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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A bossa de Zizi Possi


A bossa sensível de Zizi
Quando Zizi Possi lançou Bossa, houve muita confusão, porque todos acharam que o disco seria uma homenagem à bossa nova e, quando ouvimos música a música, uma ou outra canção remetia ao movimento. Zizi Possi, na verdade, não queria fazer de Bossa um disco de bossa nova. Ou melhor, queria fazer um disco de não-bossa, armando-se de complexas explicações conceituais sobre células de bossa nova e outros babados. Ela cai numa contradição ao tentar explicar demais a obra, principalmente porque, entre a bossa e a anti-bossa, Zizi não escolhe nem uma nem outra: prefere a si mesma. Assim, não dá para deixar de notar que a tal reinterpretação do cânone bossanovístico nem ficou tão inovadora e inédita assim - pois mais do que qualquer conceito, o que impera em Bossa é a diva, cantora de técnica impecável e eternamente no fio entre a dramaticidade do canto e a aspiração cool dos arranjos que a cercam. Mediano como disco de bossa nova e meio frustrante como viagem criativa, o novo CD é, mais de tudo, ótimo em um gênero no qual a cantora é única: o ser Zizi Possi.

A bossa de Zizi é elegante, feita de sonoridades sutis (reforçadas pelas inevitáveis cordas gravadas em Londres). A condução do álbum é dada pelo violão de batida joãogilbertiana de Camilo Carrara, que permeia o disco (quase) de ponta a ponta. Assim como elegante também é a cantora que se derrama em um repertório quase todo já conhecido, à exceção de duas faixas. Uma delas, Qualquer Hora, talvez seja o melhor momento do CD, na qual Zizi sussurra a bordo de um arranjo intrigante e desconstruído.

A outra novidade é um Herbert Vianna não exatamente memorável (Eu Só Sei Amar Assim, que apesar de tudo tem um refrão bonitinho). Novidade também há na duplicada Preciso Dizer que Te Amo, que ganha uma versão normal para abrir o álbum e outra alterada para fechá-lo. Essa segunda passagem pela canção pode ser mais perto que Zizi poderia chegar de um trip-hop, sob a produção de Dudu Marote.

As referências mais explícitas à bossa ficam também nas entrelinhas - como o atropelamento da métrica tradicional em Caminhos Cruzados, e também na versão de Preciso Aprender a Ser Só (que ganhou ares de jazz-song, com contrabaixo e piano em primeiro plano). Mas quando desencana e canta com tudo o que pode - como na bela So Many Stars - Zizi faz a todos mais felizes.

 

Bossa / Zizi Possi

Nota 10

Marcelo Teixeira

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

25º Maior Cantora do Brasil: Zélia Duncan


Zélia entre as melhores
Zélia entra, definitivamente, para o panteão das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos com este disco maravilhoso e meio retro transgressor, se bem me entendem. Ela se transforma em todas aquelas iguanas caleidoscópias já citadas, mas continuando ela mesma em essência, forma e risco. A palavras citadas nesta abertura, são de Hermínio Bello de Carvalho, um anfitrião das estrelas da música popular brasileira, como Clara Nunes, Elizeth Cardoso, entre outras. A cantora e compositora Zélia Duncan, nasceu na cidade de Niterói, que se localiza no estado do Rio de Janeiro, no ano de 1964, com o nome completo de Zélia Cristina Gonçalves Moreira. Começou sua carreira com 16 anos, no ano de 1981, em Brasília, onde ela morava e seus maiores incentivadores foram, sua mãe e sua avó. Nessa década (80), não fez muito sucesso, pois não lançou nenhum disco. Só em 1990, foi que lançou seu primeiro disco, que se chamava, Zélia Cristina – Outra Luz, lançado pela gravadora Eldorado, esse disco não mexeu muito com sua carreira, não fazendo muito sucesso. Mas ele possui faixas de muito boa qualidade, como as músicas Outra Luz e Prove.

Já em 1994, ela lançou seu segundo disco, que se chama Zélia Duncan, lançado pela gravadora WEA. Foi esse disco que lançou Zélia Duncan para o sucesso, principalmente por causa das músicas Catedral, Nos Lençóis desse Reggae e O Meu Lugar. A música Catedral, foi inspirada em uma viagem feita pela cantora a Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos, em 1991. Ela se inspirou nos desertos que ali se localizam, fazendo então, aqui no Brasil, junto com seu amigo Christiaan Oyens, essa bela música. A música O Meu Lugar foi feita nessa viagem.

Dois anos após o sucesso em 1994 com Zélia Duncan, Zélia lança o álbum Intimidade, em 1996, também lançado pela WEA. Ele é seu segundo disco de sucesso. E o sucesso para esse disco, dedica-se há música Enquanto Durmo que, com o clipe dessa música, foi indicada para cinco (5) prêmios no Vídeo Music Brasil 97, realizado pelo emissora de televisão MTV. O principal prêmio a que foi indicada é o de Melhor videoclipe do ano de 1997. Mas ela não ganhou nenhum dos prêmios a que fora indicada.

Já começando a se acostumar com o sucesso, Zélia Duncan estreia em Outubro de 1998 outro álbum , este chamado de Acesso. É uma grande surpresa este disco, pois suas faixas mostram um ritmo diferente de uma cantora que é considerada da MPB. Mas isso é o de menos, o que importa é que este é mais um grande sucesso que tem como faixas principais as músicas, Toda Vez, Verbos Sujeitos, Depois do Perigo e Quase sem querer, que é uma regravação da bela música de Renato Russo. Acesso foi muito elogiado pelos críticos e, por poucos, ele acaba sendo rejeitado.

