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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A decadência moral de Joelma


A moral do ostracismo
Já vinha batendo numa mesma tecla desde quando a banda Calypso surgiu no cenário musical brasileiro: uma cantora fajuta, uma banda insossa e umas músicas bregas que não remetia em nada e a ninguém. A banda Calypso fora um grande sucesso dentro do Brasil e no Nordeste brasileiro pelo simples fato de ser uma banda pobre e sem graça e ao mesmo tempo uma banda que tinha uma cantora loura rebolando sem parar num palco qualquer e desafinando a todo momento suas músicas esdruxulas e sem conteúdo. Sim, Joelma é aquilo que representa as massas cinzentas menos favorecidas de conhecimentos, aquela aberração que sempre intimida o novo, uma cantora de baixo teor que explora o sentimento alheio com seus sentimentalismos fracos e redundantes. Pretendo não me estender tanto nesse artigo, pois não tenho mais argumentos para dizer que a pior cantora do Brasil trata-se de Joelma (e não vou atribuir todo o desprestigio a sua banda, pois os músicos não fazem parte desta semente embrionária), uma cantora que tentou monopolizar seus seguidores com pensamentos femininos, choradeira no palco e, agora, agressões verbais para com seu ex marido. Quem provocou o ostracismo da banda Calyspo fora a própria Joelma que, com seu humor negro, faz seu público agredir fisicamente Chimbinha, músico de quem gosto e aprecio por ser como ele é: autêntico e excelente guitarrista. Se tem uma pessoa que deveria colocar a mão na consciência e perceber todo o mal que fez às pessoas que estão ao seu redor, essa pessoa é a própria Joelma, que não percebe que faz um mal tremendo tanto para a sociedade quanto para a humanidade. Mas vamos lá: desde o início da banda Calypso, a cantora Joelma vêm recebendo críticas pela sua postura fora e dentro dos holofotes. Joelma é uma mãe que não gosta da filha, tornou-se evangélica e passou a perseguir os gays, destruiu seu casamento e fez com que o público virasse as costas para seu ex marido. Oras, se isso são assuntos pessoais, por que não trata-los em casa? Joelma assina um documento fatal em sua carreira ao silenciar a boca de Chimbinha e dizer publicamente que a lua a traiu, numa alusão ao seu ex companheiro. Suas danças de saias curtas agora passam a ser de calças longas, cabelos comportados e maquilagem menos carregada, dando a entender que a banda está a um passo do desaparecimento total. Óbvio que serei atacado mais uma vez por fãs enlouquecidos e por pessoas que idolatram a artista (?), mas vamos pôr os pingos nos is aqui: Joelma está estragando não apenas sua carreira musical, como pondo em risco a música popular brasileira com seus insultos e gestos sentimentais e, para complicar, contra-atacando seu lado feminino ao tentar se igualar à outras mulheres. Isso é um erro fatal para ela, que faz questão de ser vítima num momento em que tinha que ser mulher de verdade. Sua música não irá ser merecedora de qualquer ato político, muito menos de atos contra a moralidade de traições. Vamos ao exemplos mais reais: quando Marieta Severo resolveu se separar de Chico Buarque por uma suposta traição, os dois se trancaram num quarto e resolveram suas pendências. Ao abrir a porta, estavam rompendo uma separação de trinta anos. Marieta calou-se. Chico compôs a bela música Renata Maria numa alusão a suposta traição. Ambos são amigos, pais de belas e talentosas filhas. A mídia calou-se. E hoje quase não se fala mais nisso, até mesmo porque Marieta colocou sua profissão de atriz em um patamar ainda maior e Chico usou seu lado musical como primazia máxima. Quem ganhou a batalha foram os fãs de ambos artistas. No caso de Joelma e Chimbinha quem perde é aquele que mais contribuiu com seus sucessos: o fã. E é o mesmo fã que agride, bate, verbaliza e ironiza o outro. Essa foi a lição deixada pela banda Calyspo em seu tempo de existência: que a traição, para ser bem civilizada, precisa do apoio de todos para ser consentida. E sua música? Por onde anda?

