidos disco de um dos cantores e compositores a qual temos que nos curvar e dizer amém.

 

Quanta / Gilberto Gil

Nota 10

Marcelo Teixeira