Em 2001, após 3 anos parada em gravações que levam seu nome, pois participou do álbum O Som do Sim, de Herbert Vianna, e do consagrado Acústico MTV Capital Inicial (2000), Zélia acaba a gravação de seu quinto trabalho Sortimento em Abril de 2001, e rapidamente é levada em destaque pelas rádios com a música Me Revelar, e por emissoras, como MTV Brasil, que separa um espaço exclusivo em seus programas para a cantora e compositora. Desta vez ZD resolveu utilizar, em maioria, letras de amigos/convidados, mas deixa sua marca em Eu Me Acerto, exclusiva dela, e a própria Me Revelar, junto a seu amigo e produtor Christiaan Oyens.

Em Abril de 2002, a cantora lançou Sortimento e show de mesmo nome, que teve excelente repercussão nacional. Além de lançar neste mesmo ano o videoclipe da música Me Revelar, sendo indicada para o Video Music Brasil 2002 (VMB 2002) na categoria Fotografia, mas não venceu. As músicas Me Revelar e Alma tocaram muitas vezes nas rádios e programas televisivos brasileiros.

Por todos estes adjetivos, sendo considerada por muitos como uma das grandes revelações da MPB, sendo considerada por inúmeras pessoas como uma das mais vertentes roqueiras e defensoras da música contemporânea e de resgatar pérolas de grandes cantores esquecidos pela mídia, que Zélia Duncan entra para o rol das grandes cantoras de todos os tempos, ocupando o 25º lugar.

 

25º Lugar: Zélia Dunca

As 30 Maiores Cantoras do Brasil de Todos os Tempos

Marcelo Teixeira

 

 

 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

27º Maior Cantora do Brasil: Daniela Mercury


A cantora baiana Daniela Mercury
Daniela Mercury é uma das maiores cantoras, e mais famosas de axé music, e é conhecida como a rainha deste gênero musical, detentora de um Grammy Latino, por seu álbum Balé Mulato, recebeu também seis Prêmios TIM de Música, um prêmio pela APCA, três prêmios Multishow e dois prêmios pelo VMB, de melhor videoclipe e fotografia. Desde 1991 até hoje, Daniela lançou diversos álbuns e singles (sendo 14 em primeiro lugar e 24 Top 10), vendendo mais de 20 milhões de discos em todo o mundo. Chegou a gravar um DVD comemorativo de 25 anos do Cirque du Soleil e fez parte do Festival de Jazz de Montreal. Além disso, Mercury foi convidada para participar do DVD de Alejandro Sanz, e cantar com Paul McCartney, em Oslo, na Noruega, durante a entrega do Prêmio Nobel da Paz.

O primeiro álbum de Daniela, que leva o nome como título, foi lançado em 1991 pela gravadora independente Eldorado. Deste, foram lançadas para as rádios as canções Swing da Cor, o primeiro single de Daniela a chegar ao topo da parada brasileira, e Menino do Pelô, ambas gravadas com o bloco-afro Olodum. No ano seguinte, desligou-se da gravadora e, desde então, produz os próprios álbuns para depois negociar a distribuição dos mesmos com as gravadoras que estejam interessadas. Em 1992 apresentou-se no projeto Som do Meio Dia no Museu de Arte de São Paulo. O show reuniu mais de trinta mil espectadores, o que acabou por deixar o trânsito engarrafado nas imediações do local. Após quarenta minutos de show, Mercury foi retirada do palco por representantes da secretaria de turismo de São Paulo, que, preocupados com a estrutura do museu, obtiveram uma ordem da polícia militar para retirá-la do local.

Alguns consideram que O Canto da Cidade foi o precursor do movimento samba-reggae, logo chamado de axé music, ganhando força em todas as regiões do país e permitindo que outros artistas do gênero, tivessem destaque no cenário musical brasileiro. Acredita-se que, também, a partir deste álbum que o carnaval da Bahia passou a ter divulgação maciça na mídia. Daniela experimentou, durante este período um auge de popularidade pouco visto na história da indústria musical brasileira, sendo apelidada de furacão da Bahia e rainha do axé.

Logo após o show, Mercury foi contratada pela gravadora Sony Music e através desta lançou o segundo álbum solo, O Canto da Cidade. O álbum vendeu mais de dois milhões de cópias no Brasil, fazendo com que Mercury se tornasse a segunda intérprete feminina a atingir tal feito, e produziu sucessos como O Mais Belo dos Belos, Batuque, Você Não Entende Nada e a faixa-título do álbum, todos alcançaram o topo da parada oficial. As canções Só Pra Te Mostrar, um dueto com Herbert Vianna, e Bandidos da América fizeram um sucesso moderado nas rádios brasileiras, atingindo as posições de número nove e vinte um na parada, respectivamente.

Com tantos atributos e honrarias, Daniela Mercury, o furacão da Bahia, chega a ocupar o vigésimo sétimo lugar em uma lista seleta por cantoras responsáveis por colocar o Brasil como a estação primeira das melhores do mundo.

 

27º Lugar: Daniela Mercury

As 30 Maiores Cantoras do Brasil Todos os Tempos
Marcelo Teixeira