 

A decadência moral de Joelma
Por Marcelo Teixeira

 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

19º Maior Cantora do Brasil: Elba Ramalho


Elba entre as melhores
Dona de uma voz inconfundível e de uma musicalidade arrebatadora, Elba Ramalho é considerada a rainha do Nordeste, tamanho a sua popularidade mundo a fora e a sua luta em preservar a sua cultura e seu povo no topo de qualquer parada. Em 1996, recebeu o prêmio de Melhor show do Ano, pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo. Em 2008, Elba comemorou trinta anos de carreira, contabilizando mais de seis milhões de cópias vendidas dos trabalhos. É bicampeã do prêmio Grammy Latino, pelos discos: Qual o Assunto Que mais Lhe Interessa?, lançado em 2007 e Balaio de Amor, lançado em maio de 2009, na categoria Melhor Álbum de Raízes Brasileiras - Regional e Tropical. Em 1996, lança o elogiado e bem-sucedido CD Leão do Norte, que marcou a estreia na gravadora BMG e vendeu mais de 300 mil cópias, exaltando a cultura nordestina e pernambucana (com a faixa-título de Lenine e Paulo César Pinheiro). O espetáculo homônimo foi dirigido por Jorge Fernando e obteve relevante sucesso no Brasil inteiro, arrematando o prêmio de Melhor show do ano, pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo e também originou um VHS contendo os melhores momentos do espetáculo. Naquele mesmo ano, excursiona com o espetáculo O grande encontro, juntamente com Alceu Valença, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo. O primeiro disco da trilogia vende mais de um milhão de cópias, trazendo clássicos da MPB e da música nordestina.

 Em 1997 chegou às lojas o disco Baioque, composto basicamente de regravações de músicas urbanas de autores nordestinos, como Raul Seixas (S. O. S.), Belchior (Paralelas), Ednardo (Pavão misterioso), Zé Ramalho (Vila do sossego), Caetano Veloso (Os argonautas), Gilberto Gil (Vamos fugir), Lenine (Relampiano), Alceu Valença (Ciranda da rosa vermelha), dentre outros; assim como o trabalho anterior, este também foi produzido pelos músicos Robertinho do Recife que também foi responsável por alguns arranjos e regência. O espetáculo bisou a parceria com Jorge Fernando e o sucesso do espetáculo baseado no disco anterior e a reedição deste CD trouxe a faixa-bônus Paris, que não constava da versão original. Graças ao sucesso do projeto O grande encontro, foi lançado um segundo volume do álbum, mas desta vez só não contou com a participação de Alceu Valença, além de excursionar pelo Brasil inteiro; o repertório deste trouxe sucessos dos três artistas.

Em 1998 lança o CD Flor da Paraíba, o último da trilogia produzida por Robertinho de Recife, trazendo algumas regravações e canções inéditas de compositores nordestinos, priorizando canções no estilo do forró. O título do álbum é inspirado em uma dedicatória feita, há muitos anos, pelo cantor e compositor Caetano Veloso, quando a cantora acabara de chegar ao Rio de Janeiro para despontar no meio musical.

Ela Ramalho é uma cantora e atriz brasileira. Vencedora de um prêmio, ainda enquanto atriz, por sua interpretação de O meu amor com Marieta Severo em 1978, sendo esta música de Chico Buarque. Recebeu da Associação de Críticos de Arte de São Paulo prêmio de Melhor Show do Ano, em duas ocasiões: em 1989 pelo show Popular Brasileira e em 1996 pelo show Leão do Norte.

Sua primeira experiência musical veio em 1968, tocando bateria no conjunto feminino As Brasas. Posteriormente, o grupo se transformou de musical para teatral. Contudo, Elba continuou a cantar e a participar de festivais pelo Nordeste brasileiro. Em 1979, lançou seu primeiro álbum, Ave de Prata. Em 2009, Elba fez 30 anos de carreira e celebrou os mais de 6 milhões de discos vendidos.

Por toda a sua música e sua conquista, que Elba Ramalho chega ao décimo nono lugar no ranking das melhores cantoras brasileiras de todos os tempos.

 

19º Lugar: Elba Ramalho

As 30 Maiores Cantoras Brasileiras de